<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253</id><updated>2011-04-21T17:05:24.164-07:00</updated><title type='text'>Folhas do meu cadastro</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253.post-5476519361728079322</id><published>2007-08-17T22:49:00.000-07:00</published><updated>2007-08-17T23:01:51.405-07:00</updated><title type='text'>Excertos do Relatório de execução material do projecto CEPP</title><content type='html'>I.1. Considerações gerais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O RPCP constitui o resultado de uma longa maturação científica, um processo, por definição, sempre em evolução, porque apenas se pode aceder à ciência por aproximações sucessivas, rejeitando dogmas ou verdades acabadas. O decurso da actividade científica bebeu, pois, deste tempo de gestação, que se traduziu no prolixo volume de trabalho realizado. Tal facto não pode mascarar, contudo, os diversos obstáculos que se apresentaram à concretização dos objectivos a que nos propusemos. O maior deles residiu no campo informático, onde, aos constantes problemas de software, se somou, após o recrutamento de dois colaboradores, em Junho de 2001, a insuficiência de computadores e de impressoras, tudo aliado à falta de espaço de um gabinete onde coexistiam cinco pessoas e à frequente ausência de ligação à Internet. Daí que, a dado momento, os membros da equipa de investigação tenham feito a opção pelo trabalho domiciliário, livre dos constrangimentos atrás referidos, mas que os amputou de um contacto mais permanente com a biblioteca do ISCSP. Obstáculos que desapareceriam com a mudança de instalações do ISCSP para o novo pólo universitário da Ajuda. Na estruturação do relatório, procurou-se especificar os aspectos mais relevantes em que se desdobraram as tarefas referentes à actividade científica realizada pela equipa de investigação, sendo que os resultados constituem prova suficiente do sentido de missão que serviu de estrela polar àquelas. Parte substancial será consagrada às funções dos colaboradores recrutados, o que, pela tecnicidade e especificidade das tarefas envolvidas, se presta mais facilmente a uma descrição desse tipo.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.2. Natureza e alcance do trabalho científico produzido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho desenvolvido pela equipa de investigação, constituída pelo Prof. Doutor José Adelino Eufrásio de Campos Maltez, pela Dra. Maria Teresa da Silva Paulo e pela Dra. Isabel Alexandra de Oliveira David, ao longo dos dois anos de execução do projecto constitui o resultado de uma série de factores conexos:&lt;br /&gt; - ideia de projecto/empresa e de método, encarado como o caminho a trilhar; - uma pesquisa bibliográfica apurada; - recurso a trabalhos académicos realizados pelos próprios investigadores; - pesquisas on-line em sites nacionais e internacionais; - comparação de fontes; - análise dos resultados obtidos; - compilação e agregação de dados; - produção de sínteses; - redacção final.&lt;br /&gt; Foi, assim, possível fazer avanços significativos em vários domínios, antecipando, inclusive, algumas metas traçadas. Mais do que descrever os conteúdos dos materiais elaborados (sempre inacabados, de acordo com a definição de ciência que seguimos), algo que se afiguraria despiciendo, em face da sua extensão, remetemos para a leitura dos volumes que seguem em anexo ao presente relatório, os quais são prova inequívoca do trabalho e da dedicação votados ao projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.3.3. Local de Trabalho&lt;br /&gt;A imagem que se poderá criar através do material produzido não encontra correspondência na sede onde tal empresa se processou durante a sua fase inicial. Com efeito, nos primeiros meses em que o RPCP teve a colaboração de um Consultor ou que necessitou de adquirir serviços externos, a exiguidade do espaço disponível no Palácio Burnay e as infra-estruturas adjacentes não se podiam simetrizar com os propósitos enunciados.A mudança do ISCSP para as novas instalações no Pólo Universitário do Alto da Ajuda, a despeito das limitações inerentes à ocupação de um novo espaço, onde se registavam carências, entretanto supridas, possibilitou a afirmação física do CEPP.A maioria das actividades de consultoria e investigação desempenhadas pelo e no Centro, no âmbito do projecto em questão, têm lugar num espaço cedido pelo ISCSP, que se achou por bem designar de "Sala de apoio aos Centros de Estudos". Ainda que, teoricamente, seja de utilização partilhada, não nos deparamos com um microcosmos malthusiano, ou seja, não nos assombra o espectro do sobre-povoamento ou sobre-utilização dos recursos postos à disposição, dada a singularidade da actividade levada a cabo pelo CEPP no contexto das unidades de investigação existentes no ISCSP.A parcela remanescente do mester do consultor reparte-se por uma pluralidade de locais:- bibliotecas; - acervos públicos e privados;- utilização do domicílio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.3.4. Material usado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O material usado quotidianamente tem, também, uma dupla origem:- Pública: o equipamento facultado compreende:- Desktop, Compaq Evo 5500- Desktop, Compaq Deskpro (cuja capacidade de armazenamento de dados se encontra esgotada);- Impressora Kyocera Mita FS-1010 KX - Material de apoio e periféricos .- Privada: Dado que o reequipamento informático do ISCSP apenas contemplou o CEPP no período final de vigência do projecto e tendo em consideração as limitações orçamentais no que a esta rubrica diz respeito, a esmagadora maioria dos encargos do consultor são efectuados mediante utilização de recursos próprios, nomeadamente e cientes das exigências decorrentes das diversas e dispersas fontes de dados:- laptop (Computador Portátil) Compaq Armada 1700;- impressora Hewlett Packard 710 c;- acervo bibliográfico próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.3.5. Prolegómenos para a consecução dos fins enunciados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.3.5.1. Inventariação&lt;br /&gt;O fulcro da actividade inicial do consultor consistiu num levantamento global da base de dados disponível. Dividida ou disseminada por vários sítios, tinha a sua maior expressão no site: &lt;a href="http://www.iscsp.utl.pt/cepp"&gt;www.iscsp.utl.pt/cepp&lt;/a&gt;, assim como no acervo pessoal do coordenador do CEPP. Foram inventariados mais de 7500 ficheiros, englobando uma pluralidade de temas:- Site: A totalidade dos constantes no directório . - Acervo pessoal:- Res Publica.doc - 1801-1850.doc- 1851-1910.doc- 1910-1926.doc- 1926-1974.doc- 1976-1999.doc- ideiasXIX XX.doc     - Destaques 1876-1909.docTal teve como finalidade definir as prioridades, as necessidades mais prementes e a orientação geral a dar ao trabalho, no âmbito do projecto aprovado pela FCT, sempre com o escopo de cumprir os indicadores esperados, senão mesmo, como se veio a registar, de os superar. Esta fase inaugural do trabalho teve como principais méritos:- referenciação formal do material existente;- familiarização com o estilo e metodologias científicas até então adoptados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.3.5.2. Leitura&lt;br /&gt;Nesta fase, tem lugar a justaposição entre o enquadramento formal identificado durante a inventariação precedente e os conteúdos, consubstanciada através de uma leitura diagonal de um conjunto de ficheiros considerados como alicerces de uma estrutura que se começava a esboçar e que se pretendia consolidar:- Site:- ../autores/* -../bibliografias/*-../classe_politica/- ../conceitos_politicos/ - ../cronologias/* - ../eleicoes_portuguesas/*- ../estados/*  - ../governos_portugueses/*      - ../guerras/*- ../historia_do_presente/*      - ../ideologias/ -  ../monografias/*- ../obras/*  - ../partidos_e_movimentos/* - ../regimes_politicos/* - ../revoltas/*      - ../teoria_das_relacoes_internacionais/- ../teoria_do_estado/- Acervo pessoal:- Res Publica.doc* - 1801-1850.doc*- 1851-1910.doc*- 1910-1926.doc*- 1926-1974.doc*- 1976-1999.doc*- ideiasXIX XX.doc* - Destaques 1876-1909.doc*&lt;br /&gt;* os ficheiros sufixados por este símbolo foram usados nas fases 1.3.5.3; 1.3.7.2.1 e 1.3.7.2.2.&lt;br /&gt;Foi, assim, seleccionada e verificada a matéria-prima que ulteriormente poderia vir a ser transformada e processada. Procurou-se, deste modo, objectivar e particularizar paulatinamente a esfera de actuação com o fito de, numa fase posterior, proceder à escolha do material científico sobre o qual iria incidir a maior parte da actividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           I.3.5.3. Análise&lt;br /&gt;Após a discriminação de conteúdos, procurou-se ter a finalidade como princípio numa perspectiva sistémica sobre a substância disponibilizada. Procedeu-se, nesta etapa, a um debruçar analítico sobre uma quantidade assinalável de dados  que reuniam as características fundamentais para a constituição de um objecto de trabalho perfeitamente identificável e coincidente com as premissas do Repertório Português de Ciência Política.Esta incursão exploratória buscou constantes como: - temática;- possibilidade de integração num todo coerente;- rigor científico;- perspectivas de desenvolvimento de novos conteúdos.&lt;br /&gt;A observância destas características não implica a inexistência de lacunas, erros ou omissões. O facto de o material analisado ser prolífico foi, outrossim, a pedra de toque para a sua inclusão numa unidade vasta onde se iria analisar, agregar, compilar, ordenar, corrigir e produzir um conjunto de insertos ou enxertos, que, tendo em comum o facto de versarem sobre um vasto leque matérias relativas aos últimos 200 anos da história universal, estavam órfãos de uma identidade que os explicasse, algo que desse forma ao conteúdo.Começa, então, a delinear-se este "projecto dentro do projecto" a que se chamaria Anuário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.3.6. O Projecto, o Objecto e a Coisa&lt;br /&gt;I.3.6.1. Apresentação do Anuário Para que o (Magno) RPCP não se tornasse num mero repositório, considerou-se essencial dotá-lo de uma unidade, cuja chave fosse o chavão: O Todo forma mais do que as partes.O Anuário, que disponibilizamos em linha na Internet e que anexámos ao Relatório de Progresso Anual, em IX volumes , é uma tentativa de reunião de uma série de dados numa dada identidade.Convirá, então, apresentar o B.I. deste projecto:&lt;br /&gt;- Nome: baptizado de ANUÁRIO, tem pretensões científicas, pois fazemos nossa a máxima de Aristóteles na Metafísica, segundo a qual "o começo de todas as ciências é a surpresa de que as coisas sejam aquilo que são";- Paternidade: à semelhança de tudo o que foi gerado no âmbito do Repertório Português de Ciência Política, a origem primeira do Anuário são os escritos da autoria do coordenador e máximo responsável pelo CEPP. O estímulo para a fusão destas células de agnição dispersas numa unidade coerente, então ainda em fase embrionária, partiu do corpo estranho transplantado para a equipa do RPCP, sob a forma de Consultor, que assistiu e acolheu a gestação deste projecto, adoptando-o e procedendo, agora, à sua apresentação.Tudo o que trouxe à luz o conhecimento assume a tutela partilhada do RPCP e do Anuário. Estamos radicados no seio da tradição dos estudos politológicos e aplicamos os preceitos metodológicos da Idade do Ouro da Ciência Política, com a autoridade de quem, em Portugal, foi garimpeiro, não fundando, mas fundindo os saberes interdisciplinares desta ciência;- Morada: estamos orgulhosamente instalados no Sítio do ISCSP, não como um mero link, mas como um Centro que assume a sua umbilicalidade relativamente à Escola mãe. Futuramente, esperamos que a reprodução via impressão da matéria produzida possibilite, também, o nosso alojamento noutros destinos;     - Idade: Do Objecto_ Duzentos anos de história contida.        Do Projecto_ Alguns anos de maturação, cientes de que a maioridade ainda não foi atingida;.  - Altura: não a escolhemos, mas temos o intuito de crescer, sem delírios babelianos, uma vez que estamos conscientes de que uma acumulação de factos é tanto uma ciência como um monte de pedras será uma casa;- Estado: sempre e todos os dias EM CONSTRUÇÃO. Obra inacabada. Esperamos que os erros e as omissões sejam acasos, e não ocasos, que ensombrem o Repertório Português de Ciência Política; - Validade: O mais importante será a utilidade, pois se, como Platão, encararmos o "Tempo como a imagem móvel da eternidade imóvel", saberemos que se pode ser profeta olhando para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           I.3.6.2. Objectivos&lt;br /&gt;É, hoje, evidente que as leis gerais da sociedade mudaram radicalmente, ou seja, a partir do seu âmago. A dicotomia simplista de quem ainda explica as actividades produtivas ou culturais humanas tendo por base uma proscrita dialéctica materialista assente nos factores de produção capital e trabalho revela um estaticismo analítico que nega o devir da história, podendo fazer com que tudo se perca e nada se transforme. A informação, a tecnologia e o conhecimento formam, actualmente, um triângulo que se sobrepõe hierarquicamente e se impõe naturalmente, preenchendo o vácuo do prisma tradicionalista. A divulgação do conhecimento (científico) por intermédio de inovadores veículos tecnológicos que ponham a informação ao serviço do maior número é, assim, o centro do nosso espaço de actuação. A gravidade do desconhecimento, relativamente à matéria em questão, faz com que sejamos atraídos para um universo conhecido, mas inexplorado. O CEPP, através do Repertório Português de Ciência Política, de que o Anuário é parte integrante, propõe a superação de mais esta fronteira que, não sendo a última, constitui um sério entrave ao desenvolvimento científico em Portugal.          Orbitamos em torno de metas realizáveis e não de meta-realizações. Pugnamos pelo rigoroso cumprimento das obrigações que assumimos. O Anuário é um exemplo do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo CEPP. Neste particular, após uma ampla revisão , poderemos multiplicar os suportes de publicação e publicitação de todo o trabalho realizado por meio dos veículos que se acharem mais convenientes.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;           I.3.7. Fases de Intervenção sobre os Conteúdos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.3.7.1. Organização por categorias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante o volume de informação, e tendo em conta o seu teor, constatou-se que o material reunia potencial suficiente para se avançar para a ambiciosa produção de uma História comparada dos últimos 200 anos, envolvendo uma cobertura anual e versando sobre múltiplos temas, sempre subordinados à ciência que une os vários vectores do RPCP e do Anuário: a Política. Nesta primeira fase, procurou-se dar forma ao conteúdo, ou seja, encontrar unidade no todo, e proceder a um enquadramento teórico. A esquematização foi concebida em termos genéricos e suficientemente abrangentes para possibilitar a rotulagem dos dados existentes no início da actividade. Esta identificação permitiu a consequente organização em VII categorias:&lt;br /&gt;I- Destaques - Ano a Ano, são apresentados factos políticos e mentefactos que formaram a actualidade de Portugal e do Mundo; II- Cronologias - passo a passo, descreve-se uma longa caminhada de dois séculos;III- Acontecimentos do Ano - momentos edificantes ou infaustos, numa safra de feitos seleccionados; IV- Bibliografia - secção baseada na recolecção/difusão. Um inventário das obras lançadas, ano por ano;V- Autores do Ano - os Actores da (nossa) história. Vida e Obra das personagens num genérico elenco de duzentos anos;VI- Livros do Ano - recensão crítica de obras que fizeram desabrochar o conhecimento ou que semearam a discórdia;VII- Falecimentos e Nascimentos - levantamento exaustivo de óbitos e natividades.     &lt;br /&gt;I.3.7.2. Preparação e Execução&lt;br /&gt;          I.3.7.2.1. Preparação&lt;br /&gt;Prende-se com a estruturação e o provimento do aparelho científico, o que, em termos genéricos, significa a releitura analítica de todo o material seleccionado, fazendo coincidir os dados com as categorias formuladas. Para que tal seja exequível, têm que ser operados uma série de mecanismos processuais, decompostos numa sucessão de etapas, que acabam por ser o traslado da metodologia utilizada. Convirá, então, descrever, sucintamente, cada um dos procedimentos e o modo como estes se encadearam.Em primeiro lugar, foram novamente lidos e analisados os ficheiros susceptíveis de adequação às categorias expostas:- Res Publica.doc, cuja extensão ascende aos 110, 272 MB (megabytes);- 1801-1850.doc, de 1, 618 MB; - 1851-1910.doc, com 1, 739 MB;- 1910-1926.doc, com 1, 754 MB;- 1926-1974.doc, de 1, 837 MB;- 1976-1999.doc, com 640 KB;- ideiasXIX XX.doc, com uma dimensão de 7, 615 MB;  - Destaques 1876-1909.doc, de tamanho superior a 520 KB;- Ficheiros da Internet e do próprio site do CEPP, em número não quantificável, nomeadamente os que se encontram assinalados com umasterisco (*) no ponto 1.3.5.2&lt;br /&gt;Posteriormente, procedeu-se à criação de vinte e nove (29) ficheiros plurianuais, agregando todos os dados disponíveis relativamente a um ano preciso, observando-se, simultaneamente, uma unificação (em ficheiros) e uma divisão (por períodos) de todo o material em bruto:&lt;br /&gt;TABELA -IOrganização do material em bruto ou Ficheiros Plurianuais&lt;br /&gt; NOME DO FICHEIRO DIMENSÃO DO FICHEIRO1800-1819brut.doc 899 KB1820-1830brut.doc 478 KB1831-1840brut.doc 614 KB1841-1850brut.doc 610 KB1851-1860brut.doc 582 KB1861-1870brut.doc 1, 169 MB1871-1880brut.doc 520 KB1881-1890brut.doc 421 KB1891-1899brut.doc 451 KB1900-1910brut.doc 771 KB1911-1915brut.doc 718 KB1916-1920brut.doc 1, 624 MB1921-1926brut.doc 1, 002 MB1927-1930brut.doc 338 KB1931-1935brut.doc 345 KB1936-1940brut.doc 270 KB1941-1945brut.doc 300 KB1946-1950brut.doc 287 KB1951-1955brut.doc 343 KB1956-1960brut.doc 354 KB1961-1965brut.doc 461 KB1966-1970brut.doc 420 KB1971-1975brut.doc 591 KB1976-1980brut.doc 355 KB1981-1985brut.doc 362 KB1986-1990brut.doc 335 KB1991-1995brut.doc 304 KB1996-2000brut.doc 101 KB&lt;br /&gt;À ordenação informática, seguiu-se a impressão integral dos ficheiros em bruto, somando cerca de 2500 páginas. Toda esta substância iria, depois, ser objecto de uma criteriosa organização, com o intuito de a dispor para o entabulamento das etapas subsequentes.Feito isto, partiu-se para um estudo e uma apreciação da totalidade do material, permitindo ajustar os dados às categorias.&lt;br /&gt;I.3.7.2.2. ExecuçãoNo que concerne à execução, começou-se por conceber um ficheiro tipo, incorporando um modelo que iria ser aplicado à maioria do trabalho desenvolvido a partir daí , composto por rubricas, quadros e tabelas e estruturado da seguinte forma:&lt;br /&gt;- Ano- Destaques da política e das ideias nacionais e internacionais- Cronologia nacional- Cronologia internacional- Acontecimentos do Ano- Bibliografia- Personalidades do Ano- Livros do Ano- Falecimentos e Nascimentos.&lt;br /&gt;Esta fase, a mais exaustiva e laboriosa, envolve um conjunto identificável de três procedimentos genéricos que se entrecruzam e, portanto, nem sempre empregues de forma sucessiva. Na Tabela III, poder-se-á apreciar a evolução do trabalho e quantificar o número de horas despendidas (pelo Consultor), apenas durante o primeiro ano, na elaboração do produto preliminar, sobre o qual se continuou a actuar no decorrer do segundo ano de actividades. Os dados apresentados reportam-se à conclusão do ponto I.3.7.2.1. e à primeira aplicação dos procedimentos constantes no ponto I.3.7.2.2. No decurso do segundo ano, a multiplicação das actividades desempenhadas e a natureza das mesmas não permitiu uma divisão tão rigorosa do tempo usado na sua concepção, mantendo-se, contudo, um ritmo de laboração que custeou uma média de oito a nove horas diárias.   I.3.7.2.2.1. Compilação Os dados em bruto são coligidos em novos ficheiros, que, progressivamente, se foram criando em paralelo com os enumerados na Tabela I . Os conteúdos que, primeiramente, ascenderam a um ponto em que se considerou não necessitarem de mais intervenções, depois de devidamente apurados e depurados, são vertidos, linha por linha, para os novos ficheiros, de acordo com o esquema tipo supracitado.&lt;br /&gt;I.3.7.2.2.2. Correcção Passa por uma averiguação dos erros que a matéria apresenta, relacionados com datas (anacronismos ou metacronismos), nomes (de personalidades e instituições) ou factos. A correcção implica, igualmente, a constatação de omissões relevantes, relativas, por exemplo, à ausência de elementos imprescindíveis no relato de um episódio histórico ou na apresentação de um elemento bibliográfico. Identificam-se, ainda, as lacunas em termos da cobertura do ano em questão, por hipótese, no caso de um determinado acontecimento que deveria aparecer esmiuçado surgir apenas aflorado ou não ser sequer mencionado. Por fim, analisa-se a propriedade e o rigor científico dos textos que já se encontram produzidos. Tudo isto permite engendrar as tarefas ulteriores.  &lt;br /&gt;I.3.7.2.2.3. Produção Nesta fase, as falhas verificadas são colmatadas por intermédio da supressão dos erros, das omissões e das lacunas, compondo-se novas formulações narrativas. Na mesma linha de actuação, leva-se a cabo a remoção de iterações e de factos irrelevantes ou despiciendos. São, também, feitas as alterações devidas (formais e sintácticas ou substantivas) no caso da não conformidade científica, sempre no contexto e de acordo com os preceitos do RPCP. Os conteúdos elaborados decorrem de um processo de investigação que se estende por vários locais e que cotia um vasto renque de recursos, meios e material descritos nos anteriores capítulos deste documento. Latente ao longo de toda a actividade exercida, a prospecção de conteúdos tornou-se imanente durante todo o segundo ano de vigência do projecto RPCP. Exige-se mais inspiração na actividade de laboração, favorecendo o recurso a processos orgânicos e não mecânicos de exercício do trabalho .A produção de novos dados abre caminho não só à renovação da informação que prestamos aos leitores e ao empenho que emprestamos ao trabalho, como também à reciclagem da nossa cadeia de conhecimentos. Evitamos privar o nosso público do que é essencial, distinguindo-o do acessório. Não racionamos a história, mas raciocinamos sobre ela, não nos prostrando, quer perante o imediato, quer diante do mediático. Poderemos, então, lucrar com a acumulação científica do saber.  &lt;br /&gt;TABELA -IIFicheiros Executados&lt;br /&gt;NOME DO FICHEIRO DIMENSÃO DO FICHEIRO1800-1819exe.doc 480 KB1820-1830exe.doc 240 KB1831-1840exe.doc 292 KB1841-1850exe.doc 312 KB1851-1860exe.doc 234 KB1861-1870exe.doc 302 KB1871-1880exe.doc 248 KB1881-1890exe.doc 271 KB1891-1899exe.doc 273 KB1900-1910exe.doc 341 KB1911-1915exe.doc 414 KB1916-1920exe.doc 428 KB1921-1926exe.doc 483 KB1927-1930exe.doc 183 KB1931-1935exe.doc 209 KB1936-1940exe.doc 182 KB1941-1945exe.doc 210 KB1946-1950exe.doc 247 KB1951-1955exe.doc 229 KB1956-1960exe.doc 235 KB1961-1965exe.doc 363 KB1966-1970exe.doc 363 KB1971-1975exe.doc 462 KB1976-1980exe.doc 299 KB1981-1985exe.doc 286 KB1986-1990exe.doc 254 KB1991-1995exe.doc 271 KB1996-2000exe.doc 95 KB&lt;br /&gt;TABELA -IIICalendário da Actividade nas Fases de Preparação e Execução  no decurso do primeiro ano.&lt;br /&gt;ANOS PREPARAÇÃO (Em horas) a) EXECUÇÃO (Em horas) a) TOTAL (Em horas)a),b)1800-1819 12  1800-1801  6 1802-1806  9 1807-1810  8 1811-1813, 1817   7 1817-1819  6 1814-1816 c)  20 1820-1830 7  1820-1823  10 1824-1830  8 1831-1840 7  1831-1835  7 1836-1840  8 1841-1850 8  1841-1846  8 1847  4 1848-1850  8 1851-1860 8  1851-1852  7 1853  3 1854-1860  8 1861-1870 9  1861-1863  4 1864-1868  8 1868-1870  8 1871-1880 6  1871-1873  8 1874-1879  8 1880  2 1881-1890 6  1881-1885  8 1886-1890  9 1891-1899 6  1891-1896  10 1897-1899  6 Total Século XIXd)   2671900-1910 10  1900-1902  8 1903-1906  9 1907-1909  8 1910  6 1911-1915 7  1911-1912/ e)   7 1912-1914  9 1915  5 1916-1920 8  1916-1917/ e)  9 1917-1918  9 1919  8 1920 f)   9 1921-1926 8  1921-1922  9 1923-1924  9 1925-1926  8 1927-1930 7  1927-1929/ e)  6 1929-1930  6 1931-1935 6  1931-1932  8 1933-1935  8 1936-1940 5  1936-1938/ e)  7 1938-1940  7 1941-1945 6  1941-1943/ e)  7 1943-1944/ e)  5 1945  4 1946-1950 5  1946-1948  10 1949-1950  7 1951-1955 8  1951-1952  8 1953  4 1954  5 1955  4 1956-1960 7  1956-1958  9 1959-1960  8 1961-1965 8  1961-1962/ e)  8 1962-1963/ e)  8 1963-1965  8 1966-1970 8  1966-1968/ e)  10 1968-1969/ e)  8 1969-1970  10 1971-1975 12  1971-1972/ e)  10 1972-1973/ e)  8 1973-1974  8 1975  8 1976-1980 8  1976-1977/ e)  8 1977-1980/ e)  9 1980  6 1981-1985 7  1981-1982/ e)  7 1982-1983  8 1984-1985  10 1986-1990 9  1986-1987/ e)  8 1987-1989/ e)  9 1989-1990  8 1991-1995 10  1991  8 1992  8 1993-1994/ e)  8 1994-1995  8 1996-2000 3  1996-1998/ e)  5 1998-2000  6 Total Século XX   570Total Séculos XIX + XX   837a) Todos os valores são apresentados tendo a Hora como Unidade de Tempo.b) Os totais são o resultado da soma do tempo de Preparação com o de Execução.c) Este triénio foi utilizado como teste e modelo para a elaboração de todos os outros anos.d) Temos a ciência de que o ano de 1900 também faz parte do século XIX, mas, por imperativos metodológicos, foi incluído no século XXe) O símbolo: /  inserido a seguir a um ano significa que as operações relativas à respectiva execução não foram concluídas no tempo correspondente a essa entrada, mas sim na entrada seguintef) Conjuntamente com a execução deste ano, procedeu-se a uma reorganização geral dos conteúdos produzidos.&lt;br /&gt;           I.3.7.3. Revisão Consiste em expiar as máculas. É um pouco a súmula de todos os outros procedimentos, que aparecem aqui condensados, para que se possa solidificar a substância gerada.As formulações que oferecerem dúvidas, já devidamente ferreteadas, são purgadas. Tal permite presentear os destinatários deste inventário do passado com um produto de futuro.&lt;br /&gt;           I.3.8. Actividades Complementares I.3.8.1. Apoio Científico Online e Suporte à Investigação    O sucesso granjeado pelo CEPP, ao longo dos últimos dois anos, traduziu-se no incremento de utilizadores que acedem à página , assim como no aumento de solicitações recebidas. De todos os quadrantes e latitudes têm sido remetidas, para os contactos disponibilizados online, sugestões, opiniões e, sobretudo, dúvidas sobre o vasto universo temático abordado e vertido no Portal do CEPP. Com efeito, apenas no segundo ano, acusámos a recepção de quase três centenas de pedidos de apoio , na sua maioria vindos de estudantes e professores universitários, que desejaram informações ainda mais aprofundadas, querendo espreitar para lá dos nossos conteúdos, alargando os seus horizontes. Para fazer face a este desafio, foram inseridos vários campos no site para que os visitantes pudessem requerer a ajuda dos colaboradores do CEPP. Servindo-se das cinco moradas de Email e do “pop up” que é accionado quando se acede ao Portal, todos quantos frequentam o site podem submeter perguntas sobre áreas tão variadas como a Ciência Política, a História, a Filosofia ou as Relações Internacionais, tendo, em caso de adequação com o objecto de trabalho do RPCP, garantia de resposta de forma célere e eficaz, de acordo com dois modelos : - Sintético- Quando as questões são de fácil resolução, havendo possibilidade de as resolver no próprio site ou através do recurso a ferramentas de fácil acesso, a réplica ao utilizador procura, somente, elucidá-lo sobre a melhor forma de degolar o problema, convidando-o, ainda assim, a contactar novamente o CEPP, caso as suas exigências passem por algo que estará mais de acordo com o segundo modelo. - Alargado- Quando as dúvidas são mais específicas, descobrindo pontos não cobertos pelo site ou assuntos que o utilizador deseja ver mais desenvolvidos para finalidades diversas: realização de Trabalhos de Investigação, elaboração de artigos, actividades de preparação de actos avaliativos, etc.. Nestes casos, o Consultor do CEPP faz uma pesquisa que irá aprofundar a temática sobre a qual versa a solicitação, procedendo, em seguida, à formulação de uma resposta que preencha todos os requisitos pedidos por quem nos contacta.  Neste contexto, o retorno, consubstanciado em agradecimentos ou panegíricos, daqueles que foram por nós apoiados, não só aprova o nosso trabalho, como comprova que o CEPP é, hoje, uma referência a que muitos, na comunidade académica e fora dela, prestam reverência .Ainda no âmbito da implementação de mecanismos que assegurem o provimento de interactividade e contemporaneidade, foi inaugurada uma nova rubrica: a secção de Investigação. Acolhendo algumas sugestões dos utilizadores e recolhendo algum do material que enviaram, avançámos para a publicação de Trabalhos de Investigação. Chegaram-nos mais de uma dezena de monografias que, após sujeição a um rigoroso escrutínio, seguiram um de dois caminhos:- Publicação online (nota com exemplo)    - Arquivamento.          Este foi um dos factores que nos permite, hoje, liderar, em termos de volume de informação e de usuários, o panorama da investigação, feita em língua portuguesa, sobre ciências políticas e matérias conexas.  &lt;br /&gt;I.3.8.2. Dinamização, Promoção, Estabelecimento de Parcerias e Apoio a Iniciativas A concretização do projecto tem, adstrito, um imperativo: tirar o CEPP do relativo anonimato em que se encontra e conferir-lhe mais visibilidade. Desta forma, deparamo-nos com uma demanda intensa e incessante feita de forma dinâmica e relacional, isto é, de dentro para fora e vice-versa. Do CEPP, partiram campanhas de promoção e divulgação, via Internet, que tiveram eco na subida de ranking da página do RPCP nos vários apontadores e, consequentemente, no crescimento do número de utilizadores diários. Como resultado desta intervenção, o CEPP surge entre os primeiros matches na esmagadora maioria dos motores de busca, nomeadamente no mais utilizado e popular de todos (Google), quando se inserem determinados termos de pesquisa :-Abrangentes como:- Pensamento Político (1º) - Classe Política (6º)  - Pensamento (6º)- Centro de Estudos (9º) - Mais específicos:  - Fim das Ideologias (1º)  - Devorismo (1º)  - Ditadura Nacional (1º)- Corporativismo (4º)  - Autoritarismo (9º) - Quase inexistentes noutro site português:  - Partido Avilista (1º)- Cratologia (3º)- Luddismo (7º) Não descurámos, também, o apoio a iniciativas, como debates e outros fora de discussão, de que é exemplo o ciclo de conferências subordinado ao tema genérico «Sociedade, Estado e Democracia», patrocinado e apoiado pelo CEPP, do qual dá nota, por exemplo, o mensário Le Monde Diplomatique, na sua edição de Janeiro.    Igualmente importante foi o impulso exógeno dado ao CEPP. Para além das inúmeras menções na Internet, da qual fornecemos uma relação em anexo , fomos sondados para o estabelecimento de parcerias, envolvendo várias entidades, nomeadamente o Conselho Científico do ISCSP, o Jornal Público e o Instituto Superior Técnico. Disto se deu conhecimento às instâncias superiores do ISCSP, através de uma missiva, que disponibilizamos, também, em anexo . Por tudo isto, podemos afirmar e firmar a ideia de que não foi por acaso que o CEPP e o RPCP saíram do ocaso, sendo, actualmente, uma realidade incontornável, a que se deseja dar continuidade. Extinguir, neste momento, o CEPP significaria deixar de alimentar a ditosa gula e desejo de informação de quem nos consome diariamente.&lt;br /&gt;I.3.8.3. Apetrechamento da Aplicação Computacional eImpressão de Conteúdos Todo o material executado foi vertido para suportes de gravação. Depois, fez-se a conversão dos ficheiros doc. para html. e a consequente apresentação na aplicação computacional já criada, ou seja, no site do CEPP: &lt;a href="http://www.iscsp.utl.pt/cepp"&gt;www.iscsp.utl.pt/cepp&lt;/a&gt;, onde são disponibilizados para usufruto dos interessados.Para complementar este relatório, assim como para proporcionar à comunidade científica intra e extra-muros iscspianos o contacto com a nossa produção, foi solicitada a impressão integral e a encadernação dos conteúdos do Site do CEPP, onde se encontra espargido o objecto do nosso trabalho. A incumbência foi corporizada, utilizando um método sincretista, que acrescentou atribuições sem uma subtracção considerável de tempo.                       I.3.8.4. Levantamento e organização do TomboTodo o material respeitante aos diversos patamares de actuação foi armazenado e catalogado. Pretendia-se, não uma mera aglomeração, mas antes uma diluição do espólio aduzido nos registos, já existentes, do CEPP e a sua respectiva organização. Visou-se a constituição de um arquivo que, grosso modo, permitisse a adição do trabalho realizado no decorrer dos dois anos, no âmbito do Repertório Português de Ciência Política, a um todo mais abrangente, corporizado nos anais do CEPP.&lt;br /&gt;Peroração Sem querer transformar este relatório num exercício de vaidade, podemos reiterar que a Coisa se tornou maior do que o Objecto e que estamos, hoje, em condições de transcender e pujar o nosso plano de actividades. As várias rubricas do site, entre as quais se inclui o Anuário, cumprem integralmente os objectivos no que respeita às seguintes rubricas constantes nos indicadores esperados para a execução do RPCP:&lt;br /&gt;- cronologia de factos políticos.- Governos portugueses desde 1820;- eleições e resultados eleitorais desde 1820;- aplicações computacionais.&lt;br /&gt;Por fim, superam o plano previsto, na medida em que não estava nas cogitações iniciais do CEPP estar em condições de, mesmo no final do período de execução orçamental, ter aplicações computacionais de referência no mundo lusófono, ao ponto de servirem de base para a elaboração do programa da disciplina de História, do Curso Geral de Ciências Sociais e Humanas dos 11º e 12º anos, por parte do Ministério da Educação e do seu Departamento do Ensino Secundário .Estamos cientes de que o trabalho atingiu agora a sua fase terminal, exibindo, contudo, uma vitalidade que poderia convidar à sua eternização. A nossa fonte é a história e essa sabemos que é inesgotável, mas não existe justificação nem vontade de nos socorrermos de um prolongamento artificial que, por certo, causaria o estado vegetativo da matéria, tornando-a inválida, pois, iria crescer sem avançar. Ainda que assim não fosse, a infinidade temporal chocaria com o balizamento a que já aludimos e que não queremos iludir ou elidir, porquanto a análise da conjuntura se enquadra numa estrutura predefinida.    Encabrestar a actividade científica no interior de uma universidade seria ignorar aquilo que distingue uma mera Escola de uma verdadeira Academia. Almejamos o vanguardismo académico e não o medievalismo escolástico. Procuramos veicular conhecimentos com propriedade, sem reclamar a propriedade dos conhecimentos. Também no domínio da Ciência, a partilha é determinante para a edificação de uma sociedade inclusiva e não exclusiva.I.4. Projecto de Reengenharia do Portal do CEPP na Internet&lt;br /&gt;I.4.1. Ficha TécnicaIdentificação do Consultor:Nome: Nuno José Moreira ZimasIdade: 26Morada: Resid. Univ. FMH 2, Cruz QuebradaNaturalidade: LeiriaNacionalidade: PortuguêsN.º de BI: 11118140Data de Emissão: 13/03/1996Arquivo: LeiriaN.º Fiscal de Contribuinte: 209887575&lt;br /&gt;Qualificações do Consultor:Habilitações Escolares: Finalista da Licenciatura em Antropologia, no ISCSP-UTL, com média final assegurada de 14 valores.&lt;br /&gt;Habilitações em Línguas Estrangeiras: Inglês fluente (falado e escrito).Espanhol fluente (falado e escrito).Francês razoável (lido).Alemão (noções elementares de conversação).&lt;br /&gt;Habilitações Informáticas:- Frequência e conclusão de cursos de formação on-line em Utilização de Serviços de Internet, Linguagem HTML e MS Outlook 2000, ministrados pela Rumos.pt.- Sólidos conhecimentos, na óptica do utilizador, em ambientes Windows (95 a XP) e Linux (X-11/KDE e Gnome; gestão do sistema operativo por linhas de comando).- Conhecimentos de hardware (montagem e configuração) e ajustamento de definições do BIOS (Basic Input Output System).- Domínio da linguagem de programação HTML, incluindo a elaboração de Cascading Style Sheets (CSS), nos níveis I e II.-  Aptidão para editar nas linguagens Javascript e PHP.- Processamento de texto em MS Word e OpenOffice Writer.- Edição de imagem em Macromedia Fireworks e GNU Image Manipulation Program (The Gimp).- Construção de Expressões Regulares (RegExp), usadas em funções de Extended Find &amp; Replace.-  Elaboração em Flash 6.0 de plataformas multimédia integradas.- Noções básicas sobre configuração e manutenção de Servidores Web e Redes de Acesso Local (LAN).- Criação e manutenção de tabelamentos para bases de dados em MySql.- Vasta experiência de navegação na World Wide Web.&lt;br /&gt;Estatuto Profissional:Programador Web e Content Developer.Função:- Proceder à completa reengenharia da edição do RPCP na Internet, segundo a planificação faseada que neste capítulo do relatório se visa inquirir em profundidade.- Garantir a estabilidade técnica do portal.- Manter actualizados os conteúdos e ampliá-los.&lt;br /&gt;Período de Execução:De 01 de Junho de 2001 a 31 de Dezembro de 2002.&lt;br /&gt;Local de Execução:- De 01/06 a 16/11 de 2001: Gabinete do director do CEPP, sito no Palácio Burnay (antigo ISCSP-UTL).- A partir de 19/11/2001: Sala de apoio aos Centros de Estudos (gabinete 84, piso -1), nas novas instalações do ISCSP-UTL (Pólo Universitário da Ajuda).&lt;br /&gt;Equipamento Utilizado:- Computador de Secretária Compaq Deskpro.- Computador de Secretária Citydesk Evolution com monitor LCD de matriz activa.- Impressora Fujitsu Print Partner 10V.&lt;br /&gt;Observações:• Além das competências que decorrem do exercício da função para a qual foram os serviços requisitados, desenvolveram-se, em paralelo, missões supletivas.• O profícuo desempenho do trabalho ficou seriamente comprometido pela ausência de ligação à Internet, desde a mudança logística ocorrida a 17 de Novembro de 2001. A partir de então, vêmo-nos ante a ignominiosa contingência de recorrer a expedientes de circunstância para assegurar, ao menos, periódicas actualizações, necessariamente esparsas e muito limitadas.Fica a demonstração do nosso desapontamento e repúdio pelo arrastamento de uma situação caricata e impensável num país que se quer avançado no domínio das tecnologias da informação.&lt;br /&gt;Acresce ainda a constante instabilidade no desempenho do servidor web local que, apesar dos reparos amiúde feitos junto do responsável nominal, não foi até agora rectificada. Os prejuízos, em termos de flutuações de tráfego, com quebras cíclicas significativas, têm sido avultados, uma vez que os bots encarregues da tarefa de indexação não se compadecem ante a persistência de ligações mortas (mesmo temporariamente). O fatídico segundo semestre de 2002 revelou-se particularmente pródigo neste tipo de incidentes, resultantes de uma causalidade que, em instância competente, deve ser com minúcia devassada.    &lt;br /&gt; I.4.2. Breve Apresentação do PortalFruto de um exaustivo trabalho de prospecção e colecta de dados, efectuado no decurso das últimas duas, o RPCP consubstancia, actualmente, a face mais visível e dinâmica no âmbito do multivariado leque de actividades que o CEPP tem vindo a promover.On-line desde 1998, em &lt;a href="http://www.iscsp.utl.pt/cepp"&gt;http://www.iscsp.utl.pt/cepp&lt;/a&gt;, esta gigantesca base de dados, sempre a expandir-se, faculta aos seus utentes um corpo de conhecimentos que, não obstante focalizado em torno da coisa política, se espraia por diversas áreas contíguas, segundo um princípio integrador de transversalidade e interdisciplinaridade. Por conseguinte, não se esgota o público-alvo na comunidade científica especializada. Dada a vastidão de recursos informativos existentes, também estudantes de vários níveis de ensino (do secundário ao superior), assim como docentes ou outros agentes educativos, encontrarão, no endereço onde o Repertório se aloja, um prontuário imprescindível para a obtenção de referências úteis na realização de trabalhos curriculares. Para o público em geral e, em especial, para os profissionais de comunicação social, os benefícios não são de somenos, porquanto constitui o Repertório um excelente acervo de consulta rápida sobre diversas matérias.   Trata-se, em suma, de um precioso repositório cognitivo que, pela sua heterogeneidade, pode cativar os eruditos mais exigentes ou o leigo que apenas procura enriquecer o seu nível de cultura geral.Durante os últimos meses, uma profunda reestruturação técnica, gráfica e orgânica tem sido levada a cabo com o intuito de modernizar o site e torná-lo mais facilmente navegável pelo utilizador final. No cumprimento deste plano, rectificaram-se imperfeições, adicionaram-se e reorganizaram-se conteúdos e ajustaram-se soluções tecnológicas funcionais. É justamente este processo de remodelação que visamos descrever, num estilo objectivo que, no entanto, não irá descurar o meticuloso enunciado de todas as etapas conducentes ao resultado presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           I.4.3. Estrutura do capítulo sobre  as actividades do WebdesignerAtribuiremos primazia à caracterização quantitativa e qualitativa do Portal na actualidade, volvidos cerca de cinco meses sobre o início do trabalho de remodelação, por acharmos ser o produto final mais importante que as fases intermédias precedentes. Este capítulo não ficaria completo sem a representação esquemática da hierarquia de directórios, cujo visionamento permitirá uma imediata apreensão do modo como todo o Portal está organizado.Deslindado o epílogo da narrativa, remontaremos então ao modus operandi propriamente dito, começando por enumerar as insuficiências diagnosticadas após uma análise preliminar milimétrica à anterior edição do RPCP,  para, acto contínuo, nos determos com rigor na explanação do projecto de intervenção, gizado em obediência aos resultados observados. Cada fase será descrita em pormenor, evitando, contudo, expedientes tautológicos que seriam, estamos certos, contraproducentes no claro entendimento da implementação e do significado daquelas enquanto parcelas de um todo bastante complexo. Apoiar-nos-emos, por escrúpulo profissional, em glossário técnico, por vezes hermético, anuímos, sempre que a natureza dos assuntos versados a tal nos obrigue, tendo a preocupação de decompor quaisquer siglas informáticas que venham a ser utilizadas. Julgamos que, sem prejuízo para a clareza de exposição, o emprego de determinado aparelho terminológico é, num domínio tão sofisticado, incontornável.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.4.4. Caracterização Interna e Externa&lt;br /&gt;           I.4.4.1. Morfologia do SiteO Portal do CEPP compõe-se, após sucessivas decantações, de 11975 ficheiros, distribuídos por 42 pastas principais e 232 subpastas, hierarquizadas até ao 4.º nível de profundidade a partir do Directório Raiz.  Quanto ao tipo de extensão, os ficheiros existentes apresentam-se conforme abaixo se enumera:&lt;br /&gt;TABELA - IVFicheiros existentes (por tipo de extensão)Conteúdos Escritos.html 6537Imagem.gif 1284.jpg 3020Server Side Scripts.php e .php3 83Javascript (não embebido).js 13&lt;br /&gt;           Ficheiros de conteúdo escritoDos dados apurados, facilmente se infere uma esmagadora preponderância de ficheiros em formato de hipertexto, destinados a imediata interpretação por parte do browser cliente. A velocidade desta transacção é assegurada pela equilibrada dimensão média dos ficheiros (10425,23 bytes, cerca de 9 kilobytes).&lt;br /&gt;           Ficheiros de imagemCom uma dimensão média de 13281,25 bytes (cerca de 12 kilobytes), todos os gráficos existentes estão guardados em formatos homologados pelos standards HTML 3.2 e HTML 4.0, sendo passíveis de descarregamento em quaisquer terminais. Dado que os únicos formatos, GIF (Graphics Interchange Format) e JPEG (Joint Photographic Experts Group), adoptados se baseiam em algoritmos de compressão muito poderosos, o diminuto tamanho daí resultante possibilita o envio quase instantâneo das imagens que o código-fonte invoca.&lt;br /&gt;           Server Side ScriptsNos tempos mais recentes, a mera colocação de conteúdos multimédia na rede é, de per se, claramente insatisfatória. Com a evolução das tecnologias Web, a simples consulta passiva das páginas estáticas tornou-se obsoleta. Hoje, o utilizador reclama a faculdade de interagir com o objecto virtual que manuseia, de o pesquisar segundo palavras-chave que ele mesmo defina, de, em última instância, o transformar. A linguagem HTML (Hypertext Markup Language), devido a limitações de ordem técnica que não cabe aqui mencionar, revela-se irrisória quando confrontada com desafios deste calibre. Para cobrir esta necessidade de interacção cliente-servidor, foram criadas outras linguagens complementares que, por contraste com a HTML, permitem conceber conteúdos dinâmicos, alteráveis do lado do servidor, sob "pedido" do cliente. Num site institucional desta grandeza, com uma panóplia de materiais que arriscamos qualificar de faraónica, torna-se ínvio pensar qualquer remodelação sem a mais-valia que a tecnologia acima descrita pode proporcionar. Será acaso razoável oferecer milhares de documentos de texto sem um motor de busca interna que permita devassá-los com rapidez?  Entre as várias hipóteses equacionadas, a nossa opção acabou por recair no PHP (Hypertext Pre-Processor), tanto pela adaptabilidade a várias plataformas, como pela flexibilidade de soluções que oferece. A facilidade de instalação, a estabilidade de execução dos scripts e a possibilidade de poder operar, com ou sem database de suporte, pesaram na decisão tomada. A inclusão deste tipo de funcionalidade visa também autonomizar o Portal do CEPP num domínio tecnológico onde imperam os serviços remotos, gratuitos, mas de má qualidade, fornecidos por empresas bastante voláteis. Assim se evitam dependências que, futuramente, poderiam comprometer os intentos deste Projecto. Tudo o que facultamos à comunidade está concentrado no servidor do ISCSP-UTL, a entidade que nos acolhe como sua parte integrante, embora, na derradeira etapa de maturação do projecto, nos tenhamos deparado com insuficiências no padrão de serviço que, não sem transtorno, impuseram a subscrição gratuita de monitorização remota do volume de acessibilidade (Sitemeter.com).&lt;br /&gt;           I.4.4.1.1. Arrumação dos conteúdos: a hierarquia de directóriosPara compreender os critérios que presidiram à selecção e ao acondicionamento dos materiais constitutivos do Portal, a representação esquemática da sua disposição espacial na host machine pode ser um auxiliar inestimável, já que, num modelo gráfico de fácil leitura, permite abarcar a totalidade do acervo existente. Abaixo, reproduz-se a árvore de directórios na idiossincrasia que, à data de elaboração do presente relatório, se lhe conhece. Porém, estando o RPCP em permanente mutação, é natural que o esquisso ora alinhavado seja já anacrónico, devido a novas necessidades de organização emergentes.&lt;br /&gt;HIERARQUIA DE DIRECTÓRIOS:&lt;br /&gt;      ../antologia/      ../anuário/      ../anuário/secxix/      ../anuário/secxx/      ../autores/      ../autores/africa/      ../autores/alemaes/      ../autores/americanos/      ../autores/asia/      ../autores/austriacos/      ../autores/belgas/      ../autores/brasileiros/      ../autores/canadianos/      ../autores/checos/     ../autores/escandinavos/     ../autores/espanhois/     ../autores/europa/     ../autores/franceses/     ../autores/gregos/     ../autores/holandeses/     ../autores/hungria/     ../autores/ingleses/    ../autores/italianos/     ../autores/medievais/     ../autores/ordemalfabetica/     ../autores/ordemalfabetica/alfamerica/     ../autores/ordemalfabetica/alfabritania/     ../autores/ordemalfabetica/alfranceses     ../autores/papas/     ../autores/polonia/     ../autores/portugueses/     ../autores/renascentistas/     ../autores/romanos/     ../autores/romenia/     ../autores/russos/     ../autores/suica/     ../autores/sul-americanos/     ../bibliografias/     ../classe_politica/     ../classe_politica/25_de_abril/     ../classe_politica/ditadura_e_estado_novo/     ../classe_politica/i_republica/     ../classe_politica/monarquia_liberal/     ../conceitos_politicos/     ../conceitos_politicos/analise_sistemica/     ../conceitos_politicos/atitudes/     ../conceitos_politicos/desenvolvimentos/     ../conceitos_politicos/dinamica_politica/     ../conceitos_politicos/estrategia/     ../conceitos_politicos/filosofia_politica/     ../conceitos_politicos/forma_do_poder/     ../conceitos_politicos/historia_das_ideias/     ../conceitos_politicos/macropolitica/     ../conceitos_politicos/marxismo/     ../conceitos_politicos/metodologia/     ../conceitos_politicos/politica_internacional/     ../conceitos_politicos/sociologia_politica/     ../cronologias/     ../cronologias/europa/     ../cronologias/mundo     ../diplomas/     ../diplomas/constituicoes/     ../directorio     ../disciplina_de_cp/     ../disciplina_de_cp/ciencias_afins/     ../disciplina_de_cp/historia/     ../eleicoes_portuguesas/     ../estados/     ../estados/africa/     ../estados/america/     ../estados/asia/     ../estados/europa/     ../filosofia_do_direito/     ../form/     ../fotos/     ../fotos_rep/     ../fotos_rep/africa/     ../fotos_rep/alemaes/     ../fotos_rep/americanos/     ../fotos_rep/asia/     ../fotos_rep/brasileiros/     ../fotos_rep/espanhois/     ../fotos_rep/europeus_gen/     ../fotos_rep/franceses/     ../fotos_rep/gregos_e_romanos/     ../fotos_rep/ingleses/     ../fotos_rep/italianos/     ../fotos_rep/medievais_e_renascentistas/     ../fotos_rep/papas/     ../fotos_rep/portugueses/     ../fotos_rep/portugueses/acontecimentos/     ../fotos_rep/portugueses/antigos/     ../fotos_rep/portugueses/democracia/     ../fotos_rep/portugueses/estado_novo/     ../fotos_rep/portugueses/i_republica/     ../fotos_rep/portugueses/i_republica/thumbs     ../fotos_rep/portugueses/literatos/     ../fotos_rep/portugueses/monarquia_liberal/     ../fotos_rep/portugueses/monarquia_liberal/thumbs     ../fotos_rep/portugueses/obras/     ../fotos_rep/portugueses/professores/     ../fotos_rep/portugueses/simbolos/     ../governos_portugueses/     ../governos_portugueses/1900-1910/     ../governos_portugueses/25_de_abril_e_democracia/     ../governos_portugueses/cabralismo/     ../governos_portugueses/devorismo/     ../governos_portugueses/ditadura_e_estado_novo/     ../governos_portugueses/fusao/     ../governos_portugueses/i_republica/     ../governos_portugueses/joanino/     ../governos_portugueses/regeneracao/     ../governos_portugueses/rotativismo/     ../governos_portugueses/setembrismo/     ../governos_portugueses/vintismo/     ../guerras/     ../historia_do_presente/     ../historia_do_presente/portugal/     ../historia_do_presente/projecto_europeu/     ../historia_do_presente/sec_xix/     ../historia_do_presente/sec_xx/     ../historia_do_presente/tecnociencia/     ../ideologias/     ../instituicoes/     ../instituicoes/portuguesas/     ../investiga/     ../investiga/ezln/     ../investiga/getulio/     ../investiga/novtec/     ../revoltas/     ../leis_eleitorais/     ../lexico_greco_romano/     ../monografias/     ../navegacoes/     ../noticias/     ../obras/     ../obras/alemaes/     ../obras/americanos/     ../obras/austriacos/     ../obras/belgas     ../obras/brasileiros     ../obras/espanhois/     ../obras/europeus/     ../obras/franceses/     ../obras/gregos/     ../obras/holandeses/     ../obras/ingleses/     ../obras/italianos/     ../obras/medievais/     ../obras/papas/     ../obras/portugueses/     ../obras/russos/     ../partidos_e_movimentos/     ../partidos_e_movimentos/alemaes/     ../partidos_e_movimentos/americanos/     ../partidos_e_movimentos/britanicos/     ../partidos_e_movimentos/espanhois/     ../partidos_e_movimentos/estrangeiros/     ../partidos_e_movimentos/franceses/     ../partidos_e_movimentos/grupos_economicos/     ../partidos_e_movimentos/internacionais/     ../partidos_e_movimentos/italianos/     ../partidos_e_movimentos/quadros/     ../partidos_e_movimentos/religiosos/     ../partidos_e_movimentos/russos/     ../partidos_e_movimentos/teoria/     ../procura_da_ciencia_politica/     ../programa_da_cadeira_de_cp/     ../quem_e_quem/     ../redes_tematicas/     ../regimes_politicos/     ../revistas/     ../revoltas/     ../revoltas/25_de_abril_e_democracia/     ../revoltas/ditadura_e_estado_novo/     ../revoltas/i_republica/     ../revoltas/monarquia/     ../statit/     ../statit/normal/     ../teoria_das_relacoes_internacionais/     ../teoria_do_estado/     ../upload/     ../xbrowser/&lt;br /&gt;I.4.4.1.2. Mapa do Site&lt;br /&gt;Estrutura dos ConteúdosPrincipal Personalidades CronogramasFrontispício Autores Universais AntologiaO que é o CEPP? Autores Portugueses BibliografiasProjecto Repertório Classe Política Factos PolíticosEstado da Arte Governos Regimes PolíticosAnuário Acontecimentos Guerras EuropeiasSéculo XIX Eleições Europa: Séc. XXSéculo XX Revoltas Legislação EleitoralDicionários Países TemasConceitos Políticos África Temas de R.I.Ideologias América do Norte Hist. Proj. EuropeuLéxico Greco-Romano América Central MetodologiasTeoria do Estado América do Sul Cadeira de C.P.Filosofia do Direito Europa À Procura da C.P.Partidos Ásia/Pacífico Monografias Investigação Pessoal Trabalhos Publicados Homepage do Director Enviar Trabalhos Contactos&lt;br /&gt;I.4.4.2. Análise Estatística de AcessosCom estreia a 07 de Setembro de 2001, a actual versão do portal guindou-se, atendendo a factores oponentes que contamos esmiuçar, a um desempenho comedido durante os primeiros oito meses de funcionamento, ainda que, à época, se lhe deslindasse já vasta margem de progressão.Ao ritmo actual, contamos registar cerca de 130.000 entradas/ano (unique visitors) e cerca de 200.000 visualizações (page views) para período homólogo, número bastante expressivo que, devido ao rigoroso mecanismo de contagem, reflecte com apreciável exactidão a quantidade de acessos reais efectuados. É preciso lembrar que muitas estatísticas deslumbrantes assumidas por portais com fins semelhantes não passam de grotescos enviesamentos inflaccionados, produzidos por scripts permeáveis à função Refresh.Os dois eixos motrizes de actuação onde se inscreveu a nossa estratégia promocional, que passaram pela indexação a motores de pesquisa e pela distribuição de um prospecto informativo em papel (cerca de 1500 exemplares), superaram largamente os resultados estimados.    O interesse manifestado pelo Publico.pt, portal noticioso de grande afluência, traduzido na vontade patenteada em celebrar um protocolo de cooperação institucional, cimenta sobremaneira o êxito irrefutável alcançado no decurso de 2002. A tabela que abaixo se traça foi extrapolada a partir dos resultados apurados a 27 de Janeiro de 2003, cerca das 17h30 TMG, e reverbera o influxo quantitativo dos últimos três meses de actividade (desde Outubro de 2002).&lt;br /&gt;TABELA - VIndicadores estatísticos mais importantes&lt;br /&gt;N.º Total de Entradas 24125Média Mensal  8042Média Diária (unique visitors) 268Resultado Máximo Diário 793 (25.10.2002)Pico Mensal 10128 (Janeiro de 2003)Pico Semanal 21 a 27 de Janeiro de 2003 (2880)Principal Referente .br (27%) e .pt (17%)Navegador Mais Usado MS Internet Explorer (98,5%)*Sistema Operativo Windows (99,1%)** Todas as versões.&lt;br /&gt;Em anexo ao presente relatório, incluímos o levantamento detalhado de todos os dados com relevância estatística.&lt;br /&gt;Apesar de alguma frugalidade inicial de tráfego, o site granjeou já números que   permitem aduzir uma sólida fidelização de utilizadores que assiduamente o frequentam. Também a consolidação do número de entradas diárias, em torno de valores no limiar do meio milhar, é sinal premonitório de um novo impulso que se avizinha, apontando, se não eclodirem “imponderáveis” de última hora, para a fixação tendencial em torno dos 1000 acessos únicos por dia.&lt;br /&gt;           I.4.4.3. Match Ranking do CEPP nos Motores de Busca ReferenciaisPara testar o alcance do processo de cadastro do portal nos engenhos actualmente mais acedidos, escolhemos como critério de pesquisa a expressão composta "pensamento político", por esta conter uma alusão directa à denominação do Centro e, não menos importante, por ser o termo que mais se aproxima da índole dos conteúdos em arquivo.A classificação média apurada evidencia uma plena taxa de sucesso, porquanto em somente todos os engenhos testados o match correspondente ao URL do CEPP se situa na posição cimeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motor de Busca Match RankingGoogle.com 1.º&lt;br /&gt;Altavista.com 1.º&lt;br /&gt;        Motor de Busca Match RankingSapo.pt 1.º&lt;br /&gt;Radar UOL (Brasil) 1.º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motor de Busca Match RankingBuscador Politco (Argentina) 1.º&lt;br /&gt;Radar UOL (Brasil) 1.º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.4.5. Fases do Processo de Remodelação&lt;br /&gt;           I.4.5.1. Levantamento propedêutico das necessidades a suprirUma abordagem minuciosa ao Portal, na sua versão pioneira, evidenciou, desde logo, algumas deficiências técnicas que obstruíam, em grande medida, o eficaz funcionamento de todo o dispositivo montado. De entre as falhas detectadas, a denominação inválida de parte significativa dos ficheiros assumia particular relevo, pelo modo como interferia com a acessibilidade à informação armazenada. Contámos 2334 ficheiros, de vários formatos, e 23 directórios cuja nomenclatura incluía caracteres especiais susceptíveis de os tornar inacessíveis quando accionada uma referência de hipertexto (link, em linguagem corrente). Assim, proliferavam as quebras de ligação, factor de dissuasão e afastamento para os visitantes, impedidos que estavam de consultar enormes volumes de informação. Um simples teste de verificação de ligações à época realizado produziu como resultado 44% de taxa de acessibilidade, sendo que os restantes 56% de dados jaziam em féretro impenetrável.Por outro lado, a atribuição de denominações inválidas maculava uma grande quantidade de tags (parâmetros de código) de ligação, o que, no processo de reconstrução destes, nos obrigou a trabalho bifaseado, alterando os nomes de ficheiros e directórios, para depois proceder ao respectivo ajustamento nas linhas de código solicitantes.No tocante ao funcionamento do site, o confuso esquema de navegação pareceu-nos ser o flanco mais vulnerável de toda a arquitectura. O agrupamento das ligações na barra principal de acessos carecia de uma parametrização mais congruente, de modo a permitir uma deslocação mais fluída através das páginas. Urgia, por conseguinte, reconduzir as diversas secções a categorias sucessivamente mais abrangentes, num escalonamento progressivo do particular para o geral. A elaboração de um menu hierarquizado, do tipo Explorer, acabou por ser a opção técnica mais ajustada às necessidades emergentes.A disparidade na apresentação gráfica das páginas surgiu-nos também como uma das principais debilidades de que a anterior edição virtual do RPCP enfermava. Com efeito, na perspectiva do utilizador final, a assimetria visual na apresentação dos conteúdos pode ser motivo de irritação, pois força os sensores oculares a constante adaptação a diferentes tonalidades, tipos de letra (fonts) e posicionamentos dos elementos mostrados. Tudo isto pode traduzir-se em mutações demasiado bruscas nos níveis de radiação, bastante nocivas para a visão. Impunha-se conceber uma folha de estilo (stylesheet) que norteasse todo o aspecto gráfico do site. A tecnologia web que melhor serve este fim é, por reconhecimento unânime dos peritos na matéria, a CSS (Cascading Stylesheet). Em sede própria, enumeraremos as vantagens mais importantes que esta ferramenta oferece.Por fim, descortinámos a completa ausência de mecanismos auxiliares de consulta, indispensáveis para o eficaz manuseamento de todo o manancial de dados. Já noutro ponto referimos a premência de semelhantes dispositivos em bases de dados de grande dimensão, como é, manifestamente, o caso do RPCP. Adiante consagraremos um subcapítulo à dilucidação da forma como laboram estes preciosos instrumentos de navegação, assinalando as diferenças conceptuais e operacionais entre os vários géneros de motores de pesquisa que instalámos no portal do CEPP.Outras lacunas menores, que apenas remotamente afectam um desempenho optimizado, foram igualmente inventariadas. Podem aquelas ser sumariadas nos tópicos que passamos a citar:     - Código-fonte bastante pesado e repleto de parâmetros supérfluos.- Deficiente alocação dos ficheiros, com a consequente dispersão de     cópias por vários directórios.- Ficheiros de texto e imagem guardados em formato impróprio para difusão na Internet.- Reiteração de conteúdos em ficheiros com nomes distintos.- Não-correspondência nominal entre as extensões mencionadas nas referências de hipertexto e os ficheiros para onde apontavam.&lt;br /&gt;I.4.5.2. Implementação de soluções técnicas rectificativas&lt;br /&gt;           I.4.5.2.1. Atribuição de extensão única (.html) a ficheiros de conteúdoEmbora parecendo um detalhe de somenos, a padronização das extensões de ficheiros do mesmo tipo assume primordial importância no eficiente desempenho de um portal de grande envergadura, como é, sem sombra de dúvida, o caso vertente. Muitas das quebras de ligação identificadas residiam, justamente, na inobservância de uma regra uniforme para o formato dos ficheiros de conteúdo escrito, que então tomavam múltiplos sufixos (.htm; .html; .doc; .txt; .pdf). Assim, ocorria muitas vezes a inadequação do caminho especificado face ao ficheiro que, através daquele, se pretendia descarregar. Esta falha acontecia, em muitas das situações registadas, porque os ficheiros de destino, embora tendo o nome que a referência de hipertexto lhes concedia, estavam guardados em formato diferente. Pensamos que um exemplo práctico ajudará, por certo, a clarificar o que atrás se expõe:A referência de hipertexto&lt;a href="autores/alemaes/marx.html"&gt;,procura descarregar o ficheiro marx.html, residente no subdirectório autores/alemaes. Contudo, o nome do ficheiro especificado apenas existia com a extensão .htm. Tínhamos, então, como resultado, uma quebra de ligação, dado não nos conduzir o apontador acima transcrito a parte alguma. Perante este cenário, decidimos intervir em duas etapas. Começámos por atribuir a extensão .html a todos os ficheiros guardados como .htm. Em seguida, convertemos os restantes ficheiros de texto para o formato html. Por fim, introduzimos no código-fonte as alterações consentâneas. A adopção desta medida regulamentar permitiu-nos sanear 793 quebras de ligação, recuperando para o público uma porção muito significativa do espólio. Concluído o arroteamento dos materiais jacentes, a introdução de novos conteúdos, de que são os Trabalhos de Investigação e as diversas galerias temáticas e os dicionários os exemplos mais lídimos, diminuiu a premência desta necessidade de taxonomia homogénea, pois tem o programador a faculdade de, na forja dos novos  ficheiros, controlar o correcto funcionamento das ligações.&lt;br /&gt;I.4.5.2.2. Renomeação de todos os ficheiros multimédia com nome inválidoDado que os servidores web não reconhecem caracteres especiais, acentuados, cedilhados, ou com quaisquer outras notações, não é, pois, exequível descarregar ficheiros cujo nome contenha este tipo de peculiaridades. A substituição destes caracteres derivados pelas suas grafias originárias é, com efeito, imprescindível para que os utilizadores finais do portal lhes possam aceder.Nos 2334 ficheiros e 23 directórios com nome inválido, efectuámos as seguintes reposições:&lt;br /&gt;TABELA - VICaracteres repostos&lt;br /&gt;Caracteres Especiais  Caracteres Normaisá; à; ä; ã; ª aé; è; ë eÍ ió; ö; õ; º   oú; ü uÇ c[espaço] _&lt;br /&gt;           I.4.5.2.3. Correcção de ligações inválidas no código fonteSeguimos, concluída aquela morosa tarefa, o mesmo protocolo que desenvolvemos no ponto precedente deste capítulo, realizando no código-fonte as modificações ajustadas à nova nomenclatura. Com uma diferença pertinente, todavia. A complexidade deste processo obrigou-nos a construir um conjunto de Expressões Regulares (linguagem RegExp) suficientemente plásticas para contemplar todas as alterações pretendidas. Uma vez definidos todos os parâmetros, corremos esta linha de comandos sobre uma minúscula, mas poderosa, ferramenta freeware de busca e substituição dos caracteres inválidos.De modo a evitar instabilidade nas ligações, achámos por bem implementar uma última medida profilática, suprimindo todas as capitalizações de caracteres. Doravante, a totalidade dos nomes de ficheiros e directórios passaram a constar em minúsculas e depurados de quaisquer caracteres especiais.  O êxito desta operação saldou-se pelo resgate de quase todo o portal, arroteando ao público zonas de consulta até então vedadas.&lt;br /&gt;I.4.5.3. Alterações ao esquema de navegação&lt;br /&gt;           I.4.5.3.1. Reagrupamento de conteúdosLogo nas primeiras incursões pela anterior edição on-line do RPCP, conforme já asseverámos na introdução do presente capítulo, apercebemo-nos de uma certa anarquia no modo como as parcelas do site se encontravam dispostas, aparentemente sem critério tutelar. Tornava-se, pois, incontornável a rigorosa delimitação de regras unificadoras que permitissem agrupar em categorias conteúdos por denominadores comuns. Um estudo mais aprofundado da coluna vertebral do site, o directório raiz, levou-nos à identificação de seis nódulos principais, em torno dos quais se sedimentam os materiais que o compõem. Podemos sintetizá-los pela forma que em seguida indicamos:Anuário - Dicionários - Personalidades - Acontecimentos - Cronogramas - Temas Diversos (categoria residual) - Ligações.&lt;br /&gt;           I.4.5.3.2. Construção da barra lateral de ligaçõesDepois de reagrupados os conteúdos segundo o método enunciado no ponto anterior, passamos a descrever a implementação da solução técnica que, para a consumação do fim em vista, se nos afigurou mais escorreita e funcional.Uma vez delimitados os seis eixos nevrálgicos por onde flui toda a seiva deste portal, procurámos discernir subcategorias mais circunscritas, de modo a prevenir ambivalências contraproducentes no acondicionamento dos conteúdos. A nível gráfico, a confrangedora exiguidade de recursos oferecidos pela linguagem HTML, demasiado frugal no que concerne ao design de ambientes web que exijam alguma sofisticação, forçou-nos a conceber um Javascript que permitisse incluir estas subcategorias nas áreas principais já definidas, proporcionando ao visitante um estilo de navegação muito semelhante ao do Explorador do Windows, no âmbito de uma estrutura tripartida de frames. Ao accionar-se um link principal no menu de navegação, inscrito no frame da esquerda, emergem as suas subdivisões, sob a forma de links secundários, que apontam para os ficheiros html respectivos. Por outro lado, quando o visitante prime um link principal, o link principal anteriormente accionado oculta de imediato as ramificações a si apensas. Tudo isto se traduz numa eficaz racionalização do espaço dentro do frame, que inviabiliza o tão aborrecido scroll e possibilita a rápida apreensão de como o site funciona, mesmo para os visitantes menos experimentados. No momento em que confeccionamos este relatório, uma radical transfiguração gráfica está em curso, mantendo, no entanto, a essência do mecanismo vigente, sem prejuízo de um assinalável reposicionamento visual.&lt;br /&gt;      I.4.5.4. Uniformização e centralização do controlo gráfico (Tecnologia CSS)Conforme já afirmámos aquando da caracterização sumária do RPCP, e voltamos a sublinhar, o aspecto gráfico reveste aguda importância na concepção de um website, uma vez que a excessiva irregularidade ou a prodigalidade de formatações induzem no visitante uma sensação de desconforto perceptivo. Do ponto de vista estético, contribui largamente a assimetria gráfica para a descredibilização do website. O sucesso de um produto deste género passa, é constatação unânime entre os peritos, pela capacidade de seduzir e fidelizar visitantes através de um invólucro cuidado, sóbrio e, atendendo à índole dos conteúdos oferecidos, funcional. Tendo em mente as preocupações a que aludimos, encontrámos na tecnologia CSS uma resposta eficaz e fiável, devido às axiomáticas vantagens que comporta. Com efeito, esta robusta e versátil tecnologia web permite, a partir de um único ficheiro com a extensão .css, controlar e moldar toda a informação visual do site, com um conjunto de instruções muito precisas que ditam o modo como os atributos e valores de cada tag (parâmetro de código) são mostrados.Elaborada a stylesheet (folha de estilo), na qual se define a arquitectura gráfica comum do site, basta inserir entre os tags &lt;head&gt;&lt;/head&gt; (cabeçalho) de cada ficheiro HTML uma ligação ao ficheiro CSS entretanto guardado. Assim, sempre que os ficheiros HTML são descarregados do servidor, sob pedido do cliente, esta linha de comandos irá invocar a execução da stylesheet nela referida.Temos como resultado a uniformização tendencial do grafismo de todas as páginas que compõem o portal, porquanto os atributos e valores anteriormente definidos para os tags que codificam o layout são, na sua quase totalidade, anulados.Como um simples exercício dedutivo permite concluir quaisquer alterações de conjunto que, em dado momento, se pretendam introduzir, ficam amplamente facilitadas, sendo apenas necessário modificar algumas instruções de código no ficheiro CSS angular.A compatibilidade cross-browser e, outrossim, a flexibilidade no arranjo dos parâmetros de código (e correspondentes formas visíveis em browser), atingidas no nível II de maturação desta linguagem auxiliar, exortou-nos, sem hesitação, a revolucionar os paradigmas de apresentação visual que, até Maio de 2002, haviam norteado o labor feito. A adesão incondicional às CSS, catapultou o RPCP para a vanguarda da tecnologia web. Todo o tratamento ulterior tem-se alicerçado nos vectores fundamentais do DHTML (CSS, HTML e Javascript), que interagem em harmoniosa conjugação, segundo os cânones da prestigiada W3 Consortium (&lt;a href="http://www.w3c.org/"&gt;http://www.w3c.org&lt;/a&gt;), entidade reguladora das web standard languages.&lt;br /&gt;           I.4.5.5. Provisão de funções interactivas (Tecnologia PHP)Sobre os critérios gerais que presidiram à escolha da linguagem PHP como matriz das funções interactivas de que o site carecia, já nos pronunciámos quando aflorámos este tema. Por conseguinte, limitar-nos-emos, agora, a descrever o funcionamento de cada dispositivo implementado.&lt;br /&gt;           I.4.5.5.1. Motor de Pesquisa Global InternaO incomensurável arquivo de dados que consubstancia o RPCP torna prescritiva a existência de engenhos de pesquisa que munam o visitante de uma poderosa ferramenta para, em breves segundos, localizar o(s) termo(s) que pretende. Contudo, a instalação destes autênticos prospectores de caracteres requer determinados ajustamentos na configuração do servidor hospedeiro que, por questões de permeabilidade no esquema de segurança, alguns administradores demonstram relutância em efectuar, embora seja possível, como parece óbvio, colmatar estas lacunas. Neste caso, e dado estar fora do âmbito das competências do CEPP introduzir alterações às configurações do servidor hospedeiro (ISCSP-UTL), procurámos, com êxito, diligenciar o provimento das afinações imprescindíveis (instalação dos binários PHP). Garantidos os pré-requisitos, iniciámos um longo processo de busca e triagem dos scripts que melhor servissem o escopo visado. Finalmente, optámos pela configuração e adaptação de um spider/crawler php search engine, realizando as modificações conformes aos objectivos almejados. Trata-se de um dispositivo muito leve, que varre todos os directórios indexados e compilados num ficheiro complementar com instruções de configuração e onde também se especifica a ordem de acesso aos directórios. Os tempos de execução oscilam, claro está, de acordo com a qualidade da ligação de onde a visita procede, embora se possa asseverar uma espera média, situada num intervalo de 3 a 10 segundos. Para a parcimónia do equipamento físico e a complexidade do método, representa uma fluente prestação. Recorde-se que os resultados da pesquisa são devolvidos após o bot percorrer todas as linhas de texto (ignorando os tags) de, aproximadamente, 2600 documentos, número em ascenso constante.&lt;br /&gt;           I.4.5.5.2. Motor de Pesquisa por Categorias Afigura-se-nos despiciendo novo rol de loas à bojuda extensão do RPCP. É facto consensual e auto-demonstrável. A prolífera e heteróclita informação obrigou-nos a conceber outro motor de busca que, a partir de formulário único, realizasse pesquisas sectoriais, adentro das categorias principais em que o portal se organiza. A tecnologia escolhida para o Motor Global de Pesquisa seria, na concretização deste objectivo, perfeitamente falível, pois obrigaria à criação de vários flat files de armazenamento, tantos quantos as categorias delimitadas, sobrecarregando desnecessariamente o servidor hospedeiro. Este condicionalismo impeliu-nos a procurar um engenho cuja tecnologia de suporte assentasse num conceito de execução distinto. Optámos, na sequência de aturada experimentação, pelo modelo spider/crawler já antes descrito, que, por contraste com os scripts que requerem flat file ou database, usufrui de completa autonomia (stand-alone script). Ao invés dos seus homólogos que correm sobre informação previamente coligida e indexada, o spider/crawler actua por varrimento directo dos próprios ficheiros HTML (ou outros), poupando-nos à, não raras vezes, ingrata tarefa de re-indexar o site a cada actualização. A velocidade de execução depende, em grande medida, dos recursos de hardware oferecidos pelo servidor hospedeiro, podendo, no caso de informação tão abundante, tornar-se obstáculo quando o script é colocado perante grandes quantidades de ficheiros a inspeccionar. Por este motivo, não usámos o modelo que aqui se analisa para a pesquisa integral do site.O script adoptado explora em profundidade as seguintes áreas da árvore de directórios:   Autores            Cronologias                  Bibliografias Ideologias            Antologia Portuguesa           Estados            Conceitos Políticos              Partidos        Classe Política&lt;br /&gt;A extraordinária importância que o Anuário Geral, lançado no decurso dos últimos meses, assume no contexto do RPCP, levou-nos a instalar este tipo de aparelhagem virtual nas duas partes em que se decompõe, Século XIX e Século XX.Em meados de 2002, entre os meses de Maio e Julho, este utensílio, outrora autónomo, foi reformulado como desdobramento do motor de busca principal, através de uma das muitas astúcias DHTML, que conferem ao portal predicados únicos. Tomou, então, o estatuto de modo avançado de pesquisa, com a inclusão dos operadores e e ou, imprescindíveis para o refinamento dos critérios enunciados no campo de texto.    I.4.5.5.3. Motor de Pesquisa na Internet (Ceppweb)Reconhecemos que a presença de um engenho de pesquisa exógena ao portal não é, de todo, imprescindível, dado existir na rede uma considerável miríade de opções, algumas delas bastante robustas, que têm como finalidade pôr a descoberto tudo aquilo que o utilizador procura. Porém, a oferta deste serviço aos visitantes do RPCP pode ser uma mais-valia ao nível da comodidade que, inegavelmente, encerra. A partir do nosso site, o visitante pode buscar informação complementar àquela que disponibilizamos, sem precisar de evacuar ou de abrir outra sessão do browser.O script instalado para este efeito envia, em simultâneo, os termos de pesquisa introduzidos pelo visitante para os seis mais importantes motores de busca da actualidade, à escala mundial:&lt;br /&gt;- Google.- Altavista.- Yahoo!(directório).- Excite.- Lycos.- MSN Search.   &lt;br /&gt;A devolução dos resultados faz-se por ordem de entrada no servidor, cabendo ao php script a ordenação e apresentação visual dos mesmos.            I.4.5.5.4. Formulários de ContactoNum portal que se quer moderno e dinâmico, aberto à participação da comunidade que ambiciona servir, é essencial erguer pontes sólidas entre aquele e os seus visitantes, sob pena de se enveredar por um autismo paralisante, que em nada concorre para a evolução do projecto enquanto construção colectiva em maturação permanente. Uma vez mais, a linguagem PHP adquire protagonismo redentor. De facto, ao concebermos mecanismos de contacto imediato entre o portal do CEPP e os cibernautas que aí ancoram, poderíamos ter simplesmente escrito umas quantas linhas de código HTML, mobilizando o tag FORM. Por este método expedito, mas, como adiante provaremos, demasiado periclitante, os formulários, depois de preenchidos, seriam remetidos para um endereço de e-mail especificado no atributo ACTION do tag FORM, através de uma aplicação apropriada eventualmente existente no computador cliente (o MS Outlook, por exemplo). Isto é, o sucesso da operação dependeria sempre de externalidades, pois nem todos os visitantes têm programas de gestão de e-mail instalados. Pelo contrário, o script em php que providenciámos não se apoia nem requer qualquer outro programa que não o normal browser de navegação.   O recurso dos visitantes a este suporte de comunicação tem conhecido um incremento assinalável desde que lhe foi dado maior relevo no esquema visual do sítio. Na génese mero repositório de comentários e sugestões, tem, sobretudo nos tempos mais recentes, assumido uma faceta cada vez mais consultiva, pois dela se servem os utentes para a exposição de dúvidas situadas em âmbitos muito diversos, às quais procuramos dar resposta cabal e exaustiva, sempre que possível.&lt;br /&gt;           I.4.5.5.5. Relógio e DataPara maior comodidade dos nossos utilizadores, resolvemo-nos a instalar um pequeno script que exibe hora (TUC) e data.&lt;br /&gt;           I.4.5.6. Configuração do sistema de registo de entradas e tratamento estatístico Na gestão de um website é fundamental conhecer o perfil dos visitantes que lhe acedem, por forma a delinear estratégias de desenvolvimento ajustadas. Esta necessidade torna-se mais premente quando o serviço prestado tem reconhecido estatuto de utilidade pública. Também a faceta institucional do projecto obriga a maior zelo na tentativa de conhecer os matizes fundamentais dos visitantes-tipo. Até mesmo dados técnicos, irrelevantes na aparência, como, a título meramente ilustrativo, o Sistema Operativo ou o Browser utilizados no computador cliente, têm importância para a definição de parâmetros de código que sejam compatíveis com a maioria daquelas aplicações.Com o intuito de aferir a informação mais meticulosa, instalámos no portal um completo sistema de contagem e recolha de dados estatísticos, assente num esquema operacional trifásico que passamos a explicar. Agregada ao código-fonte do ficheiro nuclear de acesso (index.php3) está uma linha de comando que invoca o script de php respectivo. Este, uma vez accionado, verte em diversos ficheiros de log, modificáveis no lado do servidor, um grande manancial de dados que são depois passíveis de consulta a partir de um outro script, que os interpreta e ordena numa moldura gráfica de fácil leitura. Este sistema apura dados relativos aos seguintes itens:&lt;br /&gt;Acessos HojeAcessos OntemCoresDia Mais FrequentadoDias da SemanaDomínioEndereço IPEstatística AnualEstimativa para HojeFrequência HoráriaHora Mais FrequentadaHorário da Última VisitaLínguaMelhor DiaMês CorrenteMês Mais FrequentadoMotores de Pesquisa NavegadorNavegador Mais UtilizadoNome do ComputadorOrigem dos VisitantesPrincipal Domínio de ReferênciaPrincipal Origem TerritorialPrincipal ReferentePrincipal SiteReferenteResolução do EcrãResolução Mais utilizadaSistemaSistema Mais utilizadoTamanho dos Arquivos de LogTermos de Busca mais FrequentesTotal de AcessosÚltimos 25 VisitantesVisitantes do Mês Corrente.&lt;br /&gt;O conjunto de rubricas aqui listado é, em nosso entender, suficientemente representativo e minucioso para permitir uma radiografia bastante rigorosa sobre o modo como se dá a relação entre o portal e os seus visitantes. De notar que, para além dos elementos fornecidos, o Ceppstat cria automaticamente ligações aos referentes de onde os últimos 25 visitantes procedem, num percurso retrospectivo que nos conduz ao site a partir do qual se fez o acesso. Esta faculdade é, no estudo do ranking que o portal alcança em motores de busca e directórios onde se encontra indexado, de importância fulcral, norteando a escolha futura de conteúdos a adicionar.Importa salientar que a contagem de entradas não é sensível à função Actualizar existente nos browsers, pelo que se obtêm resultados menos enviesados.Para saber com exactidão quais os conteúdos mais procurados no site, decidimos instalar, em complemento ao sistema estatístico principal, uma pequena ferramenta que contabiliza o número de vezes que cada ligação interna é premida.  O desempenho seria substancialmente melhorado com a instalação de uma database do tipo MySQL (Structured Query Language) que, em articulação com a PHP, alarga o espectro de soluções no domínio do binómio interactivo cliente-servidor. Não lográmos, a despeito de pedidos recorrentes, uma resposta efectiva por parte de quem tem responsabilidades nesta matéria. De qualquer modo, registamos com júbilo a eficiência da solução técnica desenvolvida, a qual tem constituído um inestimável auxílio na gestão de um portal tão vasto e ramificado como é o RPCP.&lt;br /&gt;           I.4.5.7. Promoção e Indexação a Motores de Busca e DirectóriosNuma altura em que o número de novos sites a surgir mensalmente na rede se conta aos milhões (segundo dados do próprio organismo que regula a atribuição de domínios, a Internet Corporation For Assigned Names and Numbers), a afirmação de qualquer nova iniciativa neste âmbito depara-se com acrescidas dificuldades. Merece consenso entre os peritos a primordial importância que uma bem planeada indexação comporta para a eficaz divulgação de um site na muito competitiva internet de hoje, onde predomina o dúbio interesse de inumeráveis endereços e a mediocridade técnica e estética. Neste contexto de superabundância e feroz competição pelo traffic driving, o correcto planeamento de uma estratégia promocional congruente fará a diferença entre o sucesso e o anonimato. Tendo em conta os inconvenientes acima reconhecidos e a delicadeza da tarefa, gizámos uma "táctica de ataque" aos motores de busca gerais, directórios e sites temáticos, pela qual tentámos não descurar nenhum detalhe, seguindo com denodo as recomendações que, sobre o assunto, fomos compilando.Desde logo, a elaboração dos META tags a incluir nos cabeçalhos dos ficheiros principais, a única parcela de código HTML onde os webbots procuram informação sobre o site, deve ser o mais meticulosa e objectiva possível. Com esta preocupação em mente, preparámos estes parâmetros tão decisivos na forma que abaixo se reproduz:&lt;br /&gt;&lt;meta name="DESCRIPTION" content="Na dependência directa do ISCSP-UTL, o Centro de Estudos do Pensamento Político tem como objectivo fornecer informação diversa sobre o fenómeno político nas suas múltiplas dimensões."&gt;&lt;meta name="KEYWORDS" content="ciência política, filosofia, sociologia, autores portugueses, governos, eleições, cronologias, história, bibliografia, biografias, alemães, franceses, relações internacionais, academia, ligações, political methodology, political science,"&gt;&lt;meta name="ROBOTS" content="ALL"&gt;&lt;meta name="RATING" content="General"&gt;&lt;meta name="REVISIT-AFTER" content="14"&gt;&lt;meta name="CLASSIFICATION" content="Education"&gt;&lt;meta name="DISTRIBUTION" content="Global"&gt;&lt;meta name="AUTHOR" content="Equipa do CEPP"&gt;&lt;br /&gt;Não se pense, contudo, que a publicitação do site finda na redacção de um conjunto de instruções embebidas no código-fonte. A indexação a um dado motor de pesquisa na Internet só se faz mediante solicitação. A existência dos supracitados META tags não garante, por si só, visibilidade perante os mecanismos de detecção. Também o recurso a ferramentas on-line que automatizam todo o processo de notificação não é panaceia definitiva, pois alguns entre os mais proeminentes motores de pesquisa e directórios temáticos exigem um tal nível de personalização ou minúcia no preenchimento dos formulários de registo que nenhum script de indexação, por mais eficaz, logra abarcar. Sobra, pois, uma única alternativa, que passa pelo contacto directo com a entidade onde se pretende ver o site inventariado, o que, amiúde, requer a apresentação de um convite, dirigido a quem sobre o assunto delibera, para visitar o site e aquilatar do seu valor. Certos directórios, organizados por temas ou áreas de interesse, são particularmente escrupulosos na selecção dos URL que reúnem condições para figurar nas suas listas de endereços, devido, como já assinalámos, à proliferação de "entulho virtual" e, não menos importante, ao congestionamento do ciberespaço daí resultante.A implementação da nossa estratégia de divulgação reverberou, em grande medida, as limitações a que aludimos no parágrafo anterior. Assim, começámos por correr um utilitário on-line que, numa breve fracção de tempo, efectuou, com eficiência notável, a indexação do URL do CEPP, e respectiva descrição de conteúdo, em cerca de 20 motores de pesquisa internacionais.Conquanto seja importante a difusão global de um site de manifesto interesse público, como é o caso do RPCP, somos levados a reconhecer que, uma vez redigidos os conteúdos em português, é natural que tenha maior repercussão e notoriedade em motores de pesquisa a laborar neste idioma. Após rigorosa investigação, durante a qual compilámos os endereços dos principais engenhos e directórios a operar em Portugal e no Brasil, iniciámos então a abordagem individualizada, segundo as contingências impostas por cada um daqueles.A adopção desta metodologia de ataque salda-se pela presença do nosso URL em cerca de 80 engenhos, com uma acentuada preponderância de brasileiros, por estar no país de origem a Internet muito mais desenvolvida que em Portugal, onde, aliás, o mercado potencial denota ainda confrangedora incipiência.  Por último, construímos uma extensa mailing list com os endereços de 71 instituições escolares de vários graus de ensino, onde reside um dos alvos privilegiados para um site desta natureza, pela qual expedimos um breve, mas esclarecedor, texto sobre as virtualidades do produto que oferecemos à comunidade. Este mesmo preceito foi seguido na promoção junto de algumas instituições académicas com actividade no domínio das ciências sociais, tanto em Portugal como no Brasil.Esquematicamente, o plano desenvolvido conheceu a evolução que, à guisa de complemento informativo, passamos a esboçar.&lt;br /&gt;            Primeira Fase: Indexação automática em motores de pesquisa e directórios temáticos internacionais.&lt;br /&gt;Listagem:Altavista- &lt;a href="http://addurl.altavista.com/"&gt;http://addurl.altavista.com/&lt;/a&gt; Altavista DE- &lt;a href="http://www.altavista.de/"&gt;http://www.altavista.de/&lt;/a&gt;AltavistaUK- &lt;a href="http://uk.altavista.com/"&gt;http://uk.altavista.com/&lt;/a&gt; Anzwers- &lt;a href="http://www.anzwers.com/"&gt;http://www.Anzwers.com/&lt;/a&gt;Canada- &lt;a href="http://www.canada.com/"&gt;http://www.canada.com/&lt;/a&gt;Direct Hit- &lt;a href="http://www.directhit.com/"&gt;http://www.directhit.com/&lt;/a&gt;Excite- &lt;a href="http://www.excite.com/"&gt;http://www.excite.com/&lt;/a&gt;Excite UK- &lt;a href="http://www.excite.co.uk/"&gt;http://www.excite.co.uk/&lt;/a&gt;Fireball- &lt;a href="http://www.fireball.de/"&gt;http://www.fireball.de/&lt;/a&gt;Go- &lt;a href="http://www.go.com/"&gt;http://www.go.com/&lt;/a&gt;Google- &lt;a href="http://www.google.com/"&gt;http://www.google.com/&lt;/a&gt;Google DE- &lt;a href="http://www.google.de/"&gt;http://www.google.de/&lt;/a&gt;Hotbot- &lt;a href="http://www.hotbot.com/"&gt;http://www.hotbot.com/&lt;/a&gt;Infomak- &lt;a href="http://www.infomak.com/"&gt;http://www.infomak.com/&lt;/a&gt;Infoseek- &lt;a href="http://www.infoseek.com/"&gt;http://www.infoseek.com/&lt;/a&gt;Lycos- &lt;a href="http://www.lycos.com/"&gt;http://www.lycos.com/&lt;/a&gt;Lycos EU- &lt;a href="http://spidernow.lycos.com/"&gt;http://spidernow.lycos.com/&lt;/a&gt;National Directory- &lt;a href="http://www.nationaldirectory.com/"&gt;http://www.nationaldirectory.com/&lt;/a&gt;Northernlight- &lt;a href="http://urls.northernlight.com/"&gt;http://urls.northernlight.com/&lt;/a&gt;Voila- &lt;a href="http://www.voila.fr/"&gt;http://www.voila.fr/&lt;/a&gt;Web Crawler- &lt;a href="http://www.webcrawler.com/"&gt;http://www.webcrawler.com/&lt;/a&gt;Web Top- &lt;a href="http://www.webtop.com/"&gt;http://www.webtop.com/&lt;/a&gt;Web Wombat- &lt;a href="http://www.webwombat.com.au/"&gt;http://www.webwombat.com.au/&lt;/a&gt;WhatUSeek- &lt;a href="http://whatuseek.com/"&gt;http://whatuseek.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;           Segunda Fase: Indexação manual em motores de pesquisa brasileiros, portugueses e hispânicos. Registo do site em directórios organizados por temas e áreas de interesse.&lt;br /&gt;Listagem dos Motores de Pesquisa (Portugal):SAPO- &lt;a href="http://www.sapo.pt/"&gt;http://www.sapo.pt/&lt;/a&gt;Terravista- &lt;a href="http://www.terravista.pt/"&gt;http://www.terravista.pt/&lt;/a&gt;Clix- &lt;a href="http://www.clix.pt/"&gt;http://www.clix.pt/&lt;/a&gt;Cusco- &lt;a href="http://www.cusco.pt/"&gt;http://www.cusco.pt/&lt;/a&gt;Google PT- &lt;a href="http://www.google.pt/"&gt;http://www.google.pt/&lt;/a&gt;AEIOU- &lt;a href="http://www.aeiou.pt/"&gt;http://www.aeiou.pt/&lt;/a&gt;Oninet- &lt;a href="http://www.oninet.pt/"&gt;http://www.oninet.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Listagem dos Motores de Pesquisa (Brasil):102Br-http://www.102br.com.br/Achei!-http://www.achei.com.br/AONDE-http://www.aonde.com/BigWebBusca-http://bigweb.com.br/  Blind-http://www.blind.com.br/BuscaBR-http://www.buscabr.net/BuscaDireta-http://www.buscadireta.com.br/ Busca On-Line- &lt;a href="http://www.bol.com.br/"&gt;http://www.bol.com.br/&lt;/a&gt;BuscaRio-http://www.buscario.com.br/ BuscaSite-http://www.buscasite.com/ BuscaVirtual-http://buscavirtual.hypermart.net/Buscar-http://www.buscar.com.br/Busqui-http://www.busqui.com.br/CABUM-http://www.cabum.comCADÊ?-http://www.cade.com.br/Corujato-http://www.corujato.com.br/Curioso-http://www.curiosobuscas.hpg.com.br/EncontreFácil-http://www.encontrefacil.com.br/Enkontre- &lt;a href="http://www.enkontre.com/"&gt;http://www.enkontre.com/&lt;/a&gt;Então- &lt;a href="http://www.entao.com.br/"&gt;http://www.entao.com.br/&lt;/a&gt;Epá!Achei!- &lt;a href="http://www.epa.buscaonline.com.br/"&gt;http://www.epa.buscaonline.com.br/&lt;/a&gt;FastBusca- &lt;a href="http://fastbusca.hypermart.net/"&gt;http://fastbusca.hypermart.net/&lt;/a&gt;Linkado- &lt;a href="http://www.linkado.com.br/"&gt;http://www.linkado.com.br/&lt;/a&gt;List Como Achar- &lt;a href="http://www.list.com.br/"&gt;http://www.list.com.br/&lt;/a&gt;Looksmart Br- &lt;a href="http://www.looksmart.com.br/"&gt;http://www.looksmart.com.br/&lt;/a&gt;Onde Ir- &lt;a href="http://www.ondeir.com.br/"&gt;http://www.ondeir.com.br/&lt;/a&gt;Página Mestre- &lt;a href="http://www.paginamestre.com.br/"&gt;http://www.paginamestre.com.br/&lt;/a&gt;PEWEB- &lt;a href="http://www.peweb.com.br/"&gt;http://www.peweb.com.br/&lt;/a&gt;Pesquisar- &lt;a href="http://www.pesquisar.com.br/"&gt;http://www.pesquisar.com.br/&lt;/a&gt;Pesquisando- &lt;a href="http://www.pesquisando.com.br/"&gt;http://www.pesquisando.com.br/&lt;/a&gt;Prokura- &lt;a href="http://www.prokura.com.br/"&gt;http://www.prokura.com.br/&lt;/a&gt;Real Busca- &lt;a href="http://www.realbusca.com/"&gt;http://www.realbusca.com/&lt;/a&gt;Sumiu?- &lt;a href="http://sumiu.hypermart.net/"&gt;http://sumiu.hypermart.net/&lt;/a&gt;Taki- &lt;a href="http://buske.virtualave.net/"&gt;http://buske.virtualave.net/&lt;/a&gt;Vanguarda- &lt;a href="http://www.vanguarda.net/"&gt;http://www.vanguarda.net/&lt;/a&gt;Xereta- &lt;a href="http://www.xereta.he.com.br/"&gt;http://www.xereta.he.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Listagem dos Motores de Pesquisa (Hispânicos):Telepolis- &lt;a href="http://www.telepolis.com/"&gt;http://www.telepolis.com/&lt;/a&gt;Sol- &lt;a href="http://www.sol.es/"&gt;http://www.sol.es/&lt;/a&gt;Apali- &lt;a href="http://www.apali.com/"&gt;http://www.apali.com/&lt;/a&gt;Úlos?- &lt;a href="http://www.ulos.com/"&gt;http://www.ulos.com/&lt;/a&gt;Voila- &lt;a href="http://www.es.voila.com/"&gt;http://www.es.voila.com/&lt;/a&gt;Search Iberia- &lt;a href="http://searchiberia.com/"&gt;http://searchiberia.com/&lt;/a&gt;Que Pasa?- &lt;a href="http://www.quepasa.com/"&gt;http://www.quepasa.com/&lt;/a&gt;El Buscador- &lt;a href="http://www.elbuscador.com/"&gt;http://www.elbuscador.com/&lt;/a&gt;Terra- &lt;a href="http://www.terra.es/"&gt;http://www.terra.es/&lt;/a&gt;La Brújula- &lt;a href="http://www.labrujula.cl/"&gt;http://www.labrujula.cl/&lt;/a&gt;Todocl- &lt;a href="http://www.todocl.cl/"&gt;http://www.todocl.cl/&lt;/a&gt;Wepa!- &lt;a href="http://www.wepa.com/cl/"&gt;http://www.wepa.com/cl/&lt;/a&gt;Open Chile- &lt;a href="http://www.openchile.cl/"&gt;http://www.openchile.cl/&lt;/a&gt;RadAr- &lt;a href="http://www.radar.com.ar/"&gt;http://www.radar.com.ar/&lt;/a&gt;Grippo- &lt;a href="http://www.grippo.com/"&gt;http://www.grippo.com/&lt;/a&gt;Buscador Político- &lt;a href="http://www.buscadorpolitico.com.ar/"&gt;http://www.buscadorpolitico.com.ar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Listagem dos Directórios Temáticos:Yahoo!- &lt;a href="http://www.yahoo.com/"&gt;http://www.yahoo.com/&lt;/a&gt;Open Directory- &lt;a href="http://www.opendirectory.com/"&gt;http://www.opendirectory.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Listagem dos Directórios Especializados:&lt;br /&gt;Social Science Internet Gateway (Sosig)- &lt;a href="http://www.sosig.ac.uk/"&gt;http://www.sosig.ac.uk&lt;/a&gt;Richard Kimber's Political Resources- &lt;a href="http://www.sosig.ac.uk/"&gt;http://www.sosig.ac.uk&lt;/a&gt;PoliticalResources.net- &lt;a href="http://www.politicalresources.net/"&gt;http://www.politicalresources.net&lt;/a&gt;            Terceira Fase: Contacto personalizado, a partir de uma listagem de endereços previamente coligida. De notar que, além das diligências promocionais que já assinalámos, tivemos o cuidado de comunicar a instituições análogas a inauguração da nova versão do portal, tendo obtido resposta muito positiva, até mesmo entusiástica, em alguns casos. Particularmente acutilante e encorajadora é a observação crítica que no site da Universidade Católica Portuguesa se apresenta (&lt;a href="http://www.ci.uc.pt/"&gt;URL:http://www.ci.uc.pt/&lt;/a&gt;).     Em Abril de 2002, alargámos a iniciativa a particulares, aplicando para o efeito um sniffer de endereços de email publicados em sítios afectos ao denominador lato e eclético das ciências humanas. Usámos, em seguida, um robusto e versátil bulk mailer para efectuar o envio da mensagem-padrão aos milhares de destinatários angariados. Entretanto, com o grande aumento de tráfego que temos registado e a assiduidade das actualizações, um novo desafio emergiu. Havia que manter os utentes em permanente conhecimento das nossas actividades. Decidiu-se, então, criar, através de um script PHP, uma lista de correio construída a partir da adesão voluntária de quem acede ao nosso produto. Dobrámos as duzentas subscrições em apenas 5 meses, número bastante meritório se considerarmos a renitência do utilizador cauto em facultar dados pessoais. Nos termos de inscrição aclaramos, num gesto de cristalinidade total, as condições de envio e recepção da newsletter. Só as modificações relevantes são comunicadas.&lt;br /&gt;  Reflexão:  A hegemonia científica e imparcial do Google.com* Diligência sempre inacabada, a promoção de um sítio deve urdir-se por adequação ao funcionamento dos próprios engenhos de pesquisa e directórios organizados por categorias. A tendência para independentização dos algoritmos na prospecção de url's e sua agregação a bases de dados bastante extensas, ordenadas com base em regras de selecção e escalonamento algo obscuras (ou, como no caso do Google.com, simplesmente aleatórias), com a consequente diminuição do factor humano, por várias vezes tem afectado o desempenho estatístico do RPCP. É facto unânime entre os iniciados que, a existir um engenho de pesquisa referencial, o Google.com pode arrogar-se com propriedade a esse estatuto. Os cerca de 70.000.000 de solicitações que as suas 15.000 máquinas processam diariamente, são exemplos eloquentes de uma liderança avassaladora, com laivos monopolistas. Embora eficiente, na perspectiva do utilizador, a arquitectura de ponta que a equipa técnica do Google.com tanto se esforça por alardear, é também o seu ponto mais vulnerável, merecedor das censuras mais severas por parte dos investigadores que se ocupam da complexa engenharia destes sistemas. Detemo-nos com insistência neste ponto, dadas as tremendas arbitrariedades de que foi vítima o nosso portal em matéria de ranking. O êxito colossal deste afamado motor de busca tem como núcleo o PageRank, um algoritmo extremamente sofisticado que valoriza as páginas indexadas, a pedido ou de forma automática, pelos googlebots, consoante o número de backlinks que as apontam. A cotação das páginas onde esses backlinks estão contidos influi também na definição do ranking das páginas avaliadas. O predomínio de sítios comerciais e/ou fornecedores de conteúdos licenciosos, amiúde com acesso a ficheiros ilícitos, é amplamente favorecido por esta engrenagem viciada. Sobressai, assim, a mediocridade, em detrimento da qualidade. Captaríamos, não o duvidamos, uma massa de tráfego superior se, ad absurdum, estivesse o RPCP indicado (o que, no jargão Google, deve entender-se por “votado”) algures por entre as intermitências luminescentes de uma listagem porno-erótica.  Que o sistema não seja complacente quando detecta ligações de hipertexto inertes, medida preventiva para evitar a proliferação de entulho na rede, assentimos sem reserva. As cíclicas avarias do servidor que hospeda o RPCP, quando excessivamente dilatadas no tempo (a mais grave de todas espraiou-se pelas vésperas de Novembro de 2002), resultam, como emerge à evidência, no imediato reajuste da pontuação até então atribuída ao RPCP. Mediante termos de pesquisa que antes destes incidentes alcandoravam as nossas páginas em lugares cimeiros, vemo-nos subitamente relegados para as cloacas mais subterrâneas da tirania caprichosa que o Google.com instaurou na web (de 600 acessos únicos diários passámos, num ápice, a cerca de um terço desse valor). No caso vertente, consentimos, avulta como elemento determinante da despromoção o lancinante desmazelo dos responsáveis pela manutenção do equipamento em causa. Mal refeitos da hecatombe, mas animados pela vontade tenaz de recobrar os visitantes extraviados, encetámos uma nova campanha de promoção destinada a garantir o regresso ao posto que, a custo, obtivéramos. A incursão mais recente do googlebot, em finais de 2002, salda-se na plena recuperação da visibilidade perdida. Até ao próximo baque...         I.4.5.8. Actualizações, edição manual de conteúdos, limpeza do código-fonte e arranjos gráficos de pormenor           Durante o amadurecimento do processo de remodelação em que nos detivemos desde Junho de 2001, confrontámo-nos, a par das tarefas fulcrais, com uma série de outras atribuições periféricas, embora essenciais para o sucesso deste empreendimento.&lt;br /&gt;ActualizaçõesNo capítulo das actualizações, centrou-se o contributo do webdesigner em torno da edição on-line do Anuário Geral que o CEPP preparou, para futura publicação em suporte material, ao longo do primeiro ano de execução do RPCP. Aos documentos de texto que nos foram confiados, aplicámos as transformações ajustadas às peculiaridades do meio web (conversão de formatos, .doc &gt; .html; correcção de erros no código-fonte dos ficheiros de destino; adaptações gráficas; instrumentos de navegação). No entanto, o trabalho realizado neste âmbito extravasou largamente o Anuário Geral, desdobrando-se noutras intervenções de vulto.Renovámos, na íntegra, as bases de dados de autores e políticos britânicos, americanos, germânicos e franceses (863 referências), estando, logo que se verifiquem condições técnicas, para breve agendado o lançamento da recensão alfabética de autores e políticos portugueses. Procedemos à reposição unitária de ficheiros que ainda ostentavam formatações gráficas díspares, não obstante a uniformização levada a cabo sob a égide da tecnologia CSS.A manifesta incompletude de alguns dados colocou a necessidade de a prover com aditamentos e emendas, designadamente nas áreas de Partidos Políticos Estrangeiros, Biografias de Políticos Portugueses e Regimes Políticos Portugueses.  Limpeza do código-fontePor forma a erradicar parâmetros de codificação absurdos ainda a residir no código-fonte, que apenas retardam o descarregamento dos ficheiros pedidos, sem qualquer préstimo ou função, espoletámos uma verdadeira caça aos intermináveis tags gerados por certos editores user friendly, muito fáceis de manusear, mas demasiado "poluentes". Esta medida de saneamento permitiu reduzir em vários milhares de bytes o tamanho médio dos ficheiros de conteúdo.&lt;br /&gt;Arranjos gráficos de pormenor:Nenhum site pode, por razões que já de sobejo enumerámos, descurar o modo como se projecta visualmente, pelo que a simples inclusão de objectos gráficos HTML, embora poupando tempo e espaço, não é satisfatória. Quando usados com a máxima cautela e sobriedade, os ficheiros de imagem abonam em muito a qualidade do layout exibido ao utilizador, dotando-o de uma fisionomia mais profissional e aliciante.&lt;br /&gt;No portal do CEPP é possível encontrar alguns elementos pictóricos que resultam da criação e manipulação de ficheiros de imagem, administrados com diversas finalidades:&lt;br /&gt;- reescrita integral do código, baseada numa arquitectura de tabelas.- logotipo do CEPP.- animação introdutória, em Flash, com menu de navegação engastado (splash page).- cabeçalho mais arrojado.- arredondamento de arestas.- promoção do Anuário Geral (Gif animado)- Logotipo intermitente para a secção de Novidades. &lt;br /&gt;       I.4.5.9. Tarefas suplementares (Edição impressa; Colecta fotográfica e tratamento de imagem; Depuração final de ficheiros não activos)     Inicialmente circunscrita ao desenvolvimento de um novo paradigma estruturante para conteúdos preexistentes, a nossa gama de incumbências foi conhecendo uma progressiva ampliação, consoante os circunstancialismos surgidos durante a execução do projecto.A edição impressa do site visa, na concreticidade de um suporte tangível, dar expressão à notável prodigalidade dos conteúdos armazenados. Desta, preparámos dois exemplares com propósitos dissemelhantes. O primeiro acompanha, a título de complemento, o relatório que ora lavramos. Por seu turno, o segundo exemplar destina-se a consulta pública em local apropriado.Além do vasto manancial fotográfico que obtivemos com o emprego da técnica de digitalização, vimo-nos, durante a realização da empresa prospectiva, ante o imperativo de extrair as imagens em falta de onde fosse possível encontrá-las. A rarefacção de algumas delas, nomeadamente retratos, absorveu lapsos importantes de investimento temporal, não raras vezes sem mais recompensa que a constatação da sua perda. O tratamento, individualizado ou de conjunto, que dispensámos a este precioso acervo permitiu o perfeito equilíbrio com a linha gráfica do sítio. Destacamos o aturado labor que nos mereceram as galerias da classe política portuguesa (1800-2003), profusamente ilustradas com imagens dos biografados.  Não estaria concluído o trabalho que, desde 01 de Junho de 2001, realizámos, sem a "faxina da casa" onde decorreu, o portal do CEPP. Deste modo, achámos por bem efectuar uma derradeira inspecção com vista a detectar e suprimir todos os detritos virtuais que, num estaleiro desta magnitude, é inevitável acumularem-se desmesuradamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703253-5476519361728079322?l=meucadastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/5476519361728079322/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8703253&amp;postID=5476519361728079322' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/5476519361728079322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/5476519361728079322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/2007/08/excertos-do-relatrio-de-execuo-material.html' title='Excertos do Relatório de execução material do projecto CEPP'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253.post-6832947265449290165</id><published>2007-08-17T22:35:00.001-07:00</published><updated>2007-08-17T22:35:50.569-07:00</updated><title type='text'>O que era o projecto do CEPP. Plano apresentado à FCT no ano de 2000</title><content type='html'>Transcrevem-se  as linhas fundamentais da apresentação do projecto em 14 de Abril de 2000:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repertório Português de Ciência Política&lt;br /&gt;O projecto de investigação tem, pelo menos, cinco anos de maturação e de lançamento de caboucos, bem como quase vinte e cinco de pesquisas parcelares.&lt;br /&gt;Pretende agora lançar-se um sistema generalizado sobre redes informativas em matérias de ciência política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de obra&lt;br /&gt;O Repertório tem uma ideia de obra ou de empresa. Assenta num trabalho de Escola. Parte de trabalhos universitários típicos do cursus  universitário.&lt;br /&gt;Neste sentido, não quer ser mais um grosso fratras de milhentas fichas cinzentonas, marcadas pela hiper-informação. Nem uma inócua e neutra base de dados, com muitos nomes e listas infindas de cronologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forma final de apresentação&lt;br /&gt;A forma de apresentação prevista para o resultado do trabalho é a do clássico abcedário. Prevemos a edição de cinco tomos com cerca de 2 500 páginas, utilizando o corpo 9 (cerca de 7,5 milhões de caracteres, sem contar os espaços).&lt;br /&gt;Haverá cerca de 8 000 entradas autónomas e outras tantas remissões.&lt;br /&gt;Um dos tomos será constituído por anexos com sistemas e listas informativas remissivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar colectivo à matéria&lt;br /&gt;À maneira de algumas experiências estrangeiras, pretendemos colectivizar a matéria pelo recurso a um corpo de consultores que irão rever o material já preparado e aconselhar novas pesquisas complementares.&lt;br /&gt;Nesse sentido, com consultores, pesquisas e revisores, entra-se-á na fase fundamental do trabalho de equipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produto final&lt;br /&gt;O produto final tanto se concretizará no clássico papel em cinco tomos, como através de&lt;br /&gt;Uma edição electrónica em CD ROM.&lt;br /&gt;Grande parte do material estará disponível on line pela Internet.&lt;br /&gt;Aliás, parte do material da pesquisa já pode ser consultado em http://www.iscsp.utl.pt/cepp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição electrónica&lt;br /&gt;Visando a edição electrónica, importa agora o reforço do trabalho no âmbito informático, principalmente pela constituição de um banco de imagens, abrangendo:&lt;br /&gt;Autores, aspectos gráficos de bibliografia, registos de acontecimentos e de simbólicas políticas, com a consequente:&lt;br /&gt;Administração técnica e burocrática de um lote de material que estará disponível pela Internet.&lt;br /&gt;Base de consulta pública&lt;br /&gt;O acervo recolhido constituirá uma base de consulta pública, com especial incidência no âmbito pedagógico, tanto para licenciaturas e mestrados como para eventuais cursos de formação para a cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conteúdo do Repertório:&lt;br /&gt;As palavras e os conceitos&lt;br /&gt;Inventário e pesquisa do léxico da ciência política, nomeadamente pelo recurso à etimologia e à evolução semântica, com indicação dos processos de recepção dos termos.&lt;br /&gt;Determinação dos conceitos políticos, da vertente filosófica à análise sistémica, passando pela própria linguagem do direito público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamento Político&lt;br /&gt;Bibliografia histórica: determinação bibliográfica do património comum civilizacional dos grandes autores dos nossos 25 séculos de civilização ocidental.&lt;br /&gt;Listagem bibliográfica dos mesmos, com indicação das fontes primárias e das fontes secundárias e referência às bibliotecas electrónicas disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoria Política&lt;br /&gt;Listagem e análise dos principais autores por área cultural e por época histórica&lt;br /&gt;Recensão breve das principais obras políticas. Cerca de quinhentas entradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideologias&lt;br /&gt;Inventário das ideologias e do processo da respectiva difusão&lt;br /&gt;Dicionário dos ismos e do subsolo das ideias que os organiza. Com indicação dos elementos emocionais e míticos que andam associados ao elemento racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redes Informativas&lt;br /&gt;Será estabelecido o processo das redes informativas da ciência política, especialmente no seu relacionamento com os actuais meios electrónicos&lt;br /&gt;Classificam-se cerca de 5 000 sites, mas também se indicam de forma clássica bibliotecas, editoras, universidades, centros de pesquisa e associações profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cronologias&lt;br /&gt;Procede-se a um inventário cronológico de factos políticos, principalmente da história portuguesa contemporânea, utilizando-se o método do dia a dia (cerca de cinco entradas por mês desde 1820 no tocante à história portuguesa).&lt;br /&gt;O processo estende-se especialmente à história do presente da segunda metade do século XX, com listas de factos da história europeia e do grande ambiente das relações internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleições&lt;br /&gt;Faz-se uma listagem exaustiva das várias eleições parlamentares e presidenciais portuguesas, com indicação pormenorizada dos resultados e da distribuição dos mandatos.&lt;br /&gt;Faz-se ligação ao processo das leis eleitorais e das relações com os governos, com indicação das principais medidas e debates ocorridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governos&lt;br /&gt;Será estabelecida uma exaustiva lista dos governos portugueses de 1820 à actualidade com indicação completa dos respectivos membros e tempos de duração.&lt;br /&gt;Abranger-se-á as principais medidas tomadas pelos mesmos e as ligações às actividades parlamentares, bem como ao ambiente político geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revoltas&lt;br /&gt;Indicam-se todos os processos de revoltas, sedições e outras formas violentas de reacção ocorridas em Portugal desde 1820, procedendo-se ao respectivo inventário cronológico e sistemático.&lt;br /&gt;As turbulências constituem, de facto, um normal anormal do processo político português, estando na base da dinâmica do processo político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partidos, movimentos e facções&lt;br /&gt;Faz-se um inventário cronológico e sistemático de todos os partidos, movimentos e facções desde 1820 com indicação dos líderes e das principais actividades desenvolvidas.&lt;br /&gt;Com efeito, ultrapassa-se em muito os partidos formais, procurando atingir-se os grupos de pressão, as facções e as próprias sociedades secretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regimes Políticos&lt;br /&gt;Inventário cronológico e sistémico dos vários situacionismos portugueses desde 1820, através do método da análise tridimensional do poder.&lt;br /&gt;Analisam-se cerca de meia centena de regimes portugueses, estabelecendo-se os modelos de forma, imagem e sede do poder, com recurso aos grupos sociais e às influências externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classe política&lt;br /&gt;Inventaria-se sob a forma de processo individual a classe política portuguesa desde 1820, analisando o respectivo cursus honorum.&lt;br /&gt;São estabelecidos linhas biográficas e curriculares fundamentais de cada um dos actores políticos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Listagens bibliográficas&lt;br /&gt;Para além da bibliografia histórica, com recurso a fontes primárias e secundárias e acessos a bibliotecas electrónicas, estabelece-se também&lt;br /&gt;Cerca de 10 000 referências bibliográficas indexadas de obras de ciência política da actualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sínteses biográficas&lt;br /&gt;Cada autor e actor referenciado é objecto de uma síntese biográfica de de uma lista bibliográfica. Sempre que possível reproduzida a respectiva imagem. Haverá assim um processo selectivo fundamental, visando ressaltar os elementos de ligação ao conteúdo politológico procurado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703253-6832947265449290165?l=meucadastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/6832947265449290165/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8703253&amp;postID=6832947265449290165' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/6832947265449290165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/6832947265449290165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/2007/08/o-que-era-o-projecto-do-cepp-plano.html' title='O que era o projecto do CEPP. Plano apresentado à FCT no ano de 2000'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253.post-3226575989389087786</id><published>2007-08-17T22:16:00.000-07:00</published><updated>2007-08-17T22:24:04.586-07:00</updated><title type='text'>Relatório de actividades (Fevereiro de 2001-Fevereiro de 2006)</title><content type='html'>1&lt;br /&gt;Nos termos da legislação em vigor, apresenta-se o relatório de actividades académicas, científicas, de extensão e de investigação, procedendo-se a uma actualização do curriculum apresentado em 2001, para efeitos de passagem a professor catedrático de nomeação definitiva, bem como do relatório intercalar apresentado no fim da chamada licença sabática, do ano lectivo de 2004-2005.&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;José Adelino Maltez, natural de Coimbra, é doutor em ciências sociais, na especialidade de ciência política, pela Universidade Técnica de Lisboa (1990). Licenciado em direito pela Universidade de Coimbra (1969-1974), foi assistente da Faculdade de Direito de Lisboa (1976-1985) e continuou a sua carreira docente no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, onde é professor catedrático do 1º grupo (ciências jurídico-políticas).&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;É autor, entre outras, das seguintes publicações politológicas, anteriores ao ano 2000:  Nas Encruzilhadas do País Político, Lisboa, Instituto Dom João de Castro, 1987; A Estratégia do PCP na Reforma Agrária, Lisboa, Associação para o Desenvolvimento e Cooperação Social, 1990; Ensaio sobre o Problema do Estado, em dois tomos, A Procura da República Maior e Da Razão de Estado ao Estado Razão, dissertação de doutoramento, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991; Sobre a Estratégia Cultural Portuguesa, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991; Princípios Gerais de Direito. Uma Perspectiva Politológica, Lisboa, Associação de Estudantes do ISCSP, 1992; O Imperial-Comunismo. Ensaios sobre Alguns Meandros de um Paraíso que não houve em Dois Grandes Estados Continentais, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1993; Sobre a Ciência Política, Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 1994 (relatório do concurso para professor associado); Princípios de Ciência Política. Introdução à Teoria Política, com prefácio de Adriano Moreira, Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 1996; Tudo pela Europa, nada contra a Nação, Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 1997; Princípios de Ciência Política II O Problema do Direito, Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 1998.&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;Optámos por não fazer a habitual digressão pelos registos sismográficos contidos no arquivo burocrático, coisa que qualquer catador de factos passados pode solicitar através de requerimento formal e que um qualquer chefe de secretaria tem capacidade para certificar, nomeadamente pela consulta das actas dos órgãos académicos, tão magnificamente contidos pelo temor reverencial do Código de Procedimento Administrativo.&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;Neste sentido, considerando que interessam mais as interpretações dos factos do que a exaustiva listagem dos ditos, esboçamos um relatório-testemunho, tentando, sobretudo, retratar o desencanto de uma universidade marcada pelos mitos da avaliologia e da educacionalogia, essas novas formas de tecnocracia e de administrativização que vão atavancando aquilo que devia ser a liberdade de cátedra, entendida como o sentido crítico dos homens livres e do próprio contra-poder, entendido como auctoritas, ou poder dos sem-poder, mesmo quando é qualificado como insolência, dissidência ou irreverência, diminutivos demonizados pelos que não assumem a educação superior como forma de provocação do sentido da autonomia crítica individual.&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;Que fique o registo de um professor dos velhos mas não antiquados conceitos de universidade clássica, nestes tempos que precedem a chegada desse novo messias científico que se disfarço no rolo unidimensionalizador do pensamento único e do pronto-a-vestir que enevoa o chamado processo de Bolonha, já pronunciado com o sistema avaliador.&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;Apenas quero continuar a combater em torno do legado daqueles mestres que, como Gilberto Freyre, Almerindo Lessa, Agostinho da Silva e Jorge Dias, deram o seu contributo nesta nossa escola para uma ideia de obra e uma comunitas amoris que há-de permanecer e como o tenho tentado defender em muitos dos meus escritos e no quotidiano das aulas. E julgo não precisar de pedir nihil obstat para manter, como franco-atirador, esta lealdade básica, prometendo afrontar toda a literatura de justificação que, pela infâmia do método de Pilatos, tente retirar-me o direito de cumprir o meu dever.&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt;Um lugar de professor catedrático conquistado por provas públicas não é mera concessão da magnanimidade de um qualquer poder absoluto de uma rede detida por quem possa ter o mórbido prazer do controlo do pensamento, através da emissão de pretensas interpretações autênticas, verticalmente geradas pelo hierarquismo.&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt;Daí que assuma por inteiro as afirmações produzidas pela minha liberdade de expressão, nomeadamente quanto à contestação política do sistema de avaliação contra as actividades de delação que eventualmente me persigam, tanto na intimidade da vida pessoal como na probidade da criação académica, e às quais, por legítima defesa e serviço da verdade, não concederei a cobardia de me vergar.&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;E não peço desculpa por ter usado da liberdade de opinião sobre certos factos históricos, mas, perante um eventual conflito de valores, não estarei disposto a abdicar daquilo que é a minha perspectiva, certamente minoritária, sobre acontecimentos, onde não passei de actor secundaríssimo, mas que observei e vivi, e onde até julgo ter cumprido, com lealdade, os papéis que me confiaram.&lt;br /&gt;11&lt;br /&gt;Mas como todo o mundo é composto de mudança e, nas zonas do principado, segundo certas concepções, os dispensáveis tem que ser simples mudos, prefiro não enfileirar nessa má tradição e continuar a não calar, para poder viver como penso, sem pensar como vou vivendo, nem temer as habituais sessões in genere da má tradição inquisitorial.&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;A eventual crueldade de algumas das minhas opiniões, nomeadamente as constantes do segundo volume de “Tradição e Revolução”, terá, algumas vezes, a violência categorial da vítima e o azedume individualista do revoltado, mas, segundo a minha perspectiva, tais comentários traduzem as consequências observáveis pela ditadura dos factos, facilmente analisáveis a posteriori.&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt;Eu, pelo menos, não aceito o mito pombalista de uma reforma sem ratio studiorum e tento perceber a efusão de sucessivos monstros sistémicos que, adquirindo a lógica própria da mediocracia, se transformaram num inferno que escapa às boas intenções do próprio criador. Essas tais criaturas quase ideológicas que se libertam dos criadores, onde a ideia dominante do there is no alternative constitui espaço aberto para os atavismos revolucionaristas ou reaccionaristas, esses sim os verdadeiros inimigos de uma autêntica reforma, que só o será se for revolucionária nos objectivos e conservadora nos valores. É o que tenho sofrido no terreno, ao longo destas quase três décadas de professor que professa nas aulas e não nos gabinetes dos educacionólogos.&lt;br /&gt;14&lt;br /&gt;Considero assim que a razão de Estado, ou a subsidiária razão de Escola, não tem uma ética diferente da ética da convicção, a não ser para os que se julgam iluminados e como tal se excepcionam, ao invocarem, como regra de conduta, a mera ética da responsabilidade que, parecendo ter razão no curto prazo, a perde no médio e longo prazos, sendo portanto uma má moral e uma péssima política.&lt;br /&gt;15&lt;br /&gt;Dói verificar como alguns quase querem arrancar professores de instituições a que eles dão o melhor das suas inteligências e até dos seus corações, em nome de meras considerações de conveniência e oportunidade, onde as tácticas se esquecem da estratégia e da comunidade viva de alunos e professores, podendo conduzir-nos a uma derrota não reconhecida, porque transplantada para outras instituições e para a própria gestão daquilo que se pretende como a instituição das instituições e que conduzirá a Universidade à ruína.&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt;De que pouco valem os efeitos emergentes, quando o poder pelo poder, de maquiavélicos ou nietzschianos, avassala os jogadores e passam a ser meras insignificâncias as eventuais consequências persecutórias, mesmo que sejam levadas a cabo pelas sargentadas de má memória, contra aqueles que, depois de serem usados no estádio anterior, não se adaptaram às novas circunstâncias.&lt;br /&gt;17&lt;br /&gt;Julgo que as instituições não devem depender dos caprichos dos que a comandam, mesmo que estes se assumam como os respectivos fundadores. Até acrescento que o que se passou nalgumas persigangas universitárias recentes tem sido para mim mais doloroso que o facto de ter sido um dos 18 estudantes expulsos da Universidade de Coimbra em 1975. Porque no PREC havia a clareza da luta de crenças, enquanto na pós-revolução crepuscular dominam os jogos florentinos dos habituais navegantes do situacionismo, à procura de epitáfio.&lt;br /&gt;18&lt;br /&gt;Julgo ter percebido o poder infra-estrutural em que me obrigam a mover e neste regime que ajudei a caboucar, como adjunto político de vários governos dos finais da década de setenta e dos princípios dos anos oitenta, desde o sexto provisório aos três presidenciais, não admito ter que pedir certificados de comportamento cívico aos que a ele acederam apenas no depois do risco assumido por muitos anónimos que, no terreno, permitiram a justa mudança de enquadramento, conforme o processo libertador da democracia pluralista.&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;A história e aquilo que outros arquivos discretos continuam a resguardar poderão dar-me, ou não, razão. A minha intuição também pode errar, mas o conhecimento directo que tenho da metodologia utilizada noutros casos tem-me feito intuir a linha imediata de comando objectivo em todas estas coincidências, sem necessidade de recurso à estafada teoria da conspiração, do compadrio ou do comadrio. É tudo tão simples quanto a tentativa de vindicta.&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;Confesso que sou professor catedrático de nomeação definitiva do quadro do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. Confesso que sou um dos actuais quatro professores nessas circunstâncias de independência face à carreira e aos habituais jogos de fidelidades. Estou até condenado a exercer o meu dever de ser um homem livre, cumprindo o civismo académico.&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt;Confesso também que sou decano do grupo de ciências jurídico-políticas da instituição. E que me assumi contra a linha directiva que marca a escola desde os anos sessenta do século passado e até ao anterior ano lectivo.&lt;br /&gt; 22&lt;br /&gt;Gosto de fazer parte de um longa lista, onde posso incluir professores como Vitorino Magalhães Godinho, D. António Ribeiro, Jorge Dias, Martim de Albuquerque, José de Sousa Brito, Alfredo de Sousa, José Hermano Saraiva ou Manuel Belchior. Felizmente, não fui obrigado a abandonar a instituição. Felizmente, o Estado de Direito tem algumas vantagens, mas a política maquiavélica ainda se propagou em subsistemas de medo, músicas celestiais discursivas e temores reverenciais.&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt;Tal como grande parte dos citados, tenho o dever de não obedecer ao hierarquismo do poder estabelecido quando ele cai na tentação de nos tentar converter em mera escola de regime. Porque a escola permanece e tem sido capaz de, servindo o universalismo português e o conceito de universidade, resistir a quatro regimes.&lt;br /&gt;24&lt;br /&gt;Sei que a escola foi fundada em 1906, no tempo de el-rei D. Carlos I, com um governo progressista que cumpriu os planos de Luciano Cordeiro. Que teve como primeiro director Francisco Joaquim Ferreira do Amaral. Que um dos seus primeiros graduados foi Álvaro de Castro, em 1911, várias vezes chefe de governo. Que foi integrada no sistema público do ensino superior pelo ministro das colónias João Soares, em 1919.&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt;Mas ainda estão nos arquivos do silêncio os pais-fundadores da monarquia constitucional e da primeira república, para que a opinião pública confunda uma centenária instituição com um certo momento da vida salazarista. As lendas e narrativas da literatura de justificação e do revisionismo de epitáfio não podem continuar a monopolizar a história.&lt;br /&gt;26&lt;br /&gt;Cometi o pecado minoritário de me assumir como oposição académica aos directivos instalados e à "network" que se propagou. Com a agravante de ter desobedecido ao paradigma estabelecido pelo supremo inspirador de certa conjuntura da instituição. De não ser serviçal do mesmo noutras instâncias.&lt;br /&gt;27&lt;br /&gt;Tudo se agravou quando desobedeci publicamente, ao manifestar-me contra os critérios de escolha dos membros das comissões avaliadoras das universidades. Disse-o em público, fundamentadamente, numa reunião em Aveiro, de todos os representantes das universidades portuguesas. Tenho-o escrito em artigos publicados e assinados. Repito até o que proclamei numa conferência feita no Instituto Francisco Sá Carneiro, quando o PSD estava na oposição.&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt;Continuei a desobedecer quando escrevi livros científicos, onde cometi a ousadia de, nas áreas da ciência política e das relações internacionais, não ser um reverendo e agradecido serviçal do paradigma pelo mesmo desencadeado.&lt;br /&gt;29&lt;br /&gt;Até manifestei publicamente discordâncias quanto às opções de política interna e externa. E, principalmente, quando proclamei opções diversas quanto à política universitária. Cometi até a insolência de não aceitar a sondagem que o gabinete do Primeiro-Ministro, Dr. José Manuel Durão Barroso, me fez, para exercer as funções de director do Observatório da Ciência e do Ensino Superior.&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;Verifiquei até que na última comissão avaliadora da minha área, constaram duas das pessoas, cuja integração da lista dos nomeáveis, à última hora, formalizei, mas que dela foram excluídos todos os outros professores no activo indicados pelas várias escolas. Certamente pela circunstância de eu fazer parte dos indicados pelas bases. Mas é evidente que nunca poderia aceitar um eventual convite que me fosse dirigido nessa área, até porque poria em causa a minha escola e teria que repetir os argumentos usados durante o processo da primeira avaliação, de que fui coordenador, principalmente as duras respostas que fui obrigado a dar, nomeadamente quando disse que as boas instituições são criaturas que se libertam do criador.&lt;br /&gt;31&lt;br /&gt;Julgo que, numa democracia pluralista e numa sociedade aberta, temos o direito de criticar eméritos, de adoptar paradigmas diversos de anteriores mestres e de não repetirmos erros do salazarismo.&lt;br /&gt;32&lt;br /&gt;Um professor universitário é um funcionário da comunidade, um servus ministerialis, um escravo da função que lhe foi atribuída, mas que ele também professa, quando, para tanto, sente uma íntima vocação.&lt;br /&gt;33&lt;br /&gt;Não lhe cabe apenas dar aulas e produzir trabalhos de investigação. Não pode reduzir-se ao círculo das escolas onde exerce a actividade. Tem de contribuir para que a comunidade se pense a si mesma. Tem de fazer com que a universidade se aproxime da vida.&lt;br /&gt;34&lt;br /&gt;Contudo, não pode esperar que o poder instalado seja influenciado pelas suas reflexões. Nem ter a tentação de se transformar em opinion maker. Na universidade não se trabalha para o curto prazo, onde funciona o realismo neomaquiavélico.&lt;br /&gt;35&lt;br /&gt;Porque pretende ascender-se ao estádio da ciência, do conhecimento, este tem de superar a mera opinião da conjuntura. Neste sentido, qualquer universitário deve assumir a coragem de estar em minoria.&lt;br /&gt;36&lt;br /&gt;A universidade só pode ter razão a médio e a longo-prazos. Trabalha nas coisas perenes. Mas tem de reflectir a partir das circunstâncias do tempo e do espaço. Porque as essências apenas se realizam através da existência.&lt;br /&gt;37&lt;br /&gt;Assim, os balanços periódicos a que um professor está sujeito, obrigam-no a recolher textos dispersos a disciplinar a posteriori as respectivas agendas, permitindo que repense o caminho percorrido, que afine projectos e que, de forma circular, vá burilando esboços de trabalhos.&lt;br /&gt;38&lt;br /&gt;Apesar de ser um profissional da ciência política em regime de exclusividade, não sou propriamente o paradigma do politólogo, dado que me assumo como um típico executante da liberdade de cátedra, que vive inteiramente para a missão da docência e da investigação, desde a clássica actividade das aulas e das restantes tarefas de administração pedagógica às relações de prestação de serviços gratuitos à comunidade, nomeadamente através das conferências, da publicação regular de artigos na imprensa e nas revistas da especialidade, das intervenções na rádio e na televisão e, sobretudo, através da Internet, onde mantenho uma página profissional (http://maltez.info) e blogues de difusão científica e de intervenção cívica (http://tempoquepassa.blogspot.com).&lt;br /&gt;39&lt;br /&gt;As próprias disciplinas que lecciono têm blogues de actualização permanente e o Centro de Estudos do Pensamento Político que dirigia ainda mantém um "site" (http://www.iscsp.utl.pt/cepp) que conta com cerca de meio milhão de entradas.&lt;br /&gt;40&lt;br /&gt;Considero que se há um trabalho em equipa a nível docente e de investigação, naquilo que é sempre a ideia e a prática de escola, e há, depois, a criatividade individual que, mesmo quando se exerce através da necessária solidão do criador, não deixa de ser colectiva, porque cada um de nós é sempre membro de uma corrente de ideias e um espelho do tempo em que vive, logo reflexo do passado e com muitas saudades se futuro.&lt;br /&gt;41&lt;br /&gt;O problema mais grave está neste ambiente decadentista da pátria, onde, como dizia Almada Negreiros, ninguém a ninguém admira e todos, a determinados, idolatram. Especialmente no âmbito das universidades que lidam mal com a avaliação do mérito, caem habitualmente no vício do corporativismo neofeudal, do lado dos avaliadores, e no do carreirismo oportunista, do lado dos candidatos.&lt;br /&gt;42&lt;br /&gt;Daí que as escolas se fechem sobre si mesmas, muito endogamicamente, premiando-se os postos de vencimento e não se fomentando o trabalho competitivo. Que bom seria não inventarmos o que já está inventado, nem descobrirmos o que já está descoberto, nacionalizando tendências estrangeiradas. Por exemplo, modelos anglo-americanos de sucesso, onde cerca de um terço do corpo docente de cada escola muda todos os anos e onde a subida na carreira exige a mobilidade do corpo docente e efectivos concursos públicos e não como acontece entre nós, onde quase todos são com fotografia, para garantir a subida dentro dos pequenos círculos corporativos.&lt;br /&gt;43&lt;br /&gt;Porque o ambiente do trabalho na escola é óptimo em termos de instalações, péssimo em termos tecnológicos e antiquado em termos de apoios bibliográficos, tenho sido condenado a ter que trabalhar em casa e em regime ambulante, utilizando o meu portátil, os meus livros e o meu "software", dando, de vez em quando, um salto até algumas "Mecas" estrangeiras para me desanuviar do tribalismo e dialogar com outros colegas, bibliotecas e livrarias.&lt;br /&gt;44&lt;br /&gt;Na escola, o mais importante é o contacto com os alunos que são os meus melhores mestres, mas, infelizmente, a muitos dos excelentes que tenho tido, aconselho-os à emigração, porque aqui continua a ser impossível uma caminhada que permita uma adequada avaliação do mérito, sem o recurso às tradicionais muletas da cunha, da inscrição numa juventude partidária ou da engenharia da caça ao subsídio, mesmo a nível da investigação dita científica, especialmente na área das ciências sociais que, para o efeito, continuam a ser tratadas como ciências ocultas, dado que as personalidades escolhidas para as avaliações vêm de influências de muitos espíritos que não são santos, mas antes ungidos pela partidocracia ou pelas relações de obediência e temor reverencial face a certos "manitus" vingativos.&lt;br /&gt;45&lt;br /&gt;Já disse que a casa é o meu principal lugar de trabalho solitário de investigação e de recolha e difusão de informação. Infelizmente. E quem tem a paixão pela investigação não tem horário para pesquisar e escrever, especialmente quando se tem a profissão que se queria e se trabalha, cumprindo um sonho.&lt;br /&gt;46&lt;br /&gt;O pior desta área do saber é o nome da profissão, porque quem tem uma licença em ciência política, de acordo com a etimologia, apenas tem licença para continuar a estudar na pós-graduação, sem necessidade do controlo avaliativo dos professores. Nem todos os licenciados em geologia ou matemática são cientistas da geologia ou da matemática, são geólogos ou matemáticos. Daí que fosse preferível qualificar-nos, à maneira francesa, como "politólogos", embora, se pudesse, retomava a expressão portuguesa do século XVI e dava-lhe o nome de "repúblicos".&lt;br /&gt;47&lt;br /&gt;Acontece que vivemos numa espécie de Portugal dos Pequeninos com a mania das grandezas e continuamos a fabricar licenciados em série abstracta, sem atendermos à nossa escassez de recursos científicos, pelo que considero um atentado ao bom-senso termos tantas licenciaturas e pós-graduações na área da minha especialidade, onde a quantidade não pode corresponder à qualidade, atendendo ao número de doutorados e mestres que produzimos.&lt;br /&gt;48&lt;br /&gt;Enquanto continuarmos a viver nesta ilusão de fartura não teremos autonomia metodológica da ciência política, enquanto ciência da república, isto é, do poder político institucionalizado em Estados e das sociedades civis, nas suas relações globais, mas antes muitas ciências políticas, isto é, um "cocktail" de saberes que apenas têm em comum um mesmo objecto de estudos. Isto é, temos objecto material, mas não temos objecto formal e, portanto, qualquer político pensa que pode invocar a ciência política, quando pensa que a mesma serve para fabricar certos políticos de aviário que temos.&lt;br /&gt;49&lt;br /&gt;Mas como esta perspectiva não convém à burocracia avaliadora nem aos instituidores de universidades públicas, concordatárias e privadas, poucos têm a coragem de dizer que o rei vai nu, afastando-nos dos padrões internacionais desta área do saber e enganando objectivamente os sonhos juvenis e os investimentos familiares. Se não fizermos uma serena autocrítica neste sonhar é fácil dos vendedores de ilusões, os resultados serão funestos, apesar de todos sabermos que a culpa continuará a morrer solteira.&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;Um mercado de trabalho específico para licenciados em ciência política e relações internacionais ainda não existe e pelo andar do processo da oferta e da procura das profissões e do controlo estadual não parece que venha a existir... salvo nos folhetos de propaganda das várias universidades, onde há algumas boas intenções cujos erros de prospectiva de configuram como objectiva publicidade enganosa.&lt;br /&gt;51&lt;br /&gt;Na área desta nova província do saber talvez tenha que ser o próprio licenciado a criar, pela demonstração de qualidades próprias, o seu próprio posto de trabalho que venha a ser coberto por adequado lugar de vencimento, como a prática o tem demonstrado, tanto no plano doméstico como no próprio plano internacional.&lt;br /&gt;52&lt;br /&gt;Infelizmente, poucos conseguiram prosseguir uma carreira académica, tanto por falta de verba como pela exclusão a que normalmente estão sujeitos os que escapam ao controlo dos saberes da gerontocracia corporativa que prefere repetidores, ou lentes de fotocópias importadas. A primeira doutorada em relações internacionais da Universidade de Brasília, por exemplo, apesar de ter proposta a respectiva contratação como assistente, viu a mesma ser sujeita a um veto de gaveta durante cerca de um ano, revelando-se uma mentalidade que nem sequer é capaz de inventariar outros jovens, alunos do ISCSP, como evidentes sucessos doutorais em universidades da França, do Reino Unido ou da Polónia, bem como na consultadoria de multinacionais, um dos quais até ascendeu a assessor de um George Soros.&lt;br /&gt;53&lt;br /&gt;Se eu fosse a acreditar nos pareceres da criticável comissão de implementação do Processo de Bolonha a nível nacional, onde se determina administrativamente como devem ser os licenciados em Ciência Política (http://www.mcies.pt/docs/ficheiros/Bolonha_Ciencia_Politica_Relacoes_Internacionais.pdf), perceberia até que ponto podem ir os malefícios do centralismo estadual, ao estilo do livro único Marquês de Pombal e do salazarismo.&lt;br /&gt;54&lt;br /&gt;O irrealismo tecnocrático de educacionólogos e dos avaliólogos pode atingir as raias de certa irresponsabilidade tanto científica como, sobretudo, de prospectiva profissional, dado que não se apela aos que produzem cientificamente nessa área nem aos que correram o risco do mercado na procura e na construção do emprego. Mas neste jardim das delícias parece que o país oficial continua a viver bem distante do país das realidades, para utilizar a cáustica terminologia de Alexandre Herculano.&lt;br /&gt;55&lt;br /&gt;O construtivismo decretino dos nossos burocratas da educação e a irresponsabilidade dos eurocratas atingiu a dimensão do anedótico, porque todos lavam as mãos como Pilatos no etéreo do reformismo educativo que não assenta na experiência. Enquanto a mentalidade pombalino-napoleónica continuar a preponderar viveremos no "dopping" daqueles reformadores administrativos que há quase meio século nos modernizam em retroacção. Talvez tenha chegado a hora de cumprir-se o conselho de Frei Bartolomeu dos Mártires no Concílio de Trento: Excelentíssimos e Reverendíssimos Reformadores da Educação e da Universidade, precisais de uma Excelentíssima e Reverendíssima Reforma....&lt;br /&gt;56&lt;br /&gt;Julgo que basta uma simples investigação e um pequeno estudo que determine o quanto e como de todas as licenciaturas nessas áreas, determinando quantitativamente o número e até o nome dos graduados e as colocações que conseguiram para se desmentirem os relatórios oficiais. Não vale a pena continuarmos cegamente a pôr o carro à frente dos bois, com as diáfanas adjectivações do educacionês e do europês a recobrirem com chitas a verdade nua e crua do emprego. O que digo, com o saber de experiência feito, é que os nossos licenciados têm mais êxito nas sociedades abertas do estrangeiro do que nesta sociedade fechada e castificada do Portugal das cunhas e da partidocracia.&lt;br /&gt;57&lt;br /&gt;Não tardará, aliás, que as licenciaturas tenham uma espécie de prazo de validade, de, por exemplo, dez anos, cumprido o qual o chamado licenciado o devia deixar de o ser, caso não fizesse um curso de actualização das doutrinas básicas da sua ciência. De outra forma será o próprio mercado de trabalho a dispensar os que não se actualizarem e crescerem, para cima e para dentro. Diga-se que a chamada Estratégia de Lisboa, selou o compromisso de fazer da União Europeia, em 2010, o espaço económico mais competitivo do mundo, assente no conhecimento. Coisa que foi tomada olhando-se para as estrelas das intenções, mas sem que nenhum governo tenha tomado medidas conducentes a este objectivo comum...&lt;br /&gt;58&lt;br /&gt;Paradoxalmente, temos verificado que aqueles estudantes que começam uma carreira profissional durante o curso, apesar de não terem as melhores notas, estão, infelizmente, entre os mais bem sucedidos profissionalmente, embora não estejam na área de trabalho prevista pelos planeadores da papelada da burocracia educativa. Basta reparar na continuada atracção de jovens pelas universidades de Lisboa e do Porto, mesmo quando nas chamadas universidades de província possa haver melhores cursos e até melhores professores.&lt;br /&gt;59&lt;br /&gt;A primeira das causas da desertificação do país começa, aliás, na maneira como estamos a gerir a chamada autonomia universitária, pelo menos no sector público, onde deveríamos centralizar processos e não desperdiçar recursos, incentivando a deslocação para as zonas mais pobres e despovoadas, através de um verdadeiro sistema de concursos públicos e até de uma transferência de escolas, como fazem países mais ricos que têm melhores resultados e menos desperdícios em educação pública.&lt;br /&gt;60&lt;br /&gt;Essa actividade de estudante-trabalhador é, contudo, sinónimo de algum do nosso subdesenvolvimento, porque o mesmo se dispersa e não a licenciatura ou a pós-graduação como prioridade, pelo que tende a ter notas baixas e uma mera relação instrumental com a universidade. Seria bem melhor que o mesmo estudante participasse em actividades de voluntariado e na organização de conferências, grupos de reflexão, tertúlias, "sites" académicos, etc.&lt;br /&gt;61&lt;br /&gt;Neste país, a escola ainda reflecte aquela mentalidade assistencial de uma educação que luta por um lugar à mesa do orçamento e pela empregomania, dado que falta a tal autonomia da sociedade civil porque falta a autonomia dos cidadãos e dos grupos que estes gera, de baixo para cima. Ainda predomina o ritmo do devorismo, do clientelismo e do favoritismo. Aliás, a degradação é tal que, algumas vezes, os melhores graduados alcançam, pelas qualidades próprias, um emprego competitivo, enquanto outros, menos talhados para lutar na selva, se arrastam pela procura de mestrados e até por certos cursos de doutorados, especialmente em universidades espanholas para exportação de títulos, prenunciando um grave risco para a formação das futuras gerações.&lt;br /&gt;62&lt;br /&gt;Esquecemo-nos, muitas vezes, que uma escola tem que ser marcada por professores e alunos que sejam exemplos de vida, que tenham mais autoridade do que poder e que sejam o exacto contrário do hobbesiano homem de sucesso. Por mim, ainda hoje invoco os professores que me despertaram a paixão por esta província do saber e não errarei se indicar como modelo a pluralidade de pertenças e o sentido de coragem cívica que teve Raymond Aron, que foi o exacto contrário dos que invocam a qualidade de cientista para serem políticos e a qualidade de políticos para poderem ser professores. Por outras palavras, tenho como modelo aqueles que querem viver como pensam e que, portanto, não podem pensar como vivem...&lt;br /&gt;63&lt;br /&gt;Importa ter a capacidade de fazer uma espécie de cross-fertilization dos vários domínios do saber das ciências sociais e humanas, com pontes para as chamadas ciências duras. Ser intuitivo q.b., conseguir pensar e redigir bem e depressa, ler jornais, de papel, digitais ou televisivos, de todo o mundo todos os dias para perceber o registo do mundo e depois fazermos a nossa própria agenda. Não já com as lentes do jornalista das redacções, por vezes mandados a toque de caixa, mas com uma sabedoria histórica e sociológica e um adequado saber-fazer.&lt;br /&gt;64&lt;br /&gt;Talvez fosse mais longe, exigindo uma espécie de retorno ao método peripatético e obrigando os estudantes a terem que frequentar certas disciplinas de outras faculdades (os de ciência política poderiam dar um salto a engenharia e os de direito ao mundo da biologia, por exemplo) e a terem que passar curricularmente por áreas artísticas e de desporto, como acontece nas escolas que estão colocadas no primeiro lugar do ranking universal. Isto é, cumprir o universalismo português que sempre soube misturar a aventura e o pragmatismo.&lt;br /&gt;65&lt;br /&gt;O mercado de trabalho segue a tendência da economia e, neste momento, está quase fechado. Associado ao crescimento do desemprego, encontra-se a estagnação da abertura de concursos públicos e de convite a candidaturas pelo sector privado. Além deste factor de natureza circunstancial, ainda têm de enfrentar o desconhecimento do curso por parte do empregador que quer é saber “ para que é que serve” e “o que é que sabe fazer”? … e a lei da procura e da oferta… bem sabemos que há mais oferta que procura de trabalho nesta área. O país pode até ter mais necessidade destas áreas que oferta, mas não tem procura… Nestes casos é preciso usar a imaginação para conseguir penetrar e manter-se no mercado do trabalho. Os bons conseguem, independentemente da licenciatura que tiram, os menos bons… cresçam e trabalhem para serem melhores. “no pain, no gain”.&lt;br /&gt;67&lt;br /&gt;Neste sentido, em 11 de Março de 2003, comuniquei o seguinte ao Conselho Científico: porque Quod Scripsim, Scripsi, importa comunicar formal e solenemente, a este órgão da Escola, que, face às circunstâncias de não-cooperação manifestadas pelo Presidente do Conselho Directivo, em várias conversas preliminares, sou obrigado a chegar à simples conclusão que o modelo centralizador em vigor tem a firme convicção que, no tocante às minhas responsabilidades institucionais, não é possível a continuidade de uma efectiva política de investigação na escola, para além da produção de dissertações de mestrado e doutoramento, ou das louváveis actividades de relações públicas, conferências e viagens de estudo, nomeadamente aquelas que recebem a participação do senhor chefe da secretaria e de outros altos funcionários da burocracia financeira.&lt;br /&gt;68&lt;br /&gt;Verificando que não há condições para o exercício da simples liberdade académica de direcção de um projecto independente dos financiamentos extra-instituto e notando o facto do dinheiro disponível para a actividade de investigação no mealheiro orçamental poder continuar a servir para outras instituições da nossa universidade, verifico o vazio de linhas reguladoras quanto a uma clara política de investigação da escola e recuso-me a mendigar, de forma casuística, tal tipo de apoio. Da mesma forma, não me parece correcto que as actividades científicas da escola estejam dependentes da administração geral e da burocracia.&lt;br /&gt;69&lt;br /&gt;Apenas quero declarar que, depois de dois anos de investimento na formação e na experiência, formei uma equipa de alunos do ISCSP e que talvez fosse sensato aproveitar essas sementes, nomeadamente quanto ao complexo mundo dos webdesigners, que não se fabricam sem vocação nem com a varinha mágica do subsídio ou da determinação superior burocrática.&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;Confesso que tenho uma certa interpretação da minha liberdade e independência, a qual, conforme tem sido qualificada pela elegância do senhor Presidente do Conselho Directivo, junto de várias pessoas, nomeadamente a mestrandos, padece do vício de não acertar no delicado vaso que já não se usa ao lado do leito onde pernoitamos.&lt;br /&gt;71&lt;br /&gt;Acresce que assumo clara e frontalmente a minha excentricidade, “face a todas as parcialidades, a todas as exclusões e a todas as intolerâncias”, para citar palavras de um velho parlamentar frustrado com a perda da vida, num combate contra o cabralismo, Luís Mousinho de Albuquerque, em 23 de Janeiro de 1846.&lt;br /&gt;72&lt;br /&gt;E que, por isso, para evitar qualquer conflito com a necessária aparência de unanimidade, tenho delicada, e expressamente, rejeitado todos os lugares de poder administrativo ou electivo, nomeadamente os de coordenador de unidades pedagógicas e científicas, enquanto eles tiverem que parecer simples actividades de subordinação hierárquica, face à liderança do poder pessoal do presidente do colégio do conselho directivo, numa interpretação completamente contrária ao espírito e à letra da lei.&lt;br /&gt;73&lt;br /&gt;Porque esta consagra o princípio da separação de poderes. O qual  tanto rejeita o administrativismo do passado como o basismo revolucionário, impedindo que os cargos electivos, referendados ou plebiscitados pelo  basismo, possam ser convertidos em superiores hierárquicos da liberdade de ensinar e aprender e da própria liberdade de investigação científica.&lt;br /&gt;74&lt;br /&gt;Todos sabem que tenho assumido alguma, mas inequívoca, oposição à política levada a cabo pelo actual presidente do conselho directivo. Mas ninguém pode esquecer que não me rejo pelo tudo ou pelo seu nada, dado que a história dos factos vividos prova que o apoiei como mal menor, durante a última crise quase-revolucionária da escola.&lt;br /&gt;75&lt;br /&gt;Apenas gostaria de ver atenuado o centralismo vigente, nos dois próximos anos lectivos, através de um transição reformista no sentido descentralizador, para se semear uma reforma capaz de impedir a inevitável viradeira que se irá suceder, quando todos puderem dizer em voz alta o que, por temor reverencial, vão calando, face às expectativas de desenvolvimento da carreira e quando uma nefasta departamentalização feudalizante puder aparecer como reacção contra o concentracionarismo.&lt;br /&gt;76&lt;br /&gt;Reclamando o direito de, academicamente, pertencer a um simples centro excêntrico, quero declarar que, apesar de não acertar no acrítico apoio ao primado do poder directivo, tão firmemente estabelecido na escola, me declaro com o sincero desejo de ser concêntrico face às correntes profundas da nossa escola, as quais, por se perderem num quase centenário, não podem ser confundidas com os magníficos intérpretes da solidão no poder, que nos chefiaram na segunda metade do século passado.&lt;br /&gt;77&lt;br /&gt;Neste sentido, caso não haja condições mínimas para o funcionamento do projecto do Repertório Português de Ciência Política, sou obrigado a suspendê-lo nos moldes em que estava a funcionar, com uma entrada de cerca de mil consultas por dia.&lt;br /&gt;78&lt;br /&gt;Não desistirei, contudo, do investimento que fiz e continuarei a apelar para o bom-senso dos meus estimados colegas, a fim de que o mesmo não continue mero projecto pessoal, instalado num qualquer site de um qualquer país, situação a que só recorrerei em última instância.&lt;br /&gt;79&lt;br /&gt;Se o objectivo mais profundo é outro, expresso pelo meu afastamento do ensino no curso conducente ao mestrado de ciência política e pela pública desautorização que me foi dada, negando-se, a posteriori, o contacto preliminar para a contratação de um docente, para o qual, a priori, o contestante me deu confiança, poderei, sem qualquer excentricidade, concluir, que a manifesta intenção de evitar a contratação de amigos meus, como foi qualificada a proposta de contratação do falecido Doutor e Mestre pelo ISCSP, Luís Viana de Sá, se inscreve naquele projecto profundo que levou ao afastamento do doutoramento, em meados da década dos anos sessenta, de docentes da escola que, na altura, sofriam a mácula de não serem licenciados pela mesma escola.&lt;br /&gt;80&lt;br /&gt;Se persistirmos nestes serôdios preconceitos tribalistas, condenando à capitis deminutio todos os que não têm essa pretensa limpeza de sangue, numa espécie de estatuto de indigenato ao contrário, serei obrigado a reafirmar o meu frontal e dessassombrado clamor excêntrico, metendo cunha para que, pelo menos, honorariamente, me possa ser concedido o direito a ser licenciado pela escola, em nome do facto de, mais de metade do actual corpo docente estar ferido pela ilegitimidade de ter sido discente da minha excentricidade.&lt;br /&gt;81&lt;br /&gt;Neste sentido, requeiro formalmente a nomeação de uma comissão de análise ao trabalho levado a cabo pelo Centro de Estudos do Pensamento Político sob a minha direcção, para que, por palavras fundamentadas, possa ser elaborado um parecer que justifique o facto do mesmo nem sequer constante do portal central do actual projecto de site encomendado a um tarefeiro pelo Conselho Directivo.&lt;br /&gt;82&lt;br /&gt;Sugiro que os nomes em causa sejam naturalmente indicados pelo Presidente do Conselho Directivo, incluindo principalmente as pessoas que lhe tenham constantemente prestado sincedo, continuado e futuro apoio.&lt;br /&gt;83&lt;br /&gt;Solicito também que sejam dadas explicações à direcção do jornal Público on Line sobre a inevitável impossibilidade de colaboração com tal entidade.&lt;br /&gt;84&lt;br /&gt;E que seja elaborado um comunicado a ser distribuído pelas actuais entidades que têm recebido colaboração do actual Centro de Estudos do Pensamento Político, até para que seja comunicada ao Ministério da Educação a impossibilidade de acesso informático ao mesmo.&lt;br /&gt;85&lt;br /&gt;Sugiro finalmente que se procurem informações sobre os custos de programação junto do mercado das actividades produzidas pelo Centro, mas que, para o efeito, sejam contactadas entidades com garantia profissional e experiência consagradas.&lt;br /&gt;86&lt;br /&gt;Pedindo desculpa pela revolta profissional que aqui manifesto, e sem nunca atender aos conteúdos da actividade científica produzida, e que cabem à  minha inteira responsabilidade, declaro que não desistirei do investimento que fui fazendo nesta matéria e que continuarei disposto a entregá-lo à minha escola, caso me sejam dadas garantias de liberdade, responsabilidade e independência académica, valores que não dependem de conjunturas eleitorais nem dos acasos do comando burocrático.&lt;br /&gt;87&lt;br /&gt;Caso contrário, e porque estou verdadeiramente empenhado neste processo, continuá-lo-ei com o beneditino individualista dos investigadores do século XIX, sem poder partilhá-lo com uma equipa da escola, e serei obrigado, de acordo com a lei, a solicitar, a partir do próximo ano lectivo, a licença sabática a que tenho direito, a fim de poder cumprir a tal via oitocentista de investigação.&lt;br /&gt;88&lt;br /&gt;Também neste sentido, transcrevemos o que comunicámos formalmente ao Conselho Científico em 29 de Dezembro de 2003: os relatórios de auto-avaliação, para os quais a regulamentação em vigor exige a formal aprovação do Conselho Científico, se satisfazem os requisitos da hierarquia sistémica da avaliacionologia, optaram por um modelo unitarista de livro único, típico de uma tecno-estrutura e de acordo com a lógica geométrica das deduções cronológicas e analíticas.&lt;br /&gt;89&lt;br /&gt;Aliás, bem poderiam diluir-se no estilo dos documentos financeiros e planificacionistas emitidos pelo Conselho Directivo, de profunda marca tecnocrática, ou na linguagem das actas de reuniões de órgãos colectivos. Contudo, não deixam de conter matéria opinativa que, apesar de aparentemente inócua, apenas reflecte as concepções de universidade e de escola do Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho Directivo. Isto é, repetem o sentido do paradigma dominante nas últimas duas décadas.&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;Basta assinalar que, na nossa instituição, só existem, neste momento, em plenitude, dois coordenadores de unidades científicas e pedagógicas. Logo, seria inevitável que os relatórios em causa manifestassem o "statu quo", principalmente a ideologia científica e pedagógica que o sustenta e impregna.&lt;br /&gt;91&lt;br /&gt;Dado que o signatário, em nome da liberdade académica que lhe foi conferida por sucessivos concursos públicos, tem, fundada e permanentemente, exercido esse dever profissional, cometendo a heresia de evidenciar oposição a tal postura, não pode, em consciência, apoiar os modelos de relatórios, para que lhe solicitam opinião.&lt;br /&gt;92&lt;br /&gt;O nosso voto aprovativo só seria emitido se vivêssemos um ambiente de escola em perigo. Acontece que, por ocasião da primeira vaga de avaliações, a escola reagiu globalmente contra aquilo que foi unanimemente considerado como uma ameaça, emitindo adequadas defesas, nomeadamente as constantes em Primeira Avaliação do Iscsp, coordenação de Óscar Soares Barata, sendo a responsabilidade do signatário a coordenação do auto-estudo de I, pp. 119-251, bem como as respostas de pp. 314-317 e 356-359.&lt;br /&gt;93&lt;br /&gt;Fiéis ao conhecimento e às opiniões então emitidas, temos de reconhecer que, neste momento, os membros nomeados para as novas comissões externas, apesar de não coincidirem, na sua quase totalidade, com os indicados pelas escolas, garantem a segurança da independência do ISCSP, dado que, para tanto, foram mobilizados todos os nossos coordenadores de unidades científicas e pedagógicas em actividade, um deles Presidente do Conselho Directivo e outro Presidente do Conselho Pedagógico, bem como o Presidente do Conselho Científico e outros professores reformados, aposentados e jubilados que marcaram a escola.&lt;br /&gt;94&lt;br /&gt;Está assim garantido o desanuviamento, até porque todos os efectivos auto-avaliadores passaram a hetero-avalidores e as linhas de força de certas comissões reflectem aquilo que muitos qualificam como o "grupo do ISCSP".&lt;br /&gt;95&lt;br /&gt;Saúda-se, portanto, que, no caso concreto do relatório de auto-avaliação da licenciatura em relações internacionais, se proceda à natural e compreensível revisão do estilo e da gramática constante do primeiro relatório. Como também se torna curial que tal não possa ser sufragado pelo principal responsável do mesmo. Embora nos congratulemos com a circunstância do presente relatório poder estar de acordo com a maioria opinativa da presente comissão de avaliação externa. Aliás, o inócuo assumido até é conveniente para que não possam conhecer-se, através dos papéis emitidos, alguns dos elementos das raízes culturais da nossa autonomia nacional.&lt;br /&gt;96&lt;br /&gt;Quanto ao modelo constante do relatório de auto-avaliação da Licenciatura em Ciência Política, verifica-se que o mesmo constitui uma interessante peça de justificação emitida pelo principal autor da proposta curricular da mesma licenciatura, estando totalmente de acordo com as linhas ideológicas científicas constantes dos prospectos e guias da responsabilidade do mesmo Presidente do Conselho Directivo. Não podemos aprovar aquilo de que substancialmente discordamos.&lt;br /&gt;97&lt;br /&gt;Julgamos que a licenciatura padece da necessidade de uma adequada reforma, tanto por causa dos respectivos paradigmas, como, principalmente, em nome da realidade, nomeadamente da ditadura dos factos.&lt;br /&gt;98&lt;br /&gt;Estranha-se, no caso destes dois últimos relatórios, que tenham sido completamente olvidados os relatórios metodológicos sobre as matérias em causa, produzidos por professores da instituição em concursos para professores associados, para professores catedráticos e para provas de agregação. Bem como os manuais genéricos, também metodológicos, da autoria dos mesmos. Estranha-se, mas compreende-se tal silêncio.&lt;br /&gt;99&lt;br /&gt;Finalmente também se compreende o banimento de qualquer referência à actividade pedagógica e de vulgarização científica levada a cabo pelo Centro de Estudos do Pensamento Político, nomeadamente pela criação daquilo que foi, até à respectiva suspensão, o principal "site" de ciências sociais em Portugal e como tal referenciado internacionalmente. Os 173 MB (182.246.466 "bytes") disponibilizados publicamente, em cerca de 12 000 ficheiros, a citação nacional e internacional como líderes dos motores de pesquisa e um quarto de milhão de consultas "on line" não merecem, no auto-estudo, um único "byte" ou "linha". Estranha-se, mas compreende-se.&lt;br /&gt;100&lt;br /&gt;Mantemos todas as posições públicas que assumimos sobre o anterior processo de avaliação. Congratulamo-nos especialmente com a tomada de posição na reunião de Aveiro, onde dois dos professores do ISCSP que ergueram a voz contra o sistema de avaliação sabiam perfeitamente o que era a lógica do poder. Até colaborámos com o sistema, indicando, aliás a posteriori, aquele que viria a ser o presidente da comissão da avaliação externa de uma das comissões.&lt;br /&gt;101&lt;br /&gt;Temos de reconhecer que, sendo a maioria dos avaliadores escolhidos entre os seguidores de um determinado paradigma é de inferir que no relatório final do mesmo grupo se elogie o seguidor. Congratulamo-nos.&lt;br /&gt;102&lt;br /&gt;Quem conhece os meandros da aparentemente anónima burocracia que escolheu os avaliadores sabe também da genealogia que marca o respectivo subsolo.&lt;br /&gt;103&lt;br /&gt;Em qualquer dos casos, há quem continue a considerar que há autonomia académica e liberdade de cátedra, no activo e até activista. Criticando-se a interferência da burocracia administrativa na vida universitária. Reconhecendo-se que a legitimidade avaliadora é apenas hierarquista face ao poder político estabelecido. Exigindo-se progresso, inovação e imaginação criadora. Isto é, rejeitando-se que os textos avaliativos possam servir de base a uma nova-velha Dedução Cronológica e Analítica e ao consequente livro único.&lt;br /&gt;104&lt;br /&gt;Apenas concluímos esta nossa declaração de voto, repetindo o que dissemos em Janeiro de 1998, em resposta à Comissão de Avaliação Externa: "a instituição ISCSP, com a tal ideia de obra que lhe dá alma, transformou-se numa criatura que se desenvolve através de uma lógica própria, adaptada às circunstâncias, com memória e com identidade, que a fez libertar dos próprios criadores, numa instituição centenária que continua a viver e a responder aos desafios que já não são o problema colonial e as angústias da guerra fria".&lt;br /&gt;105&lt;br /&gt;Depois de uma série alertas, orais e escritos, sempre emitidos institucionalmente, fomos assim obrigados a solicitar uma licença sabática para o ano lectivo de 2004-2005, período em que tanto fomos simbolicamente afastados das regências das disciplinas de que éramos titulares no ISCSP, como até de membros de júris do grupo de disciplinas de que somos decanos, embora esta última actuação, por violar a lei, tenha sido superada por intervenção da reitoria.&lt;br /&gt;106&lt;br /&gt;Naturalmente, durante o período da sabática, mantivemos a nossa cidadania académica e assumimos alguma liderança organizacional nas listas que concorreram ao Conselho Directivo, à Assembleia de Representantes e ao Conselho Pedagógico e que acabaram por vencer as que foram patrocinadas pelo anterior presidente do Conselho Directivo. Apesar de convidados pelos colegas, não aceitámos nenhum lugar de direcção nos novos órgãos da escola, apenas assumindo a qualidade de representante dos professores na Assembleia.&lt;br /&gt;107&lt;br /&gt;Entretanto, solicitámos o fim da nossa colaboração docente com a Faculdade de Direito de Lisboa, recebendo um emocionante louvor do Conselho Científico da instituição que aqui não transcrevemos, mas que consta dos arquivos. Com ele se marcou o fim de um certo ciclo de vida docente, dado que sem tal acumulação não teria sido possível aguentar a pressão da liderança formal e real do ISCSP no sentido de uma marginalização equivalente à que ainda sinto como académico de número da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, onde nem sequer conseguimos receber uma única convocatória, assim se demonstrando como na prática é outra a teoria da mentalidade das escolas de regime e do consequente temor reverencial.&lt;br /&gt;108&lt;br /&gt;Nestes cinco anos de trabalho como catedrático de nomeação definitiva, continuámos a dedicar-nos exclusivamente à missão de professor, concentrados no âmbito da especialidade de ciência política, muito principalmente na área da teoria geral da política, conforme a terminologia recentemente consagrada pelo Professor Norberto Bobbio.&lt;br /&gt;109&lt;br /&gt;Isto é, a nossa aparente dispersão pelo ensino da ciência política e da filosofia do direito e do Estado apenas reflectiu uma íntima opção por um modelo epistemológico da engenharia de conceitos da teoria política que, na linha neoclássica, de uma Hannah Arendt, de um Eric Voegelin, de um Leo Strauss, coincide com a procura do impulso neokantiano da sociologia compreensiva de Max Weber e dos modelos fenomenológicos e vitalistas, na senda de Gurvitch e, mais recentemente, de Blandine Kriegel, Simone Goyard-Fabre, Giovanni Sartori ou Norberto Bobbio.&lt;br /&gt;110&lt;br /&gt;Porque o direito do Estado de Direito Democrático e as coisas políticas, o político, de uma polis radicalmente democrática, estão, sempre estiveram e estarão unificadas pelo valor matricial do valor justiça e sempre serão politeia, exigindo o sonho da procura do melhor regime, com os pés assentes nas circunstâncias do tempo e do lugar, nessa ideia ou essência que só se realiza através da existências, adequando os princípio da justiça política àquele experimentalismo que nos diz que só por dentro das coisas é que as coisas realmente são.&lt;br /&gt;111&lt;br /&gt;Aqui repito o que proclamei no portal da minha dissertação de doutoramento, de 1990: embora as minhas raízes intelectuais se fundem no chão jurídico-filosófico de mestres como Cabral de Moncada e de António Castanheira Neves e nas influências da luminosidade meridional de certa tradição reflexiva francesa – de Camus a Saint-Exupéry, de Maritain a Mounier, foi no ISCSP que vim aprender, à maneira socrática, o sentido global da polis, através do regresso às concepções clássicas de ciência. É a essa autonomia do político e da política que pretendo continuar fiel, ao serviço desta escola de liberdade, e desta Universidade que tem como símbolo a estrada boiante que deu novos mundos ao mundo, sempre da Europa para o Atlântico, a caminho do Sul...&lt;br /&gt;112&lt;br /&gt;O professor tem, na verdade, que professar, que viver como pensa, sem pensar como vive. Por isso repeti na última obra de fundo a nossa procura de fazer comunicar a moral, o direito, a política e a própria teologia, como também de metateorias propiciadoras de uma aliança metodológica entre as chamadas ciências da natureza e as ditas ciências da cultura. Por isso, observo agora que não temo ficar mal com os juristas normativistas, que me vêem como politólogo, e com alguns seguidores do dogmatismo neopositivista de certas ciências sociais, que me desdenham como normativista. Continuarei a semear esta minha pertença a uma corrente de pensamento onde não reclamo originalidade, que veio antes de mim e que continuará depois de mim, onde eu apenas sou pigmeu sobre a cabeça de um gigante.&lt;br /&gt;113&lt;br /&gt;Contudo, a actividade como professor não me tem impedido de desempenhar tarefas cívicas, onde mantenho a vice-presidência do Movimento Cívico Intervenção Radical, tendo até sido candidato, por um partido, a que brevemente pertenci no momento fundacional, tanto a deputado europeu como a deputado para a Assembleia da República.&lt;br /&gt;114&lt;br /&gt;A nível da docência no ISCSP, somos regente das disciplinas de Ciência Política da Licenciatura em Relações Internacionais e de Teoria do Estado e de Regimes Políticos, da Licenciatura em Ciência Política e coordenadores de outras cadeiras, nomeadamente de Princípios Gerais de Direito, que directamente regemos até ao ano lectivo de 2003-2004. Curiosamente, continuamos sem poder reger qualquer disciplina a nível de mestrado, tanto na área da ciência política como das relações internacionais.&lt;br /&gt;115&lt;br /&gt;Concluímos no passado ano lectivo a nossa colaboração com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde fomos regentes das cadeiras de Filosofia do Direito e de Relações Internacionais, do 5º ano da Licenciatura em Direito, onde deixámos manuais, e no mestrado, nas disciplinas de Teoria das Relações Internacionais e de Ciência Política e também fomos regentes de História do Pensamento Jurídico.&lt;br /&gt;116&lt;br /&gt;Centrando agora a nossa visão a nível do ISCSP, decidimos aceitar o desafio de dar o nosso contributo para a nova Licenciatura em Ciência Política, e a partir do ano lectivo de 1999-2000  apostámos na regência das disciplinas de Teoria do Estado e de Regimes Políticos, contrariamente ao que praticávamos no ano lectivo de 1998-1999, quando ainda regíamos directamente a disciplina de História do Projecto Europeu da Licenciatura em Gestão e Administração Pública. Largámos também a directa participação na disciplina de Nacionalismo e Identidade Política na Licenciatura em Antropologia.&lt;br /&gt;117&lt;br /&gt;A principal aposta de trabalho no começo do quinquénio foi a do lançamento efectivo do Centro de Estudos do Pensamento Político e a construção do projecto do Repertório Português de Ciência Política, apresentado perante os peritos da FNCT em 14 de Abril de 2000. Decidimos também enveredar pelo lançamento da página Respublica do Centro de Estudos do Pensamento Político na Internet, e que chegou a ser o quase único site português nos domínios das ciências sociais e políticas, com cerca de 36 megabytes de informação disponível on line.&lt;br /&gt;118&lt;br /&gt;A aventura individual e institucional nos domínios da World Wide Web desencadeou-se a partir de finais de 1997, ficando disponível a partir de Janeiro de 1998 uma página profissional.&lt;br /&gt;119&lt;br /&gt;Saliente-se que o modelo havia sido programado nas nossas próprias provas de agregação, quando editámos a primeira versão de Redes Informativas de ciência política, onde incluímos um inventário de cerca de três mil sites sobre a matéria, nomeadamente com a listagem, por país, das associações de ciência política, instituições académicas, universidades, partidos e instituições governamentais, bem como com a indicação das principais editoras e revistas internacionais de ciência política. Inventariavam-se também índices geográficos, índices gerais, bibliotecas, guias genéricos para ciências sociais, assoociações nacionais e internacionais de ciência política, métodos e teorias, pensadores políticos e ideias, instituições governamentais e administrativas, processo político, relações internacionais, dados estatísticos, governos, partidos, actividades profissionais e constituições.&lt;br /&gt;120&lt;br /&gt;É este acervo documental que está disponível na página do ISCSP onde, regularmente, se verificaram dezenas de consultas diárias, com grande percentagem de acessos internacionais. Em 5 de Dezembro de 2000, estavam registadas cerca de cinco mil consultas, com 20% de acessos internacionais, principalmente do Brasil. Havia também cerca de duas centenas de referências directas nas redes de buscas internacionais.&lt;br /&gt;121&lt;br /&gt;Estas actividades que nos absorveram mais de metade do nosso tempo útil de trabalho, obrigaram-nos a abandonar outras tarefas. Assim se compreende que, em Fevereiro de 1999, tivesse finalmente sido aceite o nosso terceiro pedido de exoneração das funções de coordenador da unidade científica e pedagógica da Relações Internacionais, numa altura em que findava o processo de avaliação externa da Licenciatura. Isto, em nome da rotatividade e coincidindo até com a nossa plena discordância face ao modelo prático avaliador.&lt;br /&gt;122&lt;br /&gt;Mantivemos também a nossa colaboração como conferencista no Instituto de Defesa Nacional, actividade que exercemos regularmente desde 1988, depois de termos sido auditor no Curso de Defesa Nacional de 1987. Fomos afastados do processo durante a gestão do ministro Paulo Portas, por razões óbvias, publicamente conhecidas.&lt;br /&gt;123&lt;br /&gt;Ao longo destes cinco anos participámos, por dever de ofício, coisa bem diversa de paixão, em inúmeros júris de mestrado, doutoramento, concursos para associado, provas de agregação e concursos para catedrático, ocorridos na escola e como contam dos arquivos da secção de pessoal e das actas do Conselho Científico e que aqui damos como transcritos. Fomos também convidados e pudemos participar em júris de doutoramento e de provas de associado e de catedrático na Universidade Nova de Lisboa (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, nomeadamente no doutoramento por mim orientado de Cristina Montalvão Sarmento, em 2003, e nas provas de agregação Martins Canaveira), na Universidade de Lisboa (Faculdade de Direito, com destaque para as provas do concurso de associado de António Pedro Barbas Homem, de que fomos relator, e de doutoramento de José Alberto Reis Lamego), na Universidade do Minho (concurso para professor associado, onde foi provido Luís Filipe Lobo Fernandes e concurso para professor catedrático, onde foi provido Manuel Gonçalves Martins) e na Universidade de Coimbra (nomeadamente no doutoramento de Mário Reis Marques e no concurso para catedrático de Fernando Pinto Bronze). Depois de contactados fomos desconvidados para outros júris, nomeadamente na Universidade dos Açores, depois de ter sido recrutado um professor emérito da nossa Universidade, momento a partir do qual deixámos de ser referidos para provas da nossa área noutras universidades de província.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703253-3226575989389087786?l=meucadastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/3226575989389087786/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8703253&amp;postID=3226575989389087786' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/3226575989389087786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/3226575989389087786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/2007/08/relatrio-de-actividades-fevereiro-de.html' title='Relatório de actividades (Fevereiro de 2001-Fevereiro de 2006)'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253.post-109807939367554523</id><published>2004-10-17T23:01:00.000-07:00</published><updated>2004-10-17T23:03:13.676-07:00</updated><title type='text'>Adesão ao nacionalismo liberal</title><content type='html'>&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Marcado pelas circunstâncias dos meus tempos de estudante universitário de Coimbra, entre a crise académica de 1969 e o 25 de Abril de 1974, nunca andei pelas barricadas da esquerda,  mas,  antes nas zonas de fronteira da chamada direita coimbrã, quando tinha um pé na zona emocional dos monárquicos oposicionistas, que tinham apresentado a lista da Comissão Eleitoral Monárquica nas eleições de 1969, e outro, no chamado lusotropicalismo, que tinha a ilusão romântica de apoiar o spinolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; A história vivida e estudada fez-me, assim, anti-revolucionário, enquanto o pendor tradicionalista me levou a acentuar o anti-absolutismo. Permaneci de direita e assumi-me como liberal. Fui, aliás, especialmente marcado pelo estudo da história das ideias políticas portuguesas e pela redescoberta do nacionalismo liberal de Garrett, Herculano, Pascoaes e Leonardo Coimbra. Amadureci, depois, com aquela formação jurídica que me desvendou os segredos do Estado de Direito e a axiologia jurídica personalista, misturando a racionalidade valorativa com a racionalidade finalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Faço assim parte daquela geração marcada por sucessivas derrotas e outras tantas maldições, porque, estando mal com o regime anterior a 1974, nunca secundou as modas do Maio 68, vivendo entre um certo romantismo nacional-revolucionário e a permanência de alguns sinais de um tradicionalismo monárquico, institucionalista e anti-estatista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Assumindo estas raízes, observei comprometidamente o processo revolucionário, que teve o seu curso em 1974-1975, como inevitável consequência da chegada ao aparelho de poder daquela esquerda que já dominava os aparelhos culturais e era subsidiada pelos aparelhos económicos. Esta tribo político-cultural foi, por isso, condenada à resistência, à desistência ou ao silêncio. Atirada para o exílio, a prisão, o saneamento ou a simples marginalidade, não pôde, ou não quis, alinhar na encenação partidária ocorrida a partir de então. Por isso, muitos de nós só reencontraram através da imaginação criadora de Francisco Lucas Pires, já depois da chamada revolução conservadora e liberal dos anos oitenta nos ter reanimado, enquanto certa extrema-esquerda se reciclava em Oxford, nos Estados Unidos e nas sacristias italianas, para, depois, com os holofotes dos mass media, se aliar a salazaristas e a outros clones, para, mais uma vez, aparecer na crista da onda nova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Por mim, acolhendo-me à sombra da bandeira do nacionalismo liberal, ideia já assumida, cinquenta anos antes, por Fernando Pessoa, aderi, pela primeira vez a um partido, sonhando que o portugueses podiam retomar algumas sendas do republicanismo antijacobino e antipositivista, do liberalismo monárquico e do consensualismo pré-pombalino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Assim, marcado pela mesma fonte axiológica que levou à democracia-cristã original e fiel à matriz que gerou a democracia social do pós-guerra, institucionalista e personalista, considerei que tal fundo permanente de valores podia iluminar a sensibilidade liberal, acentuando a luta contra o estatismo, socialista, social-democrata ou simplesmente tecnocrático.  Nacionalista por princípio e apenas liberal por conclusão, considerei que esse CDS poderia enraizar-se na sociedade portuguesa, se se portugalizasse doutrinariamente.&lt;br /&gt;Tentei, então, pela militância partidária, denunciar um sistema político-económico, filho bastardo de um projecto de revolução comunista e de um situacionismo comodista, onde se misturou o ódio da inveja com a desigualdade e a falta de justiça social. Um sistema onde não havia moralidade e onde só alguns continuaram a comer à mesa do orçamento. Um sistema que, depois, caiu na teia da personalização do poder e dos consequentes vícios do autoritarismo, mesmo quando aparecia vestido com as peles de cordeiro da democracia plebiscitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Aderi a um partido que assumiu a resistência ao marxismo-gonçalvista e que, depois do percalço de uma ligação a um governo socialista e o segundo parceiro da coligação vencedora das eleições de 1979, estava, então, no oposição, e tinha de crescer a partir da sua própria história para, sem renegar o passado, se assumir como fulcro de uma nova maioria para mudar Portugal, como a força desencadeadora de um novo sistema político democrático que libertasse Portugal das algemas do socialismo e da revolução. Porque os portugueses tinham que vencer a revolução para construir a democracia plena e acabar com o socialismo para dignificarem o cidadão e a sociedade, enquanto esteios do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Acreditando ser possível uma nova maioria assente numa alternativa moral, enraizada na sociedade civil e na autonomia dos cidadãos, eis que, em pleno Bloco Central, defendi que o partido não devia chegar ao poder pelo poder, mas lutar para mudar o próprio sistema de poder, recusando a luta política entendida como mera continuação da guerra civil por outros meios. Porque, quem havia recusado a ruptura revolucionária ou simplesmente golpista, não podia a seguir as metodologias dos ecletismos hibridamente passivos, típicos dos centristas, esses que apenas dizem situar-se entre a direita e a esquerda. Pelo que devia assumir uma nova forma de combate político ao serviço de valores que ultrapassassem os meros fins político-partidários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Entendi que havia um projecto dotado de uma base ética, inspiradora de várias acções políticas, de marca democrata-cristã, liberal e conservadora. Porque importava acompanhar o renascimento liberal que, no Ocidente de então, começava a reconciliar a tradição com o progresso e o desenvolvimento económico com a justiça social, nos quadros da autonomia da sociedade civil e de um Estado com menos extensão e mais autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Acentuei, sobretudo, a necessidade de se assumir a tradição da direita democrática e regeneradora fazendo mergulhar o ideário do partido nos factores democráticos da formação de Portugal e reencontrar o universalismo da tradição portuguesa com as formas representativas da democracia. Porque só poderíamos universalizar-nos sem nos desnacionalizarmos, enraizando a democracia no nosso próprio modo de estar no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Defendendo a alternativa de uma nova direita democrática, da força de uma filosofia de esperança, considerei necessário que se vencessem os complexos de esquerda e os fantasmas revolucionários. Haveria que assumir a revolta dos portugueses para se recuperar a identidade nacional, dignificar a democracia, salvaguardar a esperança e construir o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Talvez por tudo isto é que, quando o então meu partido, novamente presidido por Diogo Freitas do Amaral, se deparou com a hipótese de eu poder substituir o deputado eleito por Braga, acidentado na Jamba, em Angola, nos quatro notáveis que o povo havia escolhido para o CDS, acabei por ascender formalmente ao hemicilo de São Bento, de 31 de Agosto a 24 de Setembro de 1987. Acontece que, graças à diligência do então chefe do grupo parlamentar, Professor Doutor Narana Sinai Coissoró, também ele substituto, apenas me foi dado conhecimento de ter sido deputado da pátria, depois de  já o ter sido, numa altura em que um jornal dependente da direcção do partido anunciava o receio do táxi freitista-adrianista ver ascender um perigoso radical a tal postura de livre expressão da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703253-109807939367554523?l=meucadastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/109807939367554523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8703253&amp;postID=109807939367554523' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109807939367554523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109807939367554523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/2004/10/adeso-ao-nacionalismo-liberal.html' title='Adesão ao nacionalismo liberal'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253.post-109807923141245202</id><published>2004-10-17T22:58:00.000-07:00</published><updated>2004-10-17T23:00:31.413-07:00</updated><title type='text'>O abandono do CDS nos tempos do segundo Freitas</title><content type='html'>&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; A minha maneira de ser direita liberal sempre se incompatibilizou com os que entenderam o liberalismo de acordo com as concepções restritas do neo-liberalismo e com os que tentaram uma direita de beatério populista. Com efeito, a direita que passou a dominar o CDS era uma direita burguesa demais para os pequenos-burgueses e citadina em excesso para os ruralões. Era uma direita muito esteticamente yuppie e neo-rockeira que não gostava de plebeus do terra a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Saí do partido quando o mesmo passou a ser um mero agente do eixo Lisboa-Cascais, com delegação na Foz do Porto e outras tantas tentativas de imitação nas muitas discotecas da província. Isto é, quando se transformou no partido da geração de O Independente, tudo com óculos de marca exógena, tudo com casaquinhos de executivo de multinacional, tudo com as mesmas vestes da geração banco-burocrática. Quando voltou a cair na armadilha de um grupo que, tendo a má imagem do partido dos ricos, tratou de aderir, através de todas estas opções geracionais, mais estéticas e vivenciais do que políticas, às próprias ideias dos ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; A opção, que até foi benéfica em termos de resultados eleitorais, constituiu, para mim, uma flagrante violação daquilo que considerava o cerne da lealdade básica às minhas origens e às minhas concepções do mundo e da vida, marcadas pelo tradicionalismo consensualista português, de raiz monárquica e institucionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt;  Sendo mais libertacionista do que liberalista, continuei a reivindicar aquele conceito tomista de justiça que a não reduz à justiça comutativa do animal de trocas, antes exige a permanência vivificante da justiça distributiva e da justiça social. Neste sentido, tinha que continuar a acentuar os valores da solidariedade e da justiça, na linha dos desenvolvimentos doutrinários de João Paulo II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Pertenço a uma direita sociológica com alguns laivos justicialistas que não subscreve o entendimento quase marialva do conceito de direito de propriedade. Julgo, aliás, que o nosso proprietarismo vem menos da revolução burguesa do século XIX, do que da revolução alodial do minifundarismo medieval, onde mergulham os factores democráticos da formação de Portugal. Porque adiro a esta concepção do mundo e da vida, tenho de me posicionar contra os actuais defensores da religião secular do mercadismo, protestante demais para as minhas raízes franciscanas e jesuíticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; E não me bastou que alguns batessem com a mão no peito do pieguismo e do pietismo, porque, mesmo num partido marcado pela axiologia da democracia-cristã tinha que assumir-se uma perspectiva política independente da sacristia e dos muitos beatos que dela eram satélites.&lt;br /&gt;Sendo daquela direita que está muito à esquerda do marialvismo, do pietismo, do mercadismo e do proprietarismo, sempre quis ter as mãos livres para poder votar na força política que fosse mais próxima desta mundivivência. Porque considero que a política tem de ser marcada pela preponderância da ética da convicção sobre a ética da responsabilidade, não sou capaz de ceder aos neo-maquiavelismos e neo-realismos que adoram o bezerro de ouro do utilitarismo e do pragamatismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Foi, então, que, exercendo um dos meus direitos fundamentais, que era o de pedir a desfiliação do CDS, invoquei o princípio geral de direito sic rebus, sic stantibus. Não o fiz, contudo, à maneira dos divórcios litigiosos, onde o amor-ódio costuma embrenhar-se em pretextos de faca e alguidar, sejam decisões congressistas ou actos pessoais de ingratidão da liderança mais recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Se mantive a minha relação de comunhão institucional com tal entidade, logo concluí que esse amor passou a pertencer a um passado que foi deixando de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Mas não fiquei desiludido da luta política, dado que a mesma me continuou a entusiasmar e desenvolvendo certa sociologia da esperança nesses domínios, apareci como activista do movimento Portugal Plural, um dos fundadores da organização cívica Intervenção Radical e estive presente, desde os caboucos, no projecto de partido Nova Democracia. Sempre tive a limpeza de querer sujar as mãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Sentia-me, então, cada vez menos liberal e cada vez mais libertacionista, cada vez mais nacionalista e cada vez menos soberanista, cada vez mais tradicionalista e cada vez menos conservador. Logo, não podia aceitar o maniqueísmo dos que falavam numa fronteira mítica entre capitalismo e socialismo, entre o Estado e a Sociedade e entre Portugal e a Europa.&lt;br /&gt;Porque depois do globalismo que acompanhou o fim da guerra fria e da integração de Portugal no projecto europeu, nem libertar podia ser construir o liberal com o martelo da injustiça nem conservar o que está podia confundir-se com conservar o que deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Quem não entende que a justiça é o novo nome da igualdade e a continua a reduzir à comutação, esquecendo que a mesma tem também de ser justiça distributiva e justiça social, está a admitir que pode haver liberdade sem igualdade e libertação individual sem solidariedade, o que   pode ser de muita outra doutrina, mas não é certamente da minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Quero tentar comprometer-me, muito evangelicamente, com a memória do sofrimento, em vez de alinhar como homem de sucesso, e prefiro assumir a condição de pai, em aliança com os filhos, sem esquecer os pais dos meus pais e os filhos dos meus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Sendo um marginal de direita, se, por um lado, me considero herdeiro daquela tradição monárquica que sempre assumiu o reino anti-absolutista como uma das melhores formas republicanas de governo que até hoje tivemos, mantenho esta postura anti-moderna, tomando partido pela Vendeia contra o terrorismo da Razão dos sucessivos Robespierres com que o jacobinismo nos tem brindado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Nunca precisei de ser de esquerda para assumir o libertacionismo, o nacionalismo místico, o federalismo descentralizador, o comunalismo e o solidarismo justicialista, apesar de olhar com simpatia certos esforços dos socialistas proudhonianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Coincido também com algum legado da democracia-cristã, mas nunca poderia aderir ao confessionalismo dos que esperam a chegada de um partido centrista, aprovado pela Conferência Episcopal Portuguesa ou por resolução do conselho de ministros, dado que persisto em defender a perspectiva laica, de fundo estóico que marca o profundo humanismo ocidental, onde se devem reconciliar o humanismo cristão e o humanismo  maçónico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Subscrevo, aliás, as teses de certos teólogos da libertação, para quem a força da libertação provém da memória do sofrimento, como consciência negativa de liberdade futura e como estimulante para agir, no horizonte desta liberdade, de modo a superar o sofrimento. Uma memória do sofrimento que força a olhar para o “theatrum mundi” não só a partir do ponto de vista dos bem-sucedidos e arrivistas mas também do ponto de vista dos vencidos e das vítimas, para utilizar palavras de Johann Baptist Metz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703253-109807923141245202?l=meucadastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/109807923141245202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8703253&amp;postID=109807923141245202' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109807923141245202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109807923141245202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/2004/10/o-abandono-do-cds-nos-tempos-do.html' title='O abandono do CDS nos tempos do segundo Freitas'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253.post-109807901028470116</id><published>2004-10-17T22:53:00.000-07:00</published><updated>2004-10-17T22:56:50.286-07:00</updated><title type='text'>Primeiras intervenções no jornalismo de ideias</title><content type='html'>&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; O primeiro artigo de intervenção cívica que publiquei, quando andava no primeiro ano da Faculdade de Direito de Coimbra, surgiu no semanário O Debate, em 12 de Março de 1970, com um significativo título: O Mal Está na Raiz. Contudo, a censura logo despachou metade de um texto onde ingenuamente procurava a verdadeira ordem e proclamava a minha fé de jovem monárquico, ainda marcado pelas leituras que fazia de António Sardinha e Luís de Almeida Braga, os meus primeiros mestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; No artigo seguinte, onde propunha contribuir Para a Reforma do Homem, já mostrava ingénuas pretensões teóricas sobre a solidariedade e o sentido social, sendo claramente influenciado pelo ensino personalista de António Castanheira Neves com quem aprendi a invocar Aristóteles, Kant e Teilhard de Chardin. Foi o ponto de partida para alguma actividade de jornalista de ideias, com centenas de escritos dispersos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Não me faltou, ainda antes de 1974, uma inequívoca defesa das teses e práticas do General António de Spínola, depois de ter visitado a Guiné, onde, sob o magistério de Manuel Belchior, outro nome de uma galeria de ilustres afastados por não se submeterem ao revisionismo histórico, assisti a algumas sessões do Congresso do Povo e contactei com alguns dos militares que irão ter intervenção no frustrado movimento de 16 de Março de 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Dois anos depois, já tentava analisar a crise psicológica do país, na senda do pensamento de António Quadros, considerando que o absolutismo antifascista continuava tão absolutista. quanto o anticomunismo do antigo regime e temendo que a democracia pudesse perder o sentido dos gestos, naquilo que qualificava como uma espécie de guerra civil fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Viviam-se os vícios de uma ressaca pós-revolucionária que não conseguia desatar os nós do 11 de Março de 1975 e quando não se entendia que as maiorias políticas estáveis e coerentes só seriam alcançadas quando precedidas por uma maioria moral e cultural. Aliás, Portugal quase parecia querer entrar para o Guiness da social-democracia que se estendia de José Miguel Júdice a Manuel Alegre, passando por destacados ex-discípulos de Arnaldo de Matos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Critiquei frontalmente o complexo isolacionista do cavaquismo, a quem convinha à mesma direita um partido que considerasse a direita incompatível com a liberdade, numa altura em que o CDS acentuava a defesa da liberdade e do institucionalismo democrático, contra a nebulosa de um cheque em branco a eventuais homens providenciais. Então, Cavaco Silva tentava fazer o contrário do laxismo dos governos soaristas, assumindo uma acutilância que, apesar de corajosa, tocava, por vezes as raias da arrogância. Porque, se não queria repetir o Marquês de Pombal nem João Franco, parecia, por vezes, cair nas tentações de Costa Cabral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Na altura o líder do PSD afirmava-se social-democrata e bernesteiniano, admirador do socialismo reformista a alemã e adepto da esquerda moderna, quando o respectivo partido não passava de uma entidade atrappe tout, como uma federação de famílias unificadas por um estilo individual de liderança, onde contava menos a ideologia e mais o discurso eficaz, capaz de levar a bons resultados eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Poucos percebiam que as pós-revoluções são restaurações, onde a continuidade supera a evolução. Porque aos Invernos, mais ou menos longos, se sucedem as Primaveras e, a estas, os Verões, mais ou menos quentes, para que, com o Outono, se volte ao cair da folha. Aliás, o dito cavaquismo dobrava-se sobre si mesmo e, debatendo-se com os seus próprios fantasmas, corria sérios riscos de esquizofrenia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Já então considerava que a direita ou seria uma nova direita ou não podia ser nada em termos políticos. Porque a direita que não teme ser de direita concebe a democracia numa perspectiva gassettiana, como uma espaço de diálogo entre adversários. Um diálogo entre posições que, por serem diversas, não podem deixar de ter lugares-comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Critiquei Cavaco Silva por este ter proclamado que quem não apoiasse o respectivo governo seria arrastado pelos comunistas, considerando que o complexo isolacionista podia ser um péssimo conselheiro. Invocando o facto de Sá Carneiro ter denunciado o poder pessoal de Ramalho Eanes, quando este assumiu o hibridismo bonapartista, rejeitei frontalmente a nebulosa de um cheque em branco em eventuais homens providenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Analisei a direita disponível para integrar o situacionismo cavaquista, com destaque para a direita jet-set, a tal direita dos interesses que não quer conciliar-se com a direita dos princípios e que criticava o CDS de então por este se assumir como o partido dos pobres. Porque havia um país das realidades que acredita na liberdade contra o condicionamento da criatividade, que ansiava por justiça social contra os privilégios, que preferia a solidariedade ao falso igualitarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://maltez.info/pontored.gif" /&gt; Atacando o PSD, por este pretender assumir-se como um Estado dentro do Estado, considerei que a herança de Sá Carneiro não podia admitir sucedâneos de bipolarização. Uma pentarquia onde os dois maiores partidos queriam bipolarizar-se solitariamente, criando artificialmente um rotativismo que admitiam poder ser de simples governos minoritários.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703253-109807901028470116?l=meucadastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/109807901028470116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8703253&amp;postID=109807901028470116' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109807901028470116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109807901028470116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/2004/10/primeiras-intervenes-no-jornalismo-de.html' title='Primeiras intervenções no jornalismo de ideias'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253.post-109795651683243780</id><published>2004-10-16T13:53:00.000-07:00</published><updated>2004-10-16T12:55:16.833-07:00</updated><title type='text'>As deduções cronológico-analíticas</title><content type='html'>Face aos inúmeros testemunhos que têm vindo a público sobre actos de saneamento, censura, persiganga, afastamento e outros que tais, movidos pelo presente situacionismo, decidi começar a publicar alguns excertos do meu arquivo pessoal sobre as delícias do presente totalitarismo doce, a nível do poder infra-estrutural.Começo por uma missiva dirigida a um dos inspiradores ideológicos do director de um dos principais diários da nossa praça, bastante íntimo do novo grupo de "think thank" que constitui a matriz doutrinária daquela nossa direita governamental que tem traduzido Bush em calão "pós-moderno".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exª S... D... e Pós-D... M... da ..:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tomar conhecimento das afirmações de Vossa Excelência, publicadas no "Diário...", e submetendo-me às cronológicas e analíticas deduções que, muito cientificamente, decretou, sugiro que, em nome da fidelidade constitucional, promova a necessária aplicação da legalidade quanto à efectivação da necessária punição proibitiva, sobre as organizações fascistas, ao ... a que pertenço, denunciando a circunstância ao Ministério Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como militante e fundador dessa pérfida organização, para que tão ingenuamente fui arrebanhado, e no seguimento de reiteradas afirmações tão doutorais como a de Vossa Excelência, confirmando, aliás, outras prévias determinações de outros dois colegas do douto colégio científico onde se insere, e sem qualificar tal processo como campanha inspirada por patriarcais semeadores das luzes do milénio, que nisso têm conveniência e oportunidade, apenas me permito solicitar os fundamentos científicos de tal isenta qualificação, agradecendo que me possam ser indicadas as vias bibliográficas e as recolhas de informação existentes em Vossa distinta pesquisa, no sentido da prova de tão feliz e livre expressão, sem recurso aos agentes da ex-Pide e da ex-KGB que frequentam certos círculos universitários, onde, eventualmente, podemos cruzar-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso Vossa Excelência tenha consigo a verdade qualificativa, quero, desde já, manifestar-lhe a minha disponibilidade para a instituição de um rápido e eficaz movimento de caça aos fascistas que livre a nossa democracia pluralista desses ferozes bandos de extremistas da direita e, caso seja possível, também de outros não menos ferozes criadores dos totalitarismos do centro, da direita e da esquerda, incluindo ex- e actuais fascistas, estalinistas, trotskistas, maoístas, miguelistas, congreganistas, integralistas, maurrasianos, ministros de Salazar, Vasco Gonçalves, admiradores de Pol Pot e outros que tais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que disso sejam isentos certos devaneios juvenis de totalitarismo esquerdista de actuais e pretensos professores e monopolizadores do conceito de democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda a solidariedade extintiva, e reconhecendo a eficácia da regra propagandística que determina o "menti, menti, que da mentira alguma coisa fica".José Adelino Maltez, detentor do exame da quarta classe do ensino primário lusitano.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703253-109795651683243780?l=meucadastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/109795651683243780/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8703253&amp;postID=109795651683243780' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109795651683243780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109795651683243780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/2004/10/as-dedues-cronolgico-analticas.html' title='As deduções cronológico-analíticas'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253.post-109795311696458601</id><published>2004-10-16T11:55:00.000-07:00</published><updated>2004-10-16T11:58:36.963-07:00</updated><title type='text'>Carta-compromisso de actuação política (1985)</title><content type='html'>Lisboa, 30 de Novembro de 1985&lt;br /&gt;Exº Sr. Professor Doutor Adriano Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque Deus escreve direito por linhas tortas, os desígnios do "acaso" e o providencial da "necessidade" fizeram eleger V. Exª como Presidente da Comissão Política do CDS, com uma nova equipa directiva, a que tenho a honra de pertencer. Mudança de líder e, porque o estilo é o homem, uma inevitável alteração do discurso ideológico do partido, com redução da chamada sensibilidade liberal à dimensão de mera sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, no partido, sempre me afirmei como alguém da direita liberal, desde a moção que subscrevi no último congresso a várias intervenções na comissão política e nos conselhos nacionais. Sempre estive próximo das linhas de força do discurso do Dr. Lucas Pires, menos pela amizade que a ele me liga, do que pela identidade de origens e de percurso políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não considerei e continuo a não considerar tal posição como incompatível com o apoio ao Senhor Professor e, muito menos, incompatível com o fazer parte da equipa que V. Exª dirige. Não foi por acaso que, no primeiro conselho nacional depois das últimas eleições, fui um dos primeiros conselheiros a propor expressamente a liderança do Senhor Professor e, simultaneamentem a proclamar a minha solidariedade activa para com as posições políticas do Dr. Lucas Pires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que não surjam equívocos e eventuais acusações de oportunismo, sinto o dever de manifestar-lhe expressamente estas posições. É que podem mudar-se os tempos, mas as "viradeiras" não me fazem mudar de vontade e, muito menos de ideário. Ora, o silêncio pode gerar nebulosas e não queria deixar de clarificar situações, até porque não sei comprometer-me com reservas mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, apenas aderi ao CDS na sequência do V Congresso, acolhendo-me à sombra da bandeira do nacionalismo liberal. Porque, até então, nunca me seduziu o carisma de Freitas do Amaral (carisma, por carisma, sempre fui sá-carneirista), nem os preconceitos de esquerda do centrismo que afectavam os dirigentes históricos do CDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sujei as mãos na luta política desde a adolescência, quando me comprometi na defesa da nação lusotropical. Monárquicos desde os bancos do liceu, amadureci a minha formação jurídica, que me desvendou os segredos do Estado de Direito e a axiologia jurídica personalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei então a dirigente da direita universitária de Coimbra e participei nas paixões dessa geração contraditória que circulava pela Cidadela e pela Oficina de Teatro. Uma geração que, repudiando o marcelismo e, sendo, pela esquerda, apodada de "extrema-direita", vivia a tensão entre certo romantismo nacional-revolucionário e a permanência de um tradicionalismo monárquicos, institucionalista e anti-estatista. Foram estas as raízes de direita cultural que nos marcaram, permitindo-nos observae a revolução de 1974 como inevitável consequência do império da esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PREC foi para nós a continuação da resistência e, atirados para o exílio, a prisão, o saneamento ou a simples marginalidade, não pudemos, ou não quisemos, ser actores da encenação partidária ocorrida a partir de 1974. Muitos de nós vieram apenas a reencontrar-se com a política activa através da imaginação criadora do Dr. Lucas Pires, já depois da chamada revolução conservadora ter feito renascer a direita ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história vivida e a história estudada fez-me anti-revolucionário e o pendor tradicionalista fez-me acentuar o anti-absolutismo. Permaneci de direita e assumi-me como liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, fui especialmente marcado pelo estudo da história das ideias políticas portuguesas e pela redescoberta do nacionalismo liberal de Garrett, Herculano, Pascoaes e Leonardo Coimbra. E não é por acaso que, conquenta anos antes do Dr. Lucas Pires, já Fernando Pessoa teorizava o nacionalismo liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata evidentemente do neoliberalismo estrangeirado, citador dos Hayeks e outros autores da moda. E muito menos da cedência a qualquer costela jacobina. Considero, aliás, que a nossa direita integralista e salazarista sempre teve preconceitos em convergir com o liberalismo regenerador e o republicanismo conservador, esquecendo que grande parte dos nossos liberais apenas procurou restaurar o consensualismo pré-pombalino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este o meu "ser de direita liberal". Marcado pela mesma fonte axiológica que levou à democracia-cristã original, ainda corporativa e hierarquista (não é por acaso que o nosso primeiro partido democrata-cristão se chamou nacionalista); fiel à mesma matriz que gerou a democracia social do pós-guerra, institucionalista e personalista, considero que este fundo permanente de valores pode agora iluminar a sensibilidade liberal, acentuando a luta contra o estatismo, socialista, social-democrata ou simplesmente tecnocrático. É esta a principal frente de combate, depois de outrora ter acentuado o anti-individualismo e o anti-colectivismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que considero como a terceira geração da democracia-cristã, a síntese entre a perspectiva liberal e a perspectiva cristã, por enquanto apenas se prenuncia, ainda sme claros contornos doutrinários. Mas o renascimento liberal e conservador do Ocidente vai impulsionar essa convergência que, nos países de tradição católica como o nosso revestirá formas diversas das sínteses alcançadas em sociedades marcadas pelo conservadorismo laicista dos partidos liberais clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nacionalista por princípio e apenas liberal por conclusão, considero que o CDS só se enraizará na sociedade portuguesa quando se portugalizar doutrinariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti-me no dever de expressar esta minha posição através do presente meio. Julgo que a melhor forma de poiar o Senhor Professor, para servir o partido e a nação, é não ser adrianista, no sentido de yesman. Não sou catavento doutrinário nem imobilista ordtodoxo. Acredito. E uma equipa é tanto mais unida quanto melhor potenciar a integração de difernetes sensibilidades e geração. Julgo que, na essênciam nada do que aqui afirmo constitui uma novidade para o Senhor Professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo o respeito e consideração&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703253-109795311696458601?l=meucadastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/109795311696458601/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8703253&amp;postID=109795311696458601' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109795311696458601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109795311696458601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/2004/10/carta-compromisso-de-actuao-poltica.html' title='Carta-compromisso de actuação política (1985)'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703253.post-109767319557494899</id><published>2004-10-13T06:13:00.000-07:00</published><updated>2004-10-16T11:51:40.113-07:00</updated><title type='text'>Contra a "servitude volontaire"</title><content type='html'>São Julião da Ericeira, em 3 de Agosto de 2002&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Exº Senhor Professor Doutor J...:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tendo recebido, no meu primeiro dia de férias, a carta de Vª Exª, e superando a tentação de silêncio que me assolou, para evitar o inevitável processo de emotiva réplica que agora desencadeio, cumpre-me observar o seguinte:&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;A tal coisa que circula na Internet dura há vários anos (desde 1998) e não consta que tenha sido lançada depois da recente derrota eleitoral dos socialistas. As afirmações nela constantes apenas constituem peças de um curriculum livremente comentado que faz parte da minha soberania pessoal e me é permitido pela liberdade dos actuais meios tecnológicos e pelo regime de valores da Constituição que nos rege. E raros são os visitantes do “site” que percorrem a chateza das auto-contemplações carreirísticas, como o posso atestar pelas estatísticas das cerca de quinze mil consultas registadas... Talvez mais incisivos em nominalismo tenham sido alguns artigos de opinião já publicados e uma conferência que proferi no IPSD, dentro do normal exercício do direito de oposição ao poder estabelecido, nomeadamente pela reivindicação da avaliação dos avaliadores, para além da nomeação decretina.&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;A eventual crueldade das minhas afirmações terá, talvez, a violência categorial da vítima e o azedume individualista do revoltado, mas, segundo a minha perspectiva, tais comentários traduzem as consequências observáveis pela ditadura dos factos, facilmente analisáveis a posteriori. Qualquer observador da actuação de grupos de pressão e de grupos de interesse, mesmo que não interesseiros, em torno da Universidade Portuguesa das últimas três décadas, detecta, sem dificuldade, um grupo Veiga Simão, onde o patronímico não é ofensa, mas evidência e até elogio ao dinamismo do inspirador. Da mesma forma, ligá-lo ao adjectivo socialista é simples adjectivação politológica que não significa acusação de falta de tolerância, mas mera análise de um complexo relacional, onde apenas faltam algumas pontas, passíveis de futura indiscrição, e que me não surpreenderão, quando for possível fotografar em profundidade os meandros do soarismo e os efeitos  jogos de poder do fim do regime da Constituição de 1933 nas irmandades de hoje. Continua a ser um elogio dizer que, como já o escrevi e publiquei, que em Portugal, nas últimas três décadas, entre os ministros da educação, apenas sobressaem Veiga Simão e alguns meses de Sottomayor Cardia. Os outros não passam de reedições do primeiro, entre os José Reis e os Reis José da cepa torta que, aceitando o mito pombalista de uma reforma sem ratio studiorum, não percebem a efusão de sucessivos monstros sistémicos que, adquirindo a lógica própria da mediocracia, se transformaram num inferno que escapa às boas intenções do próprio criador. Essas tais criaturas quase ideológicas que se libertam dos criadores, onde a ideia dominante do there is no alternative constitui espaço aberto para os atavismos revolucionaristas ou reaccionaristas, esses sim os verdadeiros inimigos de uma autêntica reforma, que só o será se for revolucionária nos objectivos e conservadora nos valores. É o que tenho sofrido no terreno, ao longo destes 26 anos de professor que professa nas aulas e não nos gabinetes dos educacionólogos da 5 de Outubro, onde dominam os aureolados por certos doutoramentos de chouriço importado.&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;Reconheço que sou marcado por aquela rusticidade que nunca se adaptará à sociedade da corte, e que tem a ilusão de querer ser de um só rosto e de um só parecer. Assumindo-me como radical contra a “servitude volontaire”, aprendi a dizer “não” à falta de autenticidade daqueles jogos de poder que nos obrigam a torcer para não quebrar. Aliás, apenas militei num grupo político-partidário entre 1983 e 1988, onde acedi aos lugares cimeiros depois de conquistar pela via eleitoral posições em assembleias de freguesia e concelhias, bem como em congressos. A política faz-se de baixo para cima, horizontalmente, e não pela via do verticalismo dos influentes. E sempre o fiz em nome de uma ideia “liberal”, resultante da soma do “liberdadeiro” com o “libertacionista”, de acordo com aquilo que considero a nossa tradição “azul e branca”, conforme a síntese da “santa liberdade” da traída Maria da Fonte.&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;Considero assim que a razão de Estado não tem uma ética diferente da ética da convicção, a não ser para os que se julgam iluminados e como tal se excepcionam, ao invocarem, como regra de conduta, a mera ética da responsabilidade que, parecendo ter razão no curto prazo, a perde no médio e longo prazos, sendo portanto uma má moral e uma péssima política.&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;Em termos estritamente pessoais, nada me move contra Vª Exª, de quem guardo a imagem de dialogante mestre coimbrão e de convicto patriota, e de quem quero recordar apenas as longas viagens que fizemos para a ..., esquecendo outros compreensíveis esquecimentos, nascidos da ingenuidade de quem pensou ter criado laços pessoais de confiança que ultrapassariam os habituais intermediários. Em termos de avaliação política, julgo poder fazer os juízos provindos das minhas crenças e das minhas informações, e, consequentemente, assumir as rupturas consideradas pertinentes. Mas nunca terão a importância de acederem sequer a uma nota de rodapé das histórias oficiosas. Peço apenas que não me qualifique subliminarmente de acordo com os fantasmas da sua primeira passagem pelo poder, dado que não pertenço nem nunca votei nos actuais gestores do poder governamental, situando-me em zonas bem mais heterodoxas, como atesta o facto de ter sido um dos fundadores do extinto Movimento de Intervenção Radical. Aliás, a consulta das fichas da extinta PIDE/DGS bem poderia atestar que, mesmo antes de 1974, já era pouco fiável, porque apareço ligado, logo em 1969, a um concorrente da oposição, fazendo parte daquele largo espectro antimarcelista da direita coimbrã, onde não havia apenas os “ultras”, mas também alguns monárquicos oposicionistas, alguns dos quais até são descendentes de silenciadas vítimas que passaram pelos cárceres do Estado Novo, como é o caso do subscritor destas linhas. Assumo-me pois como alguém que faz parte daquela direita que não convém à esquerda, mas invoco a linhagem de uma aldeia que tanto protagonizou a Revolta do Grelo como os tumultos de 1936.&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;Doeu fundo ter sido violentamente arrancado de uma instituição a que dei o melhor da minha inteligência e do meu coração, em nome de meras considerações de conveniência e oportunidade, onde as tácticas se esqueceram da estratégia e da comunidade viva de alunos e professores, que não havia sido por elas inspirada, conduzindo-a a uma derrota não reconhecida, porque transplantada para outras instituições e para a própria gestão daquilo que se pretende como a instituição das instituições e que conduzirá a Universidade à ruína.&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;De que pouco valem os efeitos emergentes, quando o poder pelo poder, de maquiavélicos ou nietzschianos,  avassala os jogadores e passam a ser meras insignificâncias as eventuais consequências persecutórias, mesmo que sejam levadas a cabo pelas sargentadas de má memória, contra aqueles que, depois de serem usados no estádio anterior, não se adaptaram às novas circunstâncias.&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt;Julgo que as instituições não devem depender dos caprichos dos que a comandam, mesmo que estes se assumam como os respectivos fundadores. Até acrescento que o que se passou na Universidade ... foi para mim mais doloroso que o facto de ter sido um dos 18 estudantes expulsos da Universidade de Coimbra em 1975. Porque no PREC havia a clareza da luta de crenças, enquanto na pós-revolução crepuscular dominam os jogos florentinos dos habituais navegantes do situacionismo, à procura de epitáfio.&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt;Julgo ter percebido o poder infra-estrutural em que me obrigam a mover, o que é amplamente comprovado pela tentativa de assassinato de carácter que alguns agentes da cultura de delação continuam a perpetrar contra a minha pessoa. E neste regime que ajudei a caboucar, como adjunto político de vários governos dos finais da década de setenta e dos princípios dos anos oitenta, desde o sexto provisório aos três presidenciais, não admito ter que pedir certificados de comportamento cívico aos que a ele acederam apenas no depois. No depois do risco assumido por muitos anónimos que, no terreno, permitiram a justa mudança de enquadramento, conforme o processo libertador da democracia pluralista.&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;A história e aquilo que outros arquivos discretos continuam a resguardar poderão dar-me, ou não, razão. A minha intuição também pode errar, mas o conhecimento directo que tenho da metodologia utilizada noutros casos faz-me intuir a linha imediata de comando objectivo em todas estas coincidências, sem necessidade de recurso à estafada teoria da conspiração, do compadrio ou do comadrio. É tudo tão simples quanto a vindicta.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço o incómodo causado pela insignificância do autor de tais interpretações históricas, mas sou obrigado a tomar as devidas atitudes quanto às responsabilidades assumidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço que o Senhor Professor tenha tido a coragem de me interpelar directamente e, em nome dessa frontalidade, solicito a Vossa Excelência que, como ... da ..., faça activar a possibilidade de não mais ter que conviver com a minha insolência. Por isso lhe peço que, à instituição em causa, faça chegar as missivas anexas. Mais prometo que afastarei o seu nome da tal página da Internet, face ao incómodo pessoal que lhe provoquei.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;José Adelino Eufrásio de Campos Maltez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703253-109767319557494899?l=meucadastro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucadastro.blogspot.com/feeds/109767319557494899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8703253&amp;postID=109767319557494899' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109767319557494899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703253/posts/default/109767319557494899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucadastro.blogspot.com/2004/10/contra-servitude-volontaire.html' title='Contra a &quot;servitude volontaire&quot;'/><author><name>JAM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11761741602873953177</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_vIYSzbdzouU/TQAUVARxf0I/AAAAAAAACfg/6LW9c8jAhLE/S220/maltezdn.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
